sábado, 15 de fevereiro de 2014

RITMOS DA VIDA. DHARMA, GITÂ. CICLOS SIDERAIS E CICLOS DE MILÉNIOS, Sebastianismo e Sebástico

Na Vida tudo está sujeito a Ciclos, Ritmos. Os Ritmos restabelecem a Harmonia, o Equilíbrio; a Vida é um harmonioso integral de muitos Ritmos cósmicos coincidentes. Quando se descobriram as Ciência Integrais o conceito de Ritmos, a existência de sincrodestinos mostra a importância dos Ciclos, para documentar a Qualidade Divina dos Sete Raios da História Holista ou Integral que foi exposta no livro Psicanálise da História. Os Ciclos de Milénios são os dos Yugas ou Idades. Estamos na Idade ou Yuga de Kali de 432,000 anos que começou na noite de 17 par 18 de Fevereiro, de 3102 AC, que corresponde ao trânsito do Sol entre 28º e 29º do Signo do Aquário. Quer dizer, a Idade do Signo do Touro gerou um Tempo natal na Idade do Aquário. Uma razão mais para fazer da Cruz Astrológica Fixa, a Cruz da Idade de Kali Yuga.
Se houvesse necessitasse de comprovar a existência do Divino, que vive no nosso coração, bastaria documentar a Qualidade dos Ciclos Siderais da Eclíptica, rigorosos, a base do número do Homo, 777, oposto ao número da Besta, 666. Repito, há Sete Qualidades dos Acontecimentos Históricos, e grandes transformações nos começos de novos Ciclos:
·         Em cada um dos sete períodos de vida da Terra há Sete Raças com sete Sub-raças que constituem uma Vaga de Vida dos Sete Reino da Natureza. Estamos no momento em que está a nascer a 6ª Raça da 5ª Raça, a raça Ariana que por arrastamento trará a arca da 6ª Raça Raiz e o Novo Mundo.
·         Em 1898 findou o 5º Milénio do Yuga, no calendário dos Yugas: 102 AC, 898, 1898, 2898... Pela data de 102 AC, quando Jesus biológico nasceu, a Vida Cristã era mais real. Nos Milénios, 1898, há grandes transformações. Junto da Ilha de Peniche, Fénix, tempo de Milénios no Ciclo de Ciência, 1328-1636 da Idade de Jesus. Foi espaço de reformas do rei D. João I.
·         Sendo os períodos de Milénios, dez séculos, o Dez da Árvore da Vida, cada século tem os quatro tempos da criação – nomear, criar, formar e gerar –, de 25 anos cada um, significa que no último quartel de cada século há um período de entropia (confuso) de fim de ciclo e nova sementeira. É o período crítico dos últimos quartéis de cada século. O calendário de Dez Meses, referência a X Ordenações passou a ter Doze meses, do Chakra cardíaco, no Império Romano. A relação entre o X e o Doze foi exposta na 4ª Bandeira de Portugal, a da Cruz de Liz, referência aos 12 Apóstolos, 12 Casas astrológicas.
·         Em cada 308 anos dos Ciclos Siderais da Idade de 2156 anos. Entre 1944 e 1945, se passou para outra Idade Sideral do 7º Raio e começou a Idade Aquariana. As crianças e jovens de «velas insufladas» aparecem nessa data.
·         Nos Ciclos de 308 anos de quatro Períodos de 77 anos, os dois Períodos do meio são dois Renascimentos. O Clássico: 135 AC, 173, 481, 189, 1097, 1405, 1713, 2021. O Romântico: 58 AC, 250, 558, 866, 1174, 1482, 1790, 2098. Aprendi com o Dr. Jinarajadasa iniciador da Educação pela Arte, um dirigente Buddhista de Sri Lanka que foi Presidente mundial da Sociedade Teosófica em Madrasta, Índia. O fim do 5º Milénio e início do 6º Milénio, 1898, foi visto por HPB, segundo a tradição dos Yugas como um Ciclo de ajuste de contas Kármicas de avaliação evolutiva. A Lei de Karma-Nemesis é do 6º Raio.

MITO SEBASTIONISTA É UMA SAUDADE DUMA GLÓRIA PERDIDA. SEBÁSTICO DE PITÁGORAS É LIBERTADOR

É tempo de decifrar as causas do Mito Sebastianista, tal como está apresentado. [1]

“Os materiais brutos a partir dos quais uma escatologia revolucionária foi gradualmente construída durante a alta Idade Média consistiam numa miscelânea de profecias herdadas do mundo antigo. Na sua origem, todas estas profecias eram invenções a que os grupos religiosos antes de mais os Judeus e os Cristãos primitivos, recorriam para se fortificarem e se afirmarem a si mesmos, quando confrontados pela ameaça ou pela realidade da opressão”. Norman Cohn, p. 15.

> Há uma Escatologia, a parte da Teologia do fim último, da teleonomia. Evoluir é percorrer o Caminho para um Telos. Os Mitos exprimem a relação entre a teleonomia da Lei que é o Dever do Homo e a Revelação. Não ignore o factor interno.
> A causa da falência é atribuída ao poder do Mal e à ilusão explorada para a escravização humana.
> Vivemos na Alma Quântica e Espiritual do Mestre. Esperamos d’Ele a Força e ajuda libertadora da ilusão e dependências de Sodomia e Gomorria que aprisiona a Alma Natural.
Se continuarmos a ser emocionais em vez de Espirituais, não nos libertaremos das emoções recalcadas e fica tudo como está. A recuperação da mente depende do modo como nos dispomos a aceitar a Verdade e essa sendo responsabilizante só pode ser dada à medida da capacidade de cada um; alguém que cumpra as regras da vida espiritual e, Ipso facto afronta os não capazes que exigem uma homonímia ou homologia comportamental para defesa da alma natural. A diferença da mente instabiliza ao interferir no campo mórfico dos outros.
Krishna é um Avatara do 2º Aspecto da Trindade, o Instrutor Mundial, para a Idade de Kali Yuga, que marca o início desta Idade no ano de 3102 AC, na passagem do dia 17 para 18 de Fevereiro (Aquário). A morte de Krishna é também um símbolo. O livro chama-se o Cântico do Senhor, e Senhor é o Eu Superior (Kyrios), e Cristo, palavra do Senhor. Geeta é o ensino para Kali Yuga um período de revelação (apocalipse) também é escuridão. É irrealista esperar uma Idade de Ouro na Idade de Kali Yuga. É um período de Guerra a que o Islão chamou, Ghiâde, guerra santa. O Geeta é uma guerra santa contra o Mal. Krishna defende que temos de combater de armas na mão contra o Mal. É preciso exaurir os maus e defender os bons.[2]
Geeta é simples, um filho dum rei mítico, Arjuna, foi para a floresta e alcançou alto grau de iluminação. O pai morre e o vazio de poder foi ocupado por outros da família, com índole ditatorial. O místico está desinteressado e Krishna intervém para lhe explicar que a maior espiritualidade é o cumprimento do Dever, o filho do rei tem de pegar em armas numa batalha contra o Mal e contra a sua família, da usurpação do poder. Para compreender a Jihad, estudem o Gitâ de Krishna, Cristo:

II: 22:Assim como um homem deixa de lado os vestuários gastos e toma para si outros novos, assim o morador do corpo, pondo de lado os corpos usados, entra em outros novos.
II: 27: Certa é a morte para o que é nascido e certo é o nascimento para o que está morto: portanto, não te deverás lamentar pelo inevitável.
II: 30: O morador do corpo é invulnerável.
II: 38:Tomando por igual o prazer e a dor, a perda e o ganho...prepara-te para a batalha, assim não incorrerás em pecado.
II: 70:Atinge a Paz aquele para cujo interior fluem todos os desejos, como os rios fluem para o oceano.
III: 19:Sem apego, executa constantemente a acção que for teu dever, pois é ao executar a acção sem apego que em verdade, o homo alcança o Supremo.
IV: 7: Quando a justiça decai e a injustiça se exalta então Eu apareço;
IV:8: Para a protecção dos bons, para a destruição dos malfeitores e para o restabelecimento firme da justiça de idade em idade eu tenho nascido.
IV: 40:Porém, o ignorante, sem fé, do eu que duvida vai à destruição; nem este mundo, nem o que está para além, nem a felicidade existe para o que duvida.
VIII: 26:Luz e trevas são os eternos caminhos do mundo; por um vai aquele que não volta, por outro aquele que retorna.
IX: 29:Na verdade, os que me adoram com devoção estão em mim e eu neles.
XVI:16:Transviados por inúmeros pensamentos, emaranhados na teia dos enganos, dependentes da gratificação dos desejos, caem num inferno de loucuras.
XVII: 6:Não inteligentes, torturando os elementos agregados que formam o seu corpo e a mim também que estou situado no corpo internamente, sabe que tais seres são demoníacos em suas relações.
A linguagem é de guerra, a luta é no interior da nossa Mente. O Dever de D. João I, repetição de Arjuna, é o Dever Fénix, Fenício, que deu Peniche. As reformas sociais, muito profundas com D. João I, foram aceites sem revoltas são de Gitâ, Krishna nos Vedas, Cristo no Ocidente
Humberto Álvares da Costa (Médico)



[1] Norman Cohn. Na Senda do Milénio. Milenaristas revolucionários e Anarquistas Místicos da Idade Média. Ed. Presença. Um livro obrigatório.
António Quadros. Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista. O Sebastianismo em Portugal e no Brasil. Guimarães & C.ª Ed.
[2] Annie Besant. Bhagavad-Gita. Tipografia Monroe. Sem data. Há uma tradução recente. Bhagavad Gitâ. Ed. Estampa. 1990. Prefácio, Comentários e Glossário de autor. A melhor transcrição do Sânscrito, que conheço, em Inglês é de Shri Purohit Swâmi. The Geeta. The Gospel of the Lord Shri Krishna. Krishna é o Cristo do Ocidente, um livro difícil de interpretar.

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