domingo, 10 de maio de 2020

Textos apócrifos: Damasco, Nag Hammadi, Qumram


Os Mestres consideraram as Religiões do Ocidente desumanas e responsáveis por tanto sofrimento. Os textos dos Mestres servem para orientar a Ciência, Ética, Educação, organização social, para os objectivos da Vida a consignar em Leis, etc. O que é necessário foi dito. As religiões deram muita ênfase às respostas emocionais exclusivas e nenhuma ao Conhecimento Espiritual que não tiveram «inteligência» para o desenvolver.
Com o advento da Teosofia moderna apareceram homens clarividentes, com algum treino do despertar de poderes (Siddhis, literalmente atributos de perfeição). São mundos para descobrir! Não podendo saber directamente, deixo de parte tudo o que os Mestres não confirmaram e não vem escrito nos textos Antigos, uma vez que não há uma nova Sabedoria a dar, só há a Sabedoria, cada vez mais com apoios na Ciência. Nunca repita “teoremas que não possa justificar em fontes de experiência rigorosa (a dos Mestres). 
O objectivo é substituir as imagens falsas que corrompem a cultura por imagens verdadeiras, com o mínimo de dados positivos que as justifiquem. É possível gerar uma Nova Cultura para o Novo Homem com uma base de experiência científica crescente. Sei que isso não se faz de-repente mas alguém tem de começar... Dar fé é dar Testemunho exacto, do que foi presenciado ou experimentado.
Há um Cristianismo um século antes da suposta vida de Jesus-Cristo sobre a qual fizeram o calendário Cristão. Um grupo de Cristãos Esoteristas foi os Mandeus ou Cristãos de S. João (Baptista). Os árabes chamaram-lhes também Sabianos ou Tzabianos. 

Os cristãos de S. João fizeram uma boa síntese das tradições esotéricas antigas. Fez-se constar que João Evangelista, o apóstolo fiel ao Oriente de onde não saiu, teria sido escolhido como guardião da Tradição Esotérica Cristã. Por via dos Cristãos de S. João se estabeleceu a ponte entre a Tradição do Santo Graal e dos Templários. Outro, o Cristianismo de Tomé, o Apóstolo das Índias “sepultado” em Madrasta, era tolerante e esotericamente mais informado, divorciado da ortodoxia dogmática Católica, dos fanáticos das cruzadas e evangelizações terroristas, ao serviço de políticas.
A base da nova cultura Humana, não pode ser o Cristianismo ortodoxo mas o herético, esotérico. O apócrifo Ev. de Tomé foi levantado, em 1945, pelo arado de um lavrador egípcio, entre outros textos gnósticos, metidos numa ânfora, utilizada na Antiguidade para transporte de líquidos (vinho, azeite), enterrada para serem salvos em futuras gerações. A sapiência dos religiosos da Antiguidade deu-nos a possibilidade de, após séculos, conhecermos o ensino esotérico de Jesus. ([i])

O étimo Apócrifo significa, enigma (grifo) decifrado, descoberto. Na tradição judaica, um texto sagrado não pode ser destruído, e por vezes era enterrado em ânforas para garantir a sua sobrevivência. Durante a Revolução Cultural Cristã que durou séculos, todas as grandes Bibliotecas da Antiguidade foram destruídas; uma desoladora prática de terra queimada. Ficámos sem passado. Esconder em ânforas e enterrar é um mecanismo defensivo, de protecção contra a violência dos religiosos e políticos inquisidores do terror, que asseguram interesses egoístas, em jogos de poder. Desenterrados os textos, os alicerces do poder ruem, porque as igrejas não seguiram Cristo e os políticos abusam das falsas raízes Cristãs.
Nos séc. II-III matava-se quem possuísse textos das Religiões dos Mistérios; depois quem guardasse imagens; nos séc. V-VI quem tivesse documentos onde fosse referida a Preexistência ou Reencarnação, ou a lei da Holonomia, o Todo existe em cada parte sem partilha, como os Priscilianistas Ibéricos professavam; nos sXII a sXV, condenava-se à morte quem recolhesse textos esotéricos dos Cátaros e outros heréticos; em 1229, segundo uma directriz emanada do Concílio de Tolosa, queimava-se quem possuísse uma Bíblia, logo, o texto básico da sua própria religião. O alvo das ”inquisições” era todo e qualquer saber fora dos ditames oficiais, longe dos Mestres. O Homem só era digno cristão, se fosse analfabeto! No sXVIII opunham as Luzes às Trevas. ([1])
Religiosos e Cientistas partilharam o erro sensual ou materialista, o que vai dar ao mesmo. Tornaram-se fósseis vivos que estudam fósseis mortos. A ânfora do tesouro gnóstico escondido foi encontrada no Alto Egipto, no ano de 1945, em Nag Hammadi. O tesouro oculto é conhecido pelo nome de Textos de Khenoboskion por terem sido achados perto das ruínas de uma cidade com este nome.
Os achados de Qumran são revolucionários e o Judaísmo e Cristianismo não estão interessados em divulgá-los, tão grande é a derrocada! 

Manuscritos de Qumran

A existência de um Cristianismo antes do Cristo oficial é um dado objectivo sobre o rigor da Sofia dos Mestres: Eles disseram, antes dos manuscritos terem sido descobertos, o que hoje se sabe. A história das grandes religiões mostra como os Grandes Seres divinos, apesar da sua enorme superioridade sobre as personalidades finitas dos humanos, tiveram dificuldade em seres aceites e foram perseguidos. Jesus não nasceu na data indicada, mas um século antes (em 102 AC), no reinado de Janeu (103-76 AC) e na cidade de Lida ou Lüd, zona do aeroporto de Telavive. Era a cidade dos cinco caminhos, fundada por um outro Jesus (Joshua), no vale de Avalon, cuja ligação ao Mito do Graal é explicativa. Era o mais lindo Vale de Israel!
Os religiosos do deserto de Judá, Teósofos próximos da filosofia Grega e do Buddhismo eram uma afronta ao poder. Os Judeus condenaram-no à morte por delapidação, no contexto da perseguição aos Essénios e fuga (outros insistem hoje em delapidar, não aprenderam, e por isso mostro o que foi a perseguição e morte de Jesus). Nasceu aqui o mito da matança dos inocentes ou crianças, assim são chamados os «iniciados». Foram 40 mil mortos, diz-se, e Jesus foi um desses inocentes. Muitos fugiram, os Terapeutas de Alexandria, e criaram «o clima Neoplatónico». No Mito transferiram o facto histórico para o tempo de Herodes. ([ii])
Mais tarde, os Romanos (Imperador Adriano), reconstruíram a cidade Lida destruída pela ”revolução” e chamaram-na Dióspolis, cidade de Deus. Ele sabia, os «cristãos» não sabem!
A Comunidade religiosa de Qumran tinha a Ceia Eucarística e o Baptismo. Faziam orações três vezes ao dia, voltados para o Oriente e não para Jerusalém, como era hábito dos judeus. E chamavam-se Filhos de Zadock, Filhos do Justo, do Mestre. O título de Filho do Mestre dá-se a discípulos muito avançados capazes de se identificarem, totalmente, com a vontade do seu Mestre. O Mestre vive em cada um dos seus Filhos e conhece tudo quanto eles pensam, sentem ou fazem. Jesus representa um ”avanço” na progressão para o nascimento da 6ª Raça, ou 6ª Trombeta, que modificará a Substância e a sua vibração (som).
Um político Antigo disse que poderia mudar os comportamentos das pessoas se tivesse o poder de eles só ouvirem a música de sua escolha. O nascimento da 6ª Raça é mudar a Matéria e a Substância dos nossos veículos por outra. A música popular que hoje nos transmitem é o espelho da Era de trevas que domina o mundo e provoca o Dia de Juízo. As duas Raças do futuro serão Raças de Substância superior à da 5ª Raça Ariana, portanto, de Qualidade Espiritual.
O início da Era Cristã caracterizou-se por lutas político-religiosas do tipo revolução cultural. A revolução cristã foi cultural e odiosa no mau sentido político (Maoísmo ”avant la lettre”). A incapacidade de poder saber e a falta de saber andam associadas. As transformações operadas pelo Cristianismo (que é a mais científica e linda das religiões, se souber a “chave” de símbolos), foram uma espécie de cura! Em todas as revoluções culturais sangrentas, quem contesta a ideologia é eliminado. Na Revolução terrorista Cristã foi assim: não acreditava que Cristo era o único Filho de Deus: morte! Defendia a preexistência ensinada pelos primeiros padres, na Escola de Alexandria, por gnósticos, e largamente conhecida nas outras culturas. Ser tolerante para todas as religiões: morte! Ser vegetariano: morte! Ser ciente da preexistência do Ego e da Evolução para a Perfeição; morte! 
Qual é o significado da descoberta dois anos antes de uma outra idêntica, em 1947, nas grutas dos arredores de Qumran, uma antiga povoação de Essénios ([2]), fundada cerca do ano 100 AC? Refiro-me aos Rolos do Mar Morto encontrados nas cavernas junto da margem daquele Mar. Os achados na primeira caverna de Qumran, continham os textos seguintes: Comentários aos Livro de Habacuc; O Livro de Hinos ou Salmos de Acção de Graças; A Guerra entre os Filhos da Luz e os Filhos da Sombra; e o Génesis Apócrifo. Em 1952, descobriram outros manuscritos em cavernas próximas. ([iii]) No Cosmos não há Acasos, tudo tem uma razão de ser! As moedas recolhidas no local datavam de 130 AC a 70 AC, o tempo onde temos de situar o Mito Cristão, um século antes. Se havia Cristianismo um século antes de Cristo é porque Cristo é anterior à data adoptada. No Códex Nazareu diz-se que João Baptista já baptizava há 42 anos quando baptizou Jesus. Nasceram ao mesmo tempo e Jesus, dizem eles, morreu aos 33 anos!? É uma trapalhada!
Os propalados, mas postos em segredo, Textos do Mar Morto estão arquivados, no Museu de Israel, em Jerusalém. Os textos, sem dúvida de um ensino ministrado no século I A.C. na comunidade Essénia, confirmado pelos materiais e moedas recolhidas no local, trouxeram ao nosso conhecimento o Mestre da Rectidão ou Mestre da Justiça (Moré Hassedeq), Mestre da comunidade, dirigida por um Conselho dos 12, como os 12 Apóstolos de Jesus. Um Mestre não morre e tem poderes insondáveis! Os textos são escritos em linguagem cristã. Foi informada a data de nascimento de Jesus.




[1] No tempo das fogueiras inquisitoriais queimavam-se os textos de sabedoria herética, oculta, para a eliminar. Dizia-se que os textos sagrados não ardiam, só os falsos.
[2] Essénio eram «Assaias», curadores que faziam uma medicina com acesso aos outros Planos e corpos subtis do Homo. O Ebionita era um Nazar, separado, de uma escola de mistérios para Iniciados, que tinham alcançado o total desapego de teres, de bens terrenos. Os Nazarenos eram pobres por serem espirituais e não temporais. Não podemos incluí-los nos Essénios, que tinham uma base popular mais ampla. Todas as doenças começam na mente perturbada sem a poder tranquilizar.




[i]     Jean-Yves Leloup, L”Évangile de Thomas, Spiritualités vivantes, Ed. Albin Michel.
      O Evangelho Segundo Tomé, Editorial Estampa, Lisboa, 1992.
[ii]     Jean-Yves Leloup. Prendre soin de l”être. Ed. Albin Michel
[iii]    Jean Danielou, The Dead Sea Scrolls and Primitive Christianity, A Mentor Omega Book, N. York 1958.
      E. Laperrrousaz. Os Manuscritos do Mar Morto. Rés Editora. Porto

sexta-feira, 8 de maio de 2020

A Religião-Ciência e a Paidéia Perfeita de Cristo


Perguntam: como reconhecer a Verdade? Não esqueçam que uma das cidades-símbolo arrasadas por Deus foi Sodoma. O Homo é a cidade de Deus, mas Sodoma, cuja origem etimológica é Sodesfazer o que nos agrada ou apetece como desejo e afectos – é um modo de ter de comer uvas de fel e veneno ardente de dragões. É uma linguagem medonha mas faz sentido.

Sodoma e Gomorra



Conhece o Dever e não o que lhe apetece quem escolhe a Liberdade. O despertar da mente científica, só por si, ao exercer uma ”contenção emocional”, deu aos homens a capacidade de serem experientes da Filosofia Divina. A mulher está a libertar-se, não pela controversa contestação política, mas por estar a evoluir cientificamente mais depressa. Não pode haver Ciência reduzida ao Plano Físico e quem disser o contrário comporta-se de modo anti-científico. Se diz que é filósofo e nunca estudou Sofia, não é Filósofo! A Teosofia, ou Filosofia Perene, feita de modo Ecléctico, no último quartel do sXIX, com os textos da Tradição do ensino universal dos povos, por dois dos Mestres responsáveis, é uma antevisão da Filosofia Divina, onde me apoio para ver as dificuldades da «corrupção ideológica».
A Sabedoria do Novo Homo existe em nós mas só despertará quando fizermos nos nossos veículos as transformações necessárias, não por qualquer meio mas em função de uma Paidéia e de um Télos. Ambos!
Nas tradições religiosas, as fantasias subjectivistas criaram forças poderosas que condicionam a vida, e raros têm a capacidade de se libertarem da má herança cultural. Os treinados na investigação científica têm reacções tão estranhas como os vírus e drogas que infectam e alteram os comportamentos.
As raízes Greco-Romanas de Sabedoria foram destruídas e as Igrejas são obstáculos a uma Vida Justa fundada na Filosofia Perene. Esta posição não é minha, foi expressa, por escrito, pelos maiores Poderes Espirituais e um estudante sincero não tem dúvida que assim é. Diferente era o comportamento dos Filósofos. Marco Aurélio, o Imperador Estóico escreveu: «Qual é o teu objectivo? – Ser um Homem de bem? Como conseguiria ser excepto através das verdades de teorias referentes umas à natureza universal e outras à própria constituição do Homem.»
Os Estóicos viram com os que exploravam áreas de ignorância e não apresentavam factos positivos. Vendo os resultados no terror na cultura inculta temem ”as fés”! É um paradoxo da Antropogénese, as religiões originais estão certas, a Ciência está errada apesar de ter uma enorme quantidade de dados experimentais. No fim de cada Dia da Criação, Deus faz o «controlo de qualidade», escolhe o que de bom foi feito. Quando morremos, o nosso Eu Superior faz o «controlo de qualidade da nossa vida» para saber o que foi e não foi bom. Embora, na vida tudo comece pelo Conhecimento, o fim das coisas é ser Bom e, quem tiver discernimento, no fim de cada acontecimento deve fazer o «controlo de qualidade»: não há Ciência sem Consciência. A Ciência materialista, sem consciência, não é Ciência.
Desde os fins do sXIX, a humanidade viu nascer, de novo, centros onde se dão os primeiros passos para recuperar a Antiga Tradição das Escolas dos Mistérios: de Pitágoras, raiz da cultura Ocidental continuada pelo Platonismo, que começam pelo domínio da Sabedoria da Ciência. Este texto é um ensaio sobre a renovação do ensino de Pitágoras na Era pós Ciência. É a Religião-Ciência exposta à Humanidade pelos Mestres, no último quartel do sXIX, a Filosofia Divina.
As filosofias das quais se diz que são a disciplina com a qual ou sem a qual fica tudo igual e a sua definição como amor pela sabedoria é o modo «opaco» de não entender o significado de Filosofia ensinada pelos Cientistas Perfeitos.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

CRISTIANISMO APÓCRIFO, A LUZ SALVADORA


A Circuncisão do Coração. Retorno à Idade de Ouro

No conceito de «Anthropos» o Homo vem da semente de consciência que faz germinar todo o Universo a que os Devas, Anjos dão substâncias. No fim dos imensos Ciclos da sua Evolução, o Homo e o Deva serão a Síntese Perfeita, a Origem e o Fim de todas as coisas (o Alfa e o Ómega). A Força do 2º Raio chama-se do espelho: reflecte em baixo a imagem de cima. Cumpra-se o 2º Mandamento: Não fazer falsas imagens; e o 9º Mandamento: Não dar falsos testemunhos.
Generalizou-se a tendência para ver o Homo desamparado e ignorante que tem de lutar pela sobrevivência. Sendo o filho de Deus, tem acesso à Sabedoria e Poder infinito e o que o afasta da sua grandeza e glória é a falta de Vontade.
O Homo traz à Manifestação a consciência das Espécies e do Paradigma da Era Geológica, de cada Nova Vaga de Vida. O Factor Antrópico, o Universo existe para que o Homo possa evoluir, carece da outra parte, os Devas que dão a Matéria. Do sucesso ou insucesso da Evolução do Homo depende a sorte de todas as Espécies e dos Seis Reinos de Evolução abaixo de si. É a questão fulcral das analogias, fazer reflectir em baixo, no temporal, o superior. O Divino é o Ser que mora no Homo, vítima dos seus erros evolutivos e condenado a uma vida sem Glória, sem Ciência; mas porque é Divino, o Bem vencerá. Glória a todos os Seres significa: o Conhecimento das coisas Divinas (aqui representado por Hod, a Glória de Deus na Árvore da Vida) está ao alcance do Ser humano. A Libertação não pode ser separada da Ciência – a ”glorificação” do Homem, e da Ética. É uma Glória diferente do que pensam. O Cristianismo Apócrifo é a Luz que ilumina na «Caverna».
A força destrutiva acumulada levou à condenação da Atlântida, tão grave que apesar de ter sido um enorme Continente que ocupava todo o Atlântico e se estendia para as Américas, que na parte habitada por Índios ainda são terras da Atlântida poupadas ao afundamento, e para o Índico onde incluía Sri Lanka, conhecido da Etnologia e textos sacros, ainda andam à procura dele. Dizem que foi afundado em quatro Dilúvios mundiais da Era Quaternária – 850 mil anos, 200 mil anos, 75 025 AC, e o último, o afundamento da grande Ilha Poseidonis do Atlântico Norte, em 9 564 AC, o dilúvio de Platão. Digo com esta precisão relativa, porque foi ensinado e há alguns dados, de várias origens, para justificar que pode estar certo. A última das Ilhas Atlânticas afundadas foi aqui mesmo em frente de Portugal.
Falo de Civilizações de Gigantes (para os Romanos, Atlante significava gigante ([i]) que edificaram os monumentos e cidades megalíticas e nos deixaram as estátuas colossais da Ilha da Páscoa. Há um megalitismo e há milhões de anos (em estratos do fim da Era Secundária e toda a Terciária) houve Negros e Índios Gigantes, que não quererem encontrar. Até o padre António Vieira nos Sermões fala dos ossos gigantes recolhidos no Brasil. Desapareceram?! Já descobriram que a civilização Egípcia Antiga é afim dos Maias e Incas, mas por xenofobia de Europeu não vêem que a antiga é a dos Maias e a do Egipto é de uma família Atlante da Raça dos Maias. Porque deixaram de encontrar? Quem beneficia? Já viram o terramoto antropológico que seria encontrar ossos de gigantes?
Os Atlantes colonizaram várias áreas do mundo, do Egipto Antigo e outras. Eles evoluíram para poderes cósmicos monstruosos e o terror se difundiu por toda a Terra, obra dos sacerdotes feiticeiros que despoletaram os mecanismos da Natureza e é melhor nem falar disso. Algumas observações de um antropólogo Português, o General João de Almeida, que apresentou em 1901 uma tese de licenciatura sobre O fundo Atlante da raça portuguesa, dá-nos uma imagem Etnológica das memórias locais do cataclismo: montes de cascas de mariscos. Na Era Mesolítica a Terra ficou recoberta de fumo e pó, sem luz durante cerca de um ano, com interrupção da cadeia alimentar, vendo-se os homens condenados a comer mariscos porque nada havia para comer.
António Quadros reuniu elementos etnográficos no contexto da Idade do Espírito Santo, na base do Mito do V Império de Portugal. ([ii]) «João de Almeida faz ainda a observação curiosa de que ainda hoje é uma crença popular, através de muitos milhares de gerações, especialmente nas aldeias da Beira, a existência de cidades encontradas no fundo do mar Atlântico, de uma das quais há-de ressurgir D. Sebastião montado num cavalo branco, em manhã de nevoeiro.» O terror infundido pelo «pecado» Atlante e as magias poderosas dos seus sacerdotes feiticeiros, antepassados dos Índios e dos Egípcios antigos, revela a existência de recalques.
Diz o General João de Almeida: o sentimento da existência da Atlântida nunca se perdeu; ele esteve sempre na memória dos Lusitanos e perdura ainda na alma dos Portugueses. À noite todos pediam protecção para que não fossem assombrados por poderes tenebrosos que podem assaltar o Homo quando diminui o controlo sobre os seus corpos – o físico e os da alma natural. Platão confessa esse”terror” ao afirmar: «no espaço de um dia e uma noite funestas, o povo inteiro dos vossos combatentes, em massa, desapareceu sob a terra e paralelamente a Ilha Atlântida foi engolida pelo mar e desapareceu. Eis por que, nos nossos dias ainda, o mar é impraticável e inexplorável naquelas paragens...»
D. Sebastião não nascerá aí, mas de certeza nascerá quando a humanidade se puder libertar das Forças que afundaram a Atlântida, convertendo-as. Na Filosofia Divina há uma correlação entre estado psíquico e a natureza boa ou má, há uma terra amaldiçoada feita perigosa. O Mito de D. Sebastião adapta a imagem da última vinda de Cristo (Metteya) profetizada no Apocalipse. O pecado da Atlântida foi a recusa em aceitar a orientação dos nossos Pais Divinos que o Manu Vaivasvata, Cristo (Metteya) e o Mahachohan, os Três Grandes Seres da Hierarquia de Compaixão junto da Humanidade. Significa que a separação dos Mestres será restabelecida na descoberta de Præstes João, no Oriente. Mudem-se as ideias e as Substâncias dos corpos para sermos Espirituais e criativos, libertadores.
António Quadros diz sobre o Homem Português que esse arquétipo emerge e se revela em determinados períodos históricos favoráveis, mas é também o que se oculta ou é ocultado, o que se reduz a uma vida estagnada e recalcada, nos períodos em que se desfaz a sua Paidéia. Uma Paidéia, ao modo grego, é a solidariedade e a univocidade (entenda-se aceitação de uma só orientação) entre a estrutura cultural e o sistema educativo de um povo, ambos se ordenando a um Télos ou fim superior, que todos então sentem como seu, pelo qual vivem, lutam e se sacrificam, se necessário. Sem a restauração de uma Paidéia essencialmente portuguesa, não deixando de ser universal, será difícil, senão impossível, que o Homem português se reencontre (…)” Eu partilho deste ideal de A. Quadros e, sendo discordante dele quando se afasta da Ciência dos Mestres, presto-lhe homenagem.
O ensino dos Mestres foi editado por uma das suas Discípulas – Helena P. Blavatsky, e por um jornalista, A. P. Sinnett. A maioria prefere ignorar o ensino dos Mestres. Marginalizam os Mestres como se houvesse um poder que a isso os obriga. Fala-se em muitas Teosofias, pouco na genuína Teosofia dos Mestres, por razões inconscientes patológicas, artimanhas para se justificar de não querer saber.
S. Santidade o Papa é a autoridade reconhecida pelos católicos e no dia em que criticou a deletéria concepção de Liberdade sem relação com a Verdade, o Real, a Lei Divina, foi desconsiderado pelos poderes instalados. Há muito a desbravar até haver a possibilidade de mudança para uma Vida Humana e Humanista. Trava-se a Luta Final em defesa dos capazes de evoluírem na Terra: cada um pode fazer as boas transformações, ou ser incinerado pelas más opções da Cultura.


[i]     Padres Cabral & Ramalho. Magnum Lexicon Latinum et Lusitanum. Paris 1833.
[ii]     António Quadros. Portugal. Razão e Mistério. I. Introdução ao Portugal Arquétipo – A Atlântida desocultada – o País Templário. O segundo livro: II. O Projecto Áureo ou o Império do Espírito Santo. Guimarães Editores.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Quando em vez de Ciência se manipulam Emoções


 

A memória tem de ser analisada – a informação é manipulada pela sociedade, hábitos, e há técnicas de criação de memória falsa. Os que casam com o corpo morrem com o corpo e os que casam com o Espírito, são Eternos.
S. Paulo advertiu que a Humanidade ia entrar em um Novo Éon (Idade de nova Raça Raiz e de Era Geológica), na época simbolizado como o Éon da Ressurreição de Cristo, o Homo tornado divino, ”Divi Filius”, filho de Deus: «O pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da Lei mas debaixo da Graça.»
Os Estóicos pensavam o mesmo e falavam em alcançar a endemonia, do Gr. Endaimonia, a felicidade. O igrejista, em vez de a relacionar com daimon, a carta de ouros, fez de daimon o diabo. É o exemplo típico da alteração dos significados das palavras, para manipular. Daimon era uma condição entre o Herói e Theos o filho de Deus. É disso que falam as profecias de S. Paulo. Bandarra, o sapateiro, o profeta do Destino de Portugal, um País do Signo astrológico dos Peixes, tem um relação distante com S. Paulo que era, por profissão, um ”artesão de couro”, sapateiro mítico, uma referência aos Pés e ao Signo dos Peixes.
O processo de «descristianização» deve ser entendido como abandono do igrejismo, não de Cristo. Luc Ferry, um ”filósofo” Francês contemporâneo, disse que havia uma espiritualidade laica e discorda que se diga “o que resta dos nossos valores”, “como se tivéssemos perdido alguma coisa”. Em verdade perdemos os valores igrejistas porque nunca foram dados por Leis, apenas por sentimentos, ou medo de castigos eternos. Quando sabemos definir as Leis Fundamentais do Paradigma dos Decálogos, verificamos que eles são ao mesmo tempo Leis Éticas e Leis Estruturais do Universo, postas em matriz emocional. A Filosofia por fazer! ([i])
Só os Cientistas perfeitos, os Mestres, são essa Sophia dos Gregos que a palavra Filosofia consagra. Não aceito chamar Filosofia a um racionalismo. A Libertação da Queda na Matéria pelas Serpentes (de Fogo) está no Poder VIII, de Hod, da Ciência e na circuncisão do Dia, a do coração, ou libertação pela Sabedoria Espiritual. O conceito está associado à viúva (símbolo Maçónico), a «mulher livre do casamento com os 5 sentidos». Há a intenção de libertar a Humanidade da sua sensualidade e dos baixos afectos de dê-me do que eu gosto, e só isso!
Anotem os itens seguintes:

§ A teoria da Evolução foi a derrota das religiões do Ocidente a quem foi vedado o ensino Esotérico. As do Oriente são reencarnacionistas e no animismo dos povos primitivos sabem que existe a reencarnação e têm o culto dos antepassados porque os vêem. O Criacionismo é uma doença, um recalque, uma ”fuga” ao mau passado. Platão disse que a restauração da Utopia obedece a três condições: a) prática das Virtudes, b) Obediência aos Princípios e Leis Divinas, c) sintonia total entre os ciclos humanos e os Ciclos da Qualidade Divina.

§ No Universo cíclico tudo é cíclico. Alcançando o objectivo evolutivo, o ciclo cessa, estrelas e planetas, homens e Raças dissolvem-se, para evoluir em ciclos posteriores: Ciclos como o ano sideral (25,868 anos), que termina dentro de 16 mil anos (de retorno ao signo de Câncer, o início), são importantes. Em cada ano sideral há a recessão dos trópicos de 4º. Para chegar aos 20º, façam as contas ao tempo que falta a partir dos actuais 23º e 1/3, latitude tropical, para perfazer 5 anos siderais. O Bem é o próprio Ser humano. Se confundir Mal por Bem reproduz a condenação de Judas. Mat. 27: 7,10, ser disperso no «campo do oleiro».

§ O passado está vivo no inconsciente e não nos libertamos sem o equilibrar pela Força do Futuro. No Cristianismo do P.e António Vieira é a diferença entre passos e pegadas. Os passos dão-se mas as pegadas ficam: as pegadas são objecto da Lei de Karma-Nemesis. Não muda as pegadas sem dar passos de outra qualidade. «Habituados a consagrar no mesmo tom tipográfico os actores, os políticos do lixo, os nossos homens representativos encontram-se desapercebidos de qualquer noção de valores que possa orientá-los na consagração de um acto que seja realmente grande.» F. Pessoa.

§ A Metempsicose é a transmigração de substâncias de uns corpos subtis (da alma) para outros corpos. As Substâncias de se emocionar e pensar modificam os comportamentos. A Vida é Una – os mais Fortes influenciam os mais fracos. Se compreender que a Alma é Substância vê porque vive no inferno, purgatório e céu em vida e na morte. A influência crescente da Sabedoria da Índia levou à ”libertação da morte” pela cremação. Perdeu sentido o tempo de luto, um ano que era o tempo para que o corpo enterrado se mineralizasse.

§ A Transubstanciação é substituir Desejos, volição emocional (que não é Vontade), pelo Poder do Ego Espiritual. O cérebro é ”sexuado”, o cérebro feminino, em imagiologia, mostra muitas áreas de uma emoção, no masculino apenas uma ou duas. Quando de libertação se trata, a mulher tem de vencer algo que afecta todo o cérebro. O modo de corrigir é o treino científico de observação. HPB e algumas grandes mulheres do séc. XIX fizeram isso. A Língua que falamos modela a psique pelo poder criativo, formador e gerador de cada étimo.

§ O terrorismo é uma doença. Krishna disse que temos de o derrotar começando pela Educação na Sabedoria. No Geeta, Krishna (Cristo) diz que é do nosso dever eliminar o Mal e os maus e criar condições aos Bons para se salvarem. Os movimentos políticos de crueldade sucedem-se uns aos outros para estabelecer o que supõem ser o ”Bem” de Estaline, Hitler, Mao... Krishna ensinou que a Guerra a travar era de Sabedoria e de Libertação pela Sabedoria e não por interesses materiais ou ”ideologias”, declarando que Ele era a única «Referência». O tempo linear católico é estático; o espiritual é cíclico, de Renovação Incessante.

Para evoluir temos de morrer; para viver temos de amar pelo Eterno que vive em nós. O Mundo precisa da outra Face, Porta de entrada do Deus Jano, de Luz Espiritual. «Recusa lutar nesta causa de rectidão e serás um traidor, perdido para a fama (memória de actos heróicos) incorrendo somente no pecado.» «Para proteger a rectidão, destruir os malignos e estabelecer o reino de Deus, eu renasço de Idade em Idade», diz Krishna, no ”Geeta” ou Gitâ. ([1])
Cristo não diz que vem poupar a vida dos criminosos, malfeitores, sexualmente depravados, laxistas e inimigos dos Imperativos Éticos ou Morais; vem extinguir, para todo-o-sempre, as personalidades, em nome das vítimas que provocaram. Fica o Ego superior e a Mónada Divina. Cristo vem proteger as vítimas, não endeusar os sem Sabedoria, sem Presença Divina, sem boas intenções, que legislam para a corrupção moral e Ética, que inclui a «fuga para a burocracia» de tapa-misérias. Analise a sociedade e veja que as contas de Cristo, que dão dois terços de malfeitores, podem estar certas, neste momento, nunca sabemos o que a Humanidade pode fazer com melhores «condições». Eu faço o que posso, reproduzo a Ciência e Ética dos Mestres, com a esperança de não cometer erros graves e limitar-me ao estritamente necessário. Agora que tenho possibilidade de converter todos os Decálogo Ordenados nas suas polaridades ([ii])
«O prazer é para os cães, o bem-estar material é para os escravos, o Homem tem a honra e o domínio»! (F. Pessoa). «Todas as nossas dificuldades derivam da tendência comum para tirar conclusões a partir de premissas insuficientes, e de fazer o papel de oráculo antes de se libertar a si-mesmo do mais estupefaciente de todos os anestésicos psicológicos – a Ignorância». HPB, in C.W. Vol. X, p. 130. Cientista do materialismo científico! Liberte-se de premissas insuficientes!
Os Axiomas dos Mestres não devem ser repetidos passivamente mas bem estudados segundo várias directrizes: o valor em relação à Ontogenia e Ontogonia, sobre as origens dos Seres, e à Teleologia, o Fim Último; a racionalidade do sentido dado à Vida; os factos experimentais que justificam a Theoria (sentido Grego) dos Mestres; os aspectos Éticos e Morais; uma Filosofia Perene que explique a Imortalidade e Eternidade do Homo; o reconhecimento das Leis Divinas de todos os Decálogos religiosos. A dificuldade dos tempos modernos é cumprir a regra do Mestre Eckhart: esvaziar a mente das teoria materialistas, mas tomar em consideração todos os factos experimentais que foram reunidos. ([iii])



[1] A classificação Vedanta dos Koshas ou Kozas, as «vestes» inteligentes do Homo é um quinário: 1 Anamaya-koza, corpo físico (sensações); 2 Prânamaya-koza, de prâna e duplo-astral (percepções); 3 Manomaya-koza (emoção); 4 Vijnâmaya-koza (mental); 5 Anandamaya-Koza (intuição, Buddhi). Âtmâ, Vontade não é incluído por ser universal. A partícula maya, Maria, no fim dos étimos dos cinco princípios do Homo, é Substância.


[i]     Daniel Goleman. Inteligência Emocional. CL 1995
[ii]     Stepham A. Holler. The Royal Road. Kabalistic meditations on Tarot. Quest Book
[iii]    Maria Helena da Cruz Coelho. D. João I. Ed. CL 2005.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Não há Liberdade Superior à Lei Divina. Ser ou Ter Conhecimento?


Há um limite para a Liberdade individual, as Leis Divinas não podem ser alteradas. Ninguém, homens ou deuses, é livre de fazer algo fora dos parâmetros dessas Leis. Quando S. Santidade o Papa diz uma Verdade Eterna, hostilizam-no! Em verdade, não poderemos ser humanos sem sermos educados e instruídos para ser humanos e não «escravos» das nossas emoções e desejos, explorados pelo «poder material». A Liberdade política é um hábito, uma veste exterior, uma incompreensão da Liberdade Espiritual que é manifestação do Ser, Consciência. Numa sociedade egoísta, o político é egoísta com «hábito» de altruísta.
O Clero, ao denunciar a libertinagem dos nossos dias, esbarra em erros que ele próprio gerou e deve corrigir porque a Religião, dada pelos Mestres, é necessária ao aperfeiçoamento do Homo. O que não deve fazer é assumir que a sua religião é a de Cristo, se fosse compreendia todas as religiões como uma unidade, e assobiar para o lado, depois de acusar que as inferioridades foram causadas pelos materialistas, sem assumir que são os filhos da má religião Cristã. Nunca lhes deram a verdadeira Religião Cristã.
1       A existência de milagres e a possibilidade de Deus alterar as Leis, o dito popular e muito falso, a Deus tudo é possível.
2       A ideia absurda de não existir passado individual, evolução; sem a preexistência os destinos são ininteligíveis; as dificuldades de hoje são a extensão de terríveis erros vivos dos nossos muitos passados.
3       Admitir que há religiões de eleitos e religiões de proscritos, a dos filhos, boa, a dos enteados, tão má que não salva e leva ao inferno.
4       O falso «cristão arrependido»! Só é cristão se viver uma vida cristã; só é tolerante se resolver todas as dificuldades que impedem a compreensão e comunhão das pessoas. Em verdade, é cristão se falar Ciência.
As Leis são o próprio Deus, eternas e imutáveis, como os Mestres dizem. Logo, não há milagres mas há o sobrenatural. Porém, o sobrenatural corresponde ao Triângulo Espiritual do Homem e se não puder ser aceite é como se não existisse. Em termos de Karma significa: se julga que pode modular o seu Karma desiluda-se, para o fazer tem de estar desenvolvido no Caminho que o leva à integração no Triângulo do Homem verdadeiro, o Espiritual. Na maioria das pessoas, a Tríade do Erro, oposta à Tríade da Libertação pela Verdade, provoca lesões dos próprios corpos e gera dependências psíquicas e orgânicas. Tão importante como fazer a síntese do ensino religioso para estabelecer a Ciência comum a todas as religiões é relacionar esse ensino com os indicadores sociais de criminalidade, vício, falta de altruísmo, ganância, ausência de sensibilidade ao sofrimento. A felicidade nascida da vivência da verdade, é o saber mais elevado a que o Homem pode aspirar e encontrar em si mesmo e fora de si. ([1])
O Mestre, sendo Cientista Perfeito, tem uma exactidão que outros não alcançam. O subdesenvolvido é «a coisificação». Lê no relatório da FAO, Roma 1996, Cimeira Mundial da Alimentação, que a FAO queria passar da condição de pedintes para o pleno desenvolvimento. Em teoria, certa; na prática, «flops».
O desenvolvimento das coisas por fora, dependem das Substâncias dos veículos, pela Educação e Instrução em Sabedoria, que responda ao Desígnio Divino do Homo e não o mero desenvolvimento tecnológico e distributivo que a FAO expressa em «solidariedade de coisas», sem Espírito. A FAO diz, «a questão da fome não é uma questão de caridade – é de justiça». A Caridade verdadeira é Amor por todos e esse Amor da Religião Perene é o que permite Instruir e Educar para cada um revelar o Ser, decida a vida por Sabedoria e nunca mais haja fome. A fome universal começa pela fome de Sabedoria. ([i])
A tentativa de resolver a pobreza ou se faz por via espiritual ou não tem solução e promove a violência, desprezo pelo rigor e embotamento do que é compassivo. Não há segurança alimentar como não há segurança contra o crime porque nem um nem outro se funda na repressão, legislar e policiar. Não é o modo de Ser Humano. Defina pobreza pelos quatro tempos do método universal de Buddha: 1. os tipos ou imagens de pobreza; 2. todas as causas da pobreza; 3. os meios de acudir às causas; 4. desenvolver métodos eficientes para a tratar com esses meios, e cumprir o Desígnio do Homo.


[1] Das Dez Bem-aventuranças (Dez como a Árvore da Vida; não creio que a formulação septenária das Igrejas seja certa), as três últimas – os que sofrem perseguições por causa da Justiça (8ª); quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem disserem todo o mal contra vós por causa de mim (9ª); e exultai e alegrai-vos porque é grande o vosso galardão... porque assim perseguiram os profetas (10ª) – correspondem às «Três Supremas».


[i]     Sheldrake. A New Science of Life (1981); The Presence of the Past (1988); The Rebirth of Nature (1991).

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Não Substitua a Inteligência de Saber pela Emoção de Crer


Estamos no «Tempo» de fazer a separação entre os que podem prosseguir e os sem condições para fazer parte da Humanidade da 6ª Raça. Os mais fracos são explorados, por não se admitir que a igualdade é um objectivo de desenvolvimento espiritual: é aceitar a divindade do Homo e as suas Três Pérolas, Três Cognições, não ser permissivo à maldade e mentira, por ignorância de si-mesmo.
Os primitivos que os primeiros colonizadores não sabiam se eram homens ou animais com forma humana, viviam em tribos isoladas. Hoje vivem nas nossas ruas e são nossos vizinhos. Somos iguais mas não nascemos iguais. É uma experiência desagradável, que a falta de educação e instrução agrava. As assimetrias de desenvolvimento e negação do Homo verdadeiro, soterrado em cada Homo, tornaram isso inevitável, há milhões de anos. A integração de povos primitivos em campos de mente, ordem implicada, campos morfogenéticos, campos de saber, etc., indicia a diferença abismal de desenvolvimento entre os homens.
Na nova Cultura Espiritual a Religião-Ciência dos Mestres ao iluminar as Forças presentes no inconsciente, liberta-nos delas. De contrário, fica-se na área dos recalques, dependências, proselitismo, abuso sensual e emocional, mistificação, dos doutores em “torcedelas mediáticas”...!  ([i])
A falta de Ética é apetecida por permitir o sensual, o prazer orgânico ou «substancial»! É desumano deixar um filho de Deus cair no abismo sem retorno, ele que é a Luz do Amor e Poder, o Saber e o Conhecimento infinitos, que a palavra Trino-Sofia consagra! Para fugir à homilia igrejista desqualificada, a classe educada deixou de falar em Desígnio Divino e inventou o Fim da História, que para Marx é a sociedade sem classes e para Fukuyama, é a democracia e a economia de mercado. O fim espiritual, o verdadeiro Homo Divino não faz parte da demanda. Na luta entre o cavalo bom e o cavalo incontinente, o desregrado é eleito. ([ii])
O Universo é originado pelo Espírito: as Leis da Mente regem as Leis da Matéria. Vivemos num Universo Inteligente, de Rigor. As consequências das infracções às Leis Inteligentes e inalteráveis de Sofia, não são reconhecidas e as consequências são dolorosas. O momento em que o Homem materialista terá de ser outro, se quiser sobreviver, e entrar no Caminho da Libertação, é adiado sine dia! As vicissitudes actuais são a impossibilidade de cada um se libertar da tóxico-dependência psicológica; Jesus disse: libertar-se da sua bebedeira (báquica”). O sentimental preocupa-se com os conteúdos da mente mas não com os talentos da mente e supõe que podemos mudar as ideias sem mudar a mente. Novo Homem significa Nova Mente, que é um Novo Homem, o Ego Superior, impossível sem instituir uma Nova Ciência do poder-saber-inteligência existente em cada um, idêntico ao poder-saber-inteligência Divina. Não há educação se os que educam não reconhecerem Princípios, Leis.
Os Sete Planos da Natureza estão estruturados em três níveis ou Mundos (Temporal, Espiritual e Divino), correspondentes a três níveis de Consciência: Inteligência, Mente e Mental; Divina, Espiritual e Temporal; ou Divina, Virgem e Escrava; etc. O tecto da consciência – para a maioria e para as classes educadas – é o tecto mais baixo, o tecto do mundo temporal, o mental. No L 85 do Ev. de Tomé se revela que a Evolução correu mal por erros humanos da civilização Atlante. Não tínhamos de sofrer tanto há milhões de anos e afastados dos Mestres. Desfeito a idade de ouro, a presença dos Mestres, houve o enfraquecimento dos Poderes do Homem – perdeu a continuidade da mente de vida em vida dos primeiros homens, uma ”imortalidade” temporal, o ser consciente em outros Planos além do Físico e perda de Poder, até chegar ao Homo das cavernas. Hoje, morremos e esquecemos; outrora, morrer era como dormir. Os humanos físicos do Cretáceo conservavam a memória de todas as suas vidas. Agora, em cada vida temos de recomeçar tudo.
A.    O primeiro objectivo espiritual, segundo as Leis é lançar as bases da Fraternidade Universal, revelar o Amor nas duas Sabedorias – Ética e do Conhecimento. Tornar o Homo tolerante, compassivo, com capacidade de sacrificar-se pelo bem geral, sem outra justificação que não a vivência do próprio Bem; livre de ideologias, e aberto às verdades ensinadas pelos Mestres; desperto na capacidade de assumir os Princípios mais elevados da natureza divina do Homo. Quem viver este objectivo realizou em si mesmo a mudança estrutural sine qua non, compreendeu a existência do Ciclo de Necessidade, a Queda na Matéria, condição de evolução.
Quando estamos a definir um objectivo – a fraternidade universal – não é um ideal de igreja, que ninguém leva a sério porque sabe que está a ser”usado”; é uma Lei, quer a aceitem ou não. A Queda na Matéria tem sido chamada Maya, a Ilusão, ou Avidya, a Ignorância da nossa verdadeira identidade. É uma força projectada para fora; ela impede-nos de ser conscientes da Trilogia do Saber existente em nós mesmos, por estarmos voltados para fora; é uma força activa e não uma simples ausência de conhecimento, que tem de ser contrariada por uma Força voltada para o interior, que a equilibre. Avidya, a força de obscurecimento da nossa identidade Espiritual e Divina, leva à formação de um ego separado, e tem de ser anulada por uma força de sentido oposto, onde a Vida Una é experimentada nesse Ego. Ser humano é mudar da Força de Descida para a Ascensão para o Divino. A Fraternidade Universal é a força Libertadora que anula a Queda na Matéria.
B.     O segundo objectivo espiritual é sistematizar uma Sabedoria ou qualidade Espiritual para revelar a Sabedoria Ética, que é a da Qualidade do Ser que em nós habita. Foi ensinada pelos Mestres. Ver a sua identidade essencial; não classificar nem desvalorizar religiões por serem monoteístas ou politeístas, pagãs ou não pagãs, e outros rótulos desumanos; estudar, com igual empenhamento e sem preconceitos, os maravilhosos Mitos da tradição Greco-Romana, Hindu, Egípcia, dos povos arcaicos... Teremos realizado os objectivos da Tríade da Verdade, quando um cristão puder recitar e viver, cientificamente, o Nobre Caminho dos Oito Passos para a Salvação, ensinados pelo Senhor Buddha (Compreensão justa, Pensamento justo, Palavra justa, Acção justa, Meios de existência justos, Concentração justa, Meditação justa, e Contemplação justa), e um Buddhista souber rezar o Pai Nosso e compreender a Ciência Espiritual Três Proposições Fundamentais e Sete Leis.
A Fé não fundamentada na Ciência é um devaneio emocional potencialmente maligno que perpetua os maus hábitos de sedução. O Mestre é a própria Trino-Sofia que interage no Homo pela Presença. Aceitar ou rejeitar é convosco!
Diz F Pessoa: «Assim como a inteligência dialéctica, que tem nome razão, domina e compõe todos os elementos, com que se forma o conhecimento científico, assim também a inteligência analógica que não tem nome especial, domina e compõe todos os elementos de que se forma o conhecimento oculto»(...) «a perfeição da obra espiritual é a correspondência exacta entre o interior e o exterior, entre a”alma” e o”corpo”, de sorte que o conhecimento de um envolva necessariamente o conhecimento completo do outro.»
Em verdade, também a analogia entre a alma humana Espiritual e a alma natural Temporal: «quod superior, quod inferior!» O texto de Pessoa é difícil e original; se for visto, está certo.
C.    O terceiro objectivo espiritual é o estudo das Leis Divinas Fundamentais e dos seus mecanismos, como meio de desenvolvimento, de Evoluir, e criar os órgãos de Sabedoria. A Auto-realização começa na Sabedoria do Conhecimento. Em recente Encíclica Papal defendeu-se (talvez sem querer) a Verdade Teosófica fundamental: Satyân nâsti paro Dharma. O sentido global da expressão só pode ser apreendido em Sânscrito. É traduzida de vários modos, e foi popularizada na sigla: Não há Religião superior à Verdade. Dharma tem muitos níveis de entendimento: Lei; Dever; Propriedades ou naturezas das coisas e dos seres, etc. E Satya: Verdade, Bem, Realidade, Existência, etc. Como a Verdade e o Bem libertam, o étimo Satya pode ser visto como Liberdade. Os Três Objectivos são uma tripeça inseparável: Fraternidade; Conhecimento Analógico da Ciência dos Mestres; Poder estruturante. Ao demonstrar as ligações entre coisas que a distância não separa possa tornar complexos os efeitos de Leis, que parecem outras. No Milagre procure a sua Lei.


[i]     Daniel Goleman. Trabalhar com Inteligência Emocional. CL.1998
[ii]     H. Álvares da Costa. Lei da Ordenação I e II. Teosofia Básica, 10 Tomos. STP