sábado, 12 de janeiro de 2013

CRISE DO TOSTÃO 1509


A HISTÓRIA INTEGRAL DEVE SER MESTRA DA VIDA


 
Um Acontecimento de 1509, quando foi revelada a existência do Brasil, que obrigou a diplomacia Portuguesa a alterar os limites do Tratado de Tordesilhas para não ficar o Brasil, fora do Império Português, mostra a guerra das ambições territoriais de uma Europa com escassez de territórios para explorar e uma grande necessidade de industrializar e explorar. As colónias exigiam muitos recursos e não havia meios materiais para investir com inteligência. O Brasil fez uma gestão à altura das pessoas que existiam, a maior parte delas ao serviço de interesses estrangeiros que convinha não destruir no tempo em que se sacrificou a Qualidade da Vida à Quantidade, aos excessos de má Ecologia, má Ambientologia, má edificação do carácter humano desordenado.
Quando era criança tinha moedas de meio tostão a cinco tostões para dar aos pobres e tinha de durar para a semana. Passaram mais de 400 anos e voltei a nascer, em 1928. Moral: o Tostão a moeda era sem valor porque todos os bens serviam para engrandecer a Igreja católica que dominava a Europa. O Ultramar necessitava de uma Religião aglutinadora e ela fez-se pagar: Portugal foi «engolido» pelos interesses internacionais.
Os nossos historiadores adoptaram as opiniões dos poderosos da Europa e foram servis quando perderam a capacidade de defender a sua verdadeira Cultura Espiritual. Aquilo que usei para provocar uma Libertação foi a Psicanálise da História para vermos os problemas na sua mesquinhez e incapacidade Libertadora, que os doutos recusam admitir: a Psicanálise da História de Portugal, não por interesses Materiais mas Espirituais: Éticos e Estéticos. Não tenho público: água mole em pedra dura tanto bate que perfura! Se não sabem a Ciência Espiritual e a sua Tradição, como posso eu dirigir-me a classes sociais «vazias» de Espírito que tomaram o caminho da destruição da humanidade e só pensam na defesa de interesses materiais obscuros, persecutórios? Como está não se aprende.  A Humanidade parece uma multidão de roedores, entendam «ratos», que por avaria do sistema de orientação se precipitam aos milhares das falésias para o mar, aonde morrem de vez. A Evolução é um processo inteligente em todos os níveis. Estamos a viver o drama da destruição colectiva dos inebriados da Vida aonde pontificam raras Almas esplendorosas que tentam dar objectivos credíveis numa sociedade definitivamente científica. A sociedade Portuguesa Devota, 1020-1328, na sua Fundação, andou tanto tempo a esmolar «o pão por Deus» quando veio o tempo de ganhar o pão nosso de cada dia mostra uma grande incapacidade de ser Deus.
A História Materialista Moderna, ilusória por definição, não conseguiu estabelecer os Princípios Espirituais, as X Ordenações que deviam reger as Vidas humanas qualquer que seja a Religião aceite, de preferência todas as mais importantes reconhecidas, sem dúvida, como Divinas. A Humanidade precisa de valorizar a Evolução Religiosa das Três Supremas – Ciência, Filosofia Espiritual, Religiões Divinas – com o centro da sua Libertação dos Erros humanos, da submissão ao Materialismo de todos os tipos, incluindo o religioso, o mais deletério. Feitas as contas eu nasci nos anos de 1300, Ciclo da Ciência Objectiva, voltei 600 anos depois, em 1928, no tempo do Salazarismo que em meio século não foi capaz de encontrar respostas Espirituais e se perdeu em teses políticas por incapacidade de ver o Homo Filho-de-Deus. Bem desejaria encontrar respostas que convençam a Humanidade a abandonar o modelo das noras de água que vai abaixo e volta acima e se repete na monotonia. A maioria dos povos indiferenciados, prisioneiros de crenças imaturas, sem escolaridade, tira pouco rendimento da vida difícil. Portugal tem estado a receber os que quando foram descobertos não se sabia se eram pessoas ou animais. Hoje já produzem classes com níveis mais elevados que podem ajudar os seus Povos.
Humberto Álvares da Costa (Médico)

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