quarta-feira, 22 de abril de 2020

O Graal. Reunificação das Três Hipóstases do Ser


O Homo, além do Amor Unitário e Libertador, é Essência e Existência, Objectivo e Subjectivo, em harmonia; é o Caminho da Divina Filosofia dos Mestres. Tem em si Qualidades que poderiam transformar de imediato o mundo, não fora estar inserido num contexto de vida hostil. Em muita gente há bondade e necessidade de ajudar, de modo desinteressado, espontâneo, em situações difíceis; são os mesmos que agem odioso, em ambiente desfavorável. Há um conflito na mente entre aquilo que são e o que a cultura transmite tão mal que nos faz vacilar! Os mais baixos vivem por baixas emoções, os melhores pela Divina Emoção.
O Homo foi deserdado da sua verdadeira identidade Divina, dos pilares eternos da Sabedoria que ele é, por excesso dos prazeres do mundo. Recusou os Pais Divinos e por analogia deixou de ter família espiritual! Os filhos não recebem dos pais apenas uma herança genética, também a herança espiritual. Quando o Poder de cada um aumentou, olhem à volta o enfraquecimento da família, a desesperança da educação. Podemos recuperar a herança de Sabedoria dos nossos Pais Divinos se iluminarmos a mente humana com a Religião-Ciência, unívoca e exacta. Investigue o que os Mestres espirituais deram a todos os povos. ([i])
Temos Pais Divinos e as primeiras Culturas foram de Felicidade. As trevas de forças obscuras existentes no inconsciente são altamente escravizantes. Se observarem com cuidado, vêem como este erro corrompe a vida humana e a tentativa dos Mestres para nos fazer Encontrar o Caminho Perdido salda-se por fracassos, diz a História da Fé Cristã (que imolou pagãos e gnósticos) e a Islâmica (que imolou Sufis e os da Fé Baha”i). O Homem comum, ébrio dos sentidos (imagem de Jesus, que usou a palavra zizânia, discórdia, bêbedo, traduzida por joio), sofre da vivência sensual que condiciona a investigação objectiva.
A Verdade da Religião-Ciência (as duas Colunas de suporte da Liberdade), dos Cientistas Perfeitos – os Mestres –, e por Eles transmitida à humanidade, é traída pelos abusos cometidos em Seu nome. Os Mestres tinham grande esperança que a Humanidade respondesse ao esforço de transformação, uma janela de oportunidades que terminaria em 1899, o fim do 5º Milénio de Kali Yuga. Não tendo sido aproveitado o Poder dum novo milénio de Kali Yuga, temos de esperar por começos de Ciclos astrológicos que tragam a possibilidade de introduzir substâncias espirituais mais elevadas que transformem o modo de vida.
Viver uma sociedade utópica é voltar a viver tal como nascemos no tempo primordial. Não choramos a Atlântida afundada nos vários Cataclismos da Era Quaternária, choramos a Sabedoria perdida que os nossos Pais Divinos nos confiaram. As doutrinas ensinadas pelos sábios do Egipto, Pérsia, Grécia de Pitágoras a Platão e Neoplatónicos, Mitos Greco-Romanos, etc., eram de Sabedoria. A expositora da Teosofia moderna, Helena P. Blavatsky, disse que as doutrinas da actualidade se são verdadeiras são muito velhas e se são novas não são Verdadeiras. Todas as Verdades essenciais são conhecidas, as maiores são arcanas. ([ii])
No último quartel do sXIX, ante as tragédias prestes a acontecer, alguns Mestres, por Compaixão, obtiveram o consenso Hierárquico para nos darem uma Síntese da antiga Religião-Ciência. Os Seres Divinos tiveram dúvidas: a Sabedoria tem duas faces, se é reconhecida salva, se não é reconhecida mata. Havia uma razão de ser agora: não há mais tempo de espera! Honrar o ensino dos Mestres é fazê-lo de modo activo – investigar segundo as directrizes dos Mestres; é a retoma da confiança na Sofia de todas as religiões, não em igrejismos. Somos nós que temos de demonstrar a Sofia dos Mestres, experimentar vezes sem conta e de muitos modos. Dito por outras palavras, a recusa dos Mestres como Testemunhas de Sabedoria e Poder causa milhões de mortos. Temo que não estejam em condições de ver, pelo estado inacabado dos corpos do Quaternário Temporal.
A teoria da Evolução foi a principal derrota das religiões ocidentais. Ao contrário das doutrinas religiosas do Ocidente, a Evolução, não só das Espécies mas de tudo no Universo, sempre foi ensinada, nunca por Acaso – tudo o que acontece está «determinado» no modo de evoluir. A Evolução é Direccional. Nos genes, e acima, estão inscritos os desenvolvimentos das espécies passadas e futuras.
Se os factos científicos são reconhecidos, o modo como os interpretam não se concilia com o ensino dos Mestres porque faltam dados e a interpretação dos factos está mal formulada, nem pode ser formulada.
A Filosofia Divina ou Teosofia foi presente ao mundo a partir de 1875. Não sabe quem não quiser saber e tirar proventos ou estatuto social pela «contestação», ou «holofote social». Raros estão a ser educados para serem humanos.


[i]     Isabel Nunes Governo. Logos, Devas e Elementais. Ed. CLUC
[ii]     Jamblique. Vie de Pythagore. Soc. Belles Lettres.

A TRILOGIA DIVINA. HOMO CONHECE-TE A TI MESMO


O Homo Filho de Deus em Três Mundos do Ser. Três Adam


O Homo é a Centelha Divina de todo o Conhecimento (Omnisciência), Poder (Omnipotência) e Amor Divino, dizem os Mestres. Ele é a Verdade, Lei, Ética. Nós tão débeis somos Divinos? Somos Filhos de Deus, logo deuses com um Poder e Saber infinitos. Uma vez que hoje não o somos, perguntemos por quê? Olhar para dentro não chega, foi quebrado o espelho espiritual de reflectir a Luz. Repô-lo por Ciência é o 1º Passo, mas sem a Presença dos Perfeitos é difícil! Enquanto não soubermos a inscrição Délfica, Homo conhece-te e ti mesmo, a experiência dos cinco sentidos é ilusória, vemos o que queremos ver e não o que É.
Ciência sem Mestre é perigosa, não abdiquem da experiência pessoal mas com referências, directrizes. O Homem é dois pólos: o da Luz ou da Essência (Ética) e o do Som ou da Existência (substância, Leis). O 1º Raio é a Vontade Divina em toda a Vida. Um dos meios de mudar os comportamentos é mudar as «Presenças»! Se mudarmos a qualidade da mente, reduzimos os conteúdos de erros e de males acumulados na mente. Conhecimento directo é o testemunho do Mestre. O Homem é Filho de Deus com um Poder infinito mas é preciso aprender a Ser Isso. Não pensem que já são aquilo que, de facto, nos falta muito para ser.
«Depois de ter falado, outrora, por variadíssimas vezes e formas através dos Profetas, Deus, nestes dias que são os últimos, falou-nos através do Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, que sustenta o Universo através da sua palavra poderosa, tendo completado a purificação dos seus pecados, sentou-se à direita da Majestade Divina» que é a Coluna da Compaixão, da Ética da Educação pelo Espírito. Os Mestres colocam entre nós discípulos que podem fornecer as Substâncias. O efeito de Presença é uma experiência do efeito do Som, como construtor de formas e de Luz, como energia.
O Homem e o Cosmo são um espelho de Cristo. A Presença do Mestre supre a falta de Substâncias dos corpos. O Mestre dá a Substância que permite pensar e sentir justo: certo e bom. Só os Homens desenvolvidos, encontraram a sageza e poderes inconcebíveis, em si mesmos, que é o nosso objectivo final! Depressa entendem que os Mestres não são «conversa» mas condições para Ver! Junto do Mestre, só não sabe quem não quer! O Mestre pode dar a «comer o seu corpo de sabedoria» e suprir carências. Na transferência do Temporal para o Espiritual, o Desejo tem de dar lugar à vontade Divina em nós: o amor inferior sensual e sexual dará lugar à Compaixão e Sabedoria; e a Actividade criadora do mental será a do Ser Divino em cada Homem. Quem se desenvolve no pólo da Essência tem uma Sabedoria sobre as coisas sem compreender porquê, sabe que é assim.
O Homem é uma Trilogia reflexa da Trilogia Divina, os Poderes das Três Cognições (Libertação, Ética, Conhecimento) existem em si. O Poder corresponde ao Pai, a Sabedoria ao Filho e a Actividade criadora ao Espírito Santo. De Annie Besant transcrevo palavras diferentes, que esclarecem a relação entre a Trilogia Divina e a Trilogia Humana:
“O que na Divindade chamamos Poder, vontade pela qual os mundo existem, encontra-se na natureza espiritual (Espiritual e não Temporal) do Homem como Vontade. O Aspecto Sabedoria que mantém os mundos, encontra-se no Espiritual humano como Razão pura e Compaixão, não sendo esta senão a Sabedoria o Cristo em nós. Finalmente, o terceiro aspecto, a Actividade criadora encontra-se na Inteligência a mais elevada forma, a mais nobre Actividade criadora de Deus.”




 
AS TRÊS SUPREMAS
 
“O que chamamos Vontade nas regiões superiores da Existência reflecte-se como Desejo nos mundos inferiores. (…) A Vontade é um sentimento claramente determinado no ser; o desejo, pelo contrário, resulta da atracção que exerce na psique do indivíduo a percepção dos objectos exteriores.” A. Besant.
As distinções que A. Besant está a fazer servem para distinguir o Homo Espiritual do Homo de Desejos. O Homo Evolutivo é a integração dos dois Triângulos; não é só o triângulo inferior temporal do Homo comum. Se a força religiosa for usada no mau sentido, a analogia entre Espiritual e Temporal é deformada. O conflito da mente fica bem expresso na imagem dos dois Triângulos entrelaçados do Homo evolutivo! Os Três Aspectos da Trindade são um Triângulo, que é o meio legítimo de representar o Divino Manifestado. O Triângulo diz: a Trindade não pode ser separada. O exterior e o interior têm de ser sintónicos. Uma representação geométrica e numérica é um reflexo do Real.

 




NA EVOLUÇÃO, OS DOIS TRIÂNGULOS INTEGRAM-SE
O INFERIOR FICA SUBMETIDO AO SUPERIOR
 
“Ora, o que no Espiritual é Vontade manifesta-se pois como Desejo na alma (temporal). Podeis assim representar a Alma (temporal) pela enumeração dos seus três atributos: o Mental com todos os seus poderes; a Emoção raiz do Amor; o Desejo reflexão inferior da Vontade, princípio determinante.” A. Besant.
“Saber dizer e fazer aquilo que é agradável aos deuses, diz Platão, é nisto que consiste a santidade, é isto que salva a família e as cidades; o contrário disto é a impiedade que tudo convulsiona e destrói”, como a sociedade actual mostra.
O Homem é filho de Deus e como filho do Altíssimo tudo o que quiser fazer é possível. O Homem é o espelho de Cristo, pode reflectir a Luz Divina e salvar-se ou reflectir trevas e matar. O Homem é uma Trilogia e está preso no conflito entre o desejo (amor) de ser livre e a incapacidade de ser. O materialismo científico é absurdo pelas mesmas razões do Cristianismo oficial. A Ciência Verdadeira é Espiritualista, da Força Divina que Manifesta a Vida, das medidas rigorosas de Deus.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Sete Qualidades Essenciais. Sete Leis Divinas, Sete Maravilhas


Não há Iluminismo sem a «Sabedoria Efesina dos Mestres. Buddha deu a Trino-sofia no Tripitaka, três cestas, do Gr. Kisté, cesta em Lat., que deu ”cesteiro” guarda de cofres. Ver «questor», o guardador da riqueza do povo em Roma; é o sentido espiritual do Inglês «Quest». Não deixe cair o sagrado em cesto roto! O Saber é fechado a Sete Chaves! Demonstre por Lei que é certo e verdadeiro.
«Muitos chamados Homens de ciência... invadem os domínios da pura metafísica, embora escarneçam dela. Deleitam-se em conclusões precipitadas e chamam a isso ‘uma lei dedutiva a partir de uma lei indutiva” da teoria baseada no que extraiu das profundidades da sua própria consciência; essa consciência foi pervertida e estruturada em favos pelo materialismo unilateral. Tenta explicar a origem das coisas dando relevo apenas às suas próprias concepções. Ataca as crenças e tradições religiosas velhas de milénios e denuncia tudo, menos os seus passatempos favoritos que são superstições. Sugere teorias do Universo, uma Cosmogonia desenvolvida a partir apenas de forças mecânicas cegas, de longe mais miraculosas e impossíveis do que a tese do fiat lux ex nihilo (que haja luz a partir do nada) – e procura deslumbrar o mundo com tal teoria irreflectida, a qual, tendo emanado de um cérebro científico, é aceite por fé cega como muito científica e um sucesso da Ciência.» HPB, D.S. II, 664.
Abordo o que é essencial, embora divulgue certas relações para vos dar confiança na descoberta do ensino por Mitos. O conhecimento dos Sete Raios de Luz e das Qualidades específicas do seu número relaciona-se com os as Sete Trombetas, Sete Qualidade. O Raio precedente induz o Raio seguinte ([*]):
 
1.º Vontade. O Poder da Lei Divina;
2.º Amor-Sabedoria, Analogias;
3.º Adaptabilidade (Ordenação), Hierarquismo;
4.º Harmonia, Subordinação do inferior ao superior;
5.º Conhecimento exacto;
6.º Devoção à Qualidade Divina, multiplicadora, Karma-Nemesis;
7.º Transformação (moderno, Evolução). ([1])
 
Os Sete Raios de Luz que sustentam o Universo são Sete Qualidades Divinas distintas, cuja interacção harmoniosa faz nascer as Imagens Divinas, depois Criadas, Formadas e Geradas na Descida Temporal, de Três Planos Cósmicos. As Sete Forças Cósmicas ao serem reveladas no Homo podem mudar a Vida para a Verdade do Bem (Qualidade) e Lei Divina. A Vida obedece à Lei de Lavoisier: nada se perde, nada se cria, tudo se transforma (termo Hermético, agora evolui).
Quem alguma vez admitiu que as Sete Maravilhas são as Sete Leis Divinas? Dou um exemplo: a 6ª Maravilha é o Templo de Diana Efesina, a Glória de Deus, a sabedoria da causa eficiente, de Phêsi, da Palavra do Mestre. Diana é a Divina Sofia, relacionada com o episódio Dina Desflorada do Gén. 34, que levou os filhos de Jacob (guardiães da Sabedoria) a destruírem a cidade (Atlântida) para que a Sabedoria (Dina) não fosse prostituída. Hoje é prostituída em poderes políticos, «ghiâdes», ideologias científicas... É óbvio que tenho de proteger a Ciência Espiritual dos Mestres mantendo-me nos limites do que é suposto Eles aceitarem.  ([2])
Em cada Idade Sideral de 2 155,6 anos (2156 anos), há uma sucessão de Ciclos dos Sete Raios subsidiários do Raio da Idade. São Ciclos Históricos de 308 anos (2 156:7=308 anos) divididos em períodos de 77 anos, o paradigma das Quatro Atias (alfa, beta, gama e delta). O início da Era dos Peixes deve ser qualificado pelos factos históricos. Em factos temporais deve andar à vota de 212 AC ou 211 AC no fim da Filosofia Grega; terminou em 1945. Ashoka (264 AC-227 AC) foi um dos que fez a sementeira da Idade. Outra data bem qualificada ocorreu no ano de 188 AC., em que os Cipiões, depois das guerras Africanas, criaram um centro cultural na Campânia, com os melhores cérebros Gregos, para pensar a nova Civilização, no seu Período Alfa (212 AC-135 AC).
Em 1969 os americanos levaram o primeiro Homo à Lua, sinal de Era do Aquário. Isto é a Idade Devocional terminara e íamos para a Idade da Tecnologia.
A Evolução processa-se em quatro Planos, há quatro passos algorítmicos: da imagem divina (Búdico), da criação (Mental), da formação (Astral ou do Éden onde o Homo é formado antes de ser gerado), da geração (Física). São as quatro Atias, Causas, dos Gregos. É de esperar que em cada Ciclo haja um reflexo do processo algorítmico de Manifestação, em Quatro Planos de Causas.
Investiguei os Ciclos Históricos, e confirmei, a partir das «evidências» da historiografia moderna, que posso definir os momentos dos inícios e fins dos Ciclos, todas as Qualidade da Força presente e da falta de Qualidade, muito visível no período de apogeu do Ciclo, as chamadas «Renascenças», que correspondem na Era Devocional aos séculos: I AC, III DC, VI, IX, XII, XV, XVIII e (talvez) XXI (?).
Em todas as Renascenças há uma renovação, por mudança da Qualidade Divina. O Ciclo com maiores repercussões foi o séc. XV por ter havido uma «mutação cultural» produzida pela peste e guerras, eliminação dos velhos. Um manuscrito de 1442 de um religioso de Constantinopla diz que “os Turcos, no espaço de seis anos, roubaram, em terras dos cristãos, mais de quatrocentos mil cristãos, todos eles feitos seus escravos, que mataram e degolaram velhos e doentes, porque os não podiam levar.” Foi o reacender da escravatura que os Árabes praticaram.
O interesse do Mito Sebastianista, melhor chamado Mito da Saudade, da Utopia, é a esperança que o Português tem de alcançar o seu glorioso Destino Espiritual. Obviamente, um acontecimento deste tipo acontece num tempo cósmico fértil. D. Sebastião (1554-78) é usado como símbolo da libertação.
O Renascimento deve ser global, e um reconhecimento: 1. das Leis Divinas; 2. da Qualidade de Vida e Desígnio Divino. Renascimento é substituir o Perecível pelo Imperecível, da Satisfação dos sentidos, à Solidariedade e Unidade Divina, as vidas fúteis ao Acaso, pela vida Ordenada, com Desígnio. Se a morte é uma inevitabilidade, o renascimento, nascer de novo, recapitular, é outra inevitabilidade, diz o Baghavad Gîtâ. Os cristãos substituíram o tempo cíclico Grego, pelo tempo linear.
Há platónicos e uma Academia Platónica patrocinada por Lourenço de Médicis que foi um centro de Esoterismo apoiado em Platão e nos Neoplatónicos. Marcílio Ficino traduziu, por volta de 1471-95, os Diálogos de Platão e João Picco de La Mirandola, tendo aprendido o árabe, o hebreu e caldaico, trouxe o conhecimento da Cabala (c. 1484). Ele apresentou, em 1487, as 900 proposições de Filosofia Divina ao Papa, que esclarecia, e muito, as doutrinas Cristãs e os dogmas absurdos da propaganda igrejista. As religiões fundam-se na Árvore da Vida.  ([3])
 
Caracterizei o tipo de mortos em cada Ciclo da Idade Devocional (212 AC-1944):
 
1º Raio:   Vontade Régia. Matam-se os Imperadores.
2º Raio:   Sabedoria, Filosofia. Matam-se os gnósticos, os detentores do Saber, os do outro credo, os espiritualmente mais válidos.
3º Raio:   Sincretismo, Ecletismo, Adaptabilidade, matam-se os agentes de intercâmbio, estrangeiros, Bárbaros e Monges, por o serem.
4º Raio:   Harmonia e da Subordinação Hierárquica. Poder dos símbolos. Luta contra a hierarquia ou conflitos de hierarquias, entre a classe civil e religiosa, povo e nobres. Revolta entre agricultores e donos das terras.
6º Raio:   Devoção, luta por ideal ou Qualidade Divina. Combate-se o infiel e o herético. (Idade Devocional o Ciclo do 6º Raio veio antes do 5º Raio).
5º Raio:   Ciência exacta. Persegue-se e matam-se cientistas.
7º Raio:   Serviço ordenado, Transformação. É a luta política e económica do capital contra o trabalho, a supremacia da tecnocracia, ditaduras.
 
Na Luz sobre o Caminho diz-se: «Procura o Caminho pelo estudo das leis do ser, das leis da Natureza e das leis do sobrenatural.» O fim dos tempos é a Grande Mudança. A regra é: «se permanecerdes na minha palavra, conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará». João 8:31,2. O erro cega para a Verdade. Aproveite a «janela de oportunidades» da 6ª Raça, – com mais Energia Espiritual.
Matéria menos densa é mais Energia. É diferente andar a passo ou controlar um carro fórmula um; sem boa condução, morre! Os corpos actuais são mais leves que os do início do sXX, os corpos da alma serão mais leves pela cultura de Ciência! A cultura demasiado académica corrompe a Verdade, como na Ep. I Timóteo, 20: «tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada Ciência». Estamos «condenados» a ser Deuses ou a perecer.
Abundam os nominalismos, palavras esvaziadas de verdade. Chamam amor ao mais vil egoísmo e sensualidade. Ao libertarem-se da escravidão dos sentidos e emocional, libertem-se também dos «spin doctors», do marketing político, religioso, cultural e espiritual, sedutores por torcedelas (“spin”) da verdade. Entre a Verdade e o marketing escolham a Verdade. «O que conquistou a sua natureza inferior com a ajuda do Eu Espiritual é nosso amigo; quem não fez isso é um inimigo.» Disse Krishna (Cristo no Oriente). ([4])
Distinga o Ser e Ter (ter erudição): «Quando o tiverdes gerado em vós, o que sois vos salvará; se não o tiverdes gerado em vós, o que não sois vos matará.» Ev. Tomé L 70. É um Lógion importante. Julga-se que dos 60 biliões que a Humanidade é, entre 20 a 40 biliões de homens (2/3) podem não ter condições para evoluir no planeta, nas duas novas Raças. Thomas Paine (1737-1809) escreveu The Age of Reason. ([5])  A ausência de um «Deus» cristão na Declaração de Independência e na Constituição dos Estados Unidos é devida à influência de Thomas Paine.
A Liberdade religiosa onde as seitas prosperam, entende-a em Thomas Paine. (...) O poder educativo de «Age of Reason» deu, como ele previu, «uma certidão de óbito à religião revelada». (pp. 686-7). Se melhorarem o caminho do Senhor, pela Ciência Perfeita de todas as religiões, como se deduz do facto de terem uma origem Divina, os dois cavalos que temos para evoluir, como ensinou Platão no Fedro, o cavalo do Bem dominará o cavalo do Mal e leva-nos para o Caminho do Mestre. A Ciência das Religiões dos Mestres é a cura dos males.
As coisas, a “mater”, em relação com a Existência, simbolizam-na na Trombeta (som), em relação à Matéria, e na Candeia que ilumina o Caminho. ([6])
Não se justifica discutir a sua opinião de faz de conta, tagarelice (adoleskheia diz Platão), se não for fundamentada em experiência. «Enquanto fores isto ou aquilo ou tiveres isto ou aquilo, não sois tudo, nem tendes tudo. Sê puro até que não sejais nem tenhais isto ou aquilo; então serás omnipresente e, não sendo isto ou aquilo, sereis o todo.»
A Humanidade está reduzida ao «corpo de alimentos» e aos «cinco sentidos» e somos Sete Corpos, Sete tipos distintos de Cognições. Tenho mais confiança em Cristo ou outro Mestre, Eles sabem o que dizem, do que em cientistas menoscabados, por razões evolutivas graves. Quando a Ciência acerta, o ensino dos Mestres é o mesmo e tem milénios de tradição. Por experiência, não satisfaço os vossos caprichos de serem os génios que descobriram tudo. Estamos a desenvolver a Inteligência Emocional, em relação a cada uma das Sete Inteligências.
No ensino de Cristo, o falso messianismo libertador da humanidade merece este Lamento: «Ai de vós doutores que tiraste a chave da Ciência.» Em oitenta Anos de vida experimentei o Horror político e da Cultura sem Valor Espiritual, a tragédia para onde levaram o mundo pelo orgulho e ganância de poder. Sinto a crise de confiança na alma humana: gente que pratica acções nobres, desinteressadas, em favor da humanidade, ao mesmo tempo dá força às mais lastimosas ideias egoístas sobre a Natureza, a Vida Humana e o seu Fim Último. Esforcei-me por corrigir o sistema sem entrar em conflito aberto. O sofrimento é enorme e justifica a Jihad do Gitâ, não a terrorista que é falsa, mas a da Ciência Espiritual: a maldade tem de ser combatida pelas armas da verdade científica religiosa. A Cultura Ocidental é perversa, decadente, a revolta sentimental enferma desses erros. A batalha de Kurukshetra a chamada Guerra Santa, é entre a natureza inferior do homem, com os seus vícios, paixões e más tendências, contra os Princípios e Leis dos Decálogos Divinos. Este combate deve ser ganho pela Vontade imbatível desenvolvida pela Educação.

 


[*] Sete Raios, Sete Maravilhas: 1ª Pirâmides do Egipto, de pyros, fogo; 2ª Muros da Babilónia ou Jardins Suspensos, as imagens; 3ª Torre de Faro, de Far, farris, a farinha, o pão, deusa Cibele; 4ª Colosso de Rodes, estátua de bronze ao Deus Hélio, o Sol, Tiphareth, Apolo, colo, a “porta estreita” de Cristo; 5ª (VI) Mausoléu de Caria, mausoléu, o corpo físico, o sepulcro, o filho da viúva, de caro, carne e , a Moira Tecedeira; 6ª (V) Templo de Diana Efesina, Sabedoria do Conhecimento, a Moira Dobadoura; 7ª Júpiter Olímpico, revelação do Reino de Deus no Olimpo (significa quatro), gerar as Quatro “Atias”. Para decifrar os Sete Símbolos das Leis é uma vantagem ser Intuitivo.



[1]     Ernest Wood. Os Sete Raios. Trad. Brasil. Pensamento.
[2]     H. Álvares da Costa. Auto-estima e Entusiasmo. Portugal Teosófico, n.º 92, 2003
[3]     Dalai Lama e Jean-Claude Carrière. A Força do Buddhismo. Ed. C.L.
[4]     Henri Corbin. Le Paradoxe du Monotheísme. Ed. L’Herne.
[5]     Paine, T. The Age of Reason. Collected Writings. Literary Classics of the U.S. 1995
[6]     Três Iniciados. El Kybalion. Ed. Orion. México.

Ressurreição. A Aliança dos Dois Egos Evolutivos


A Evolução processa-se entre dois Mundos, dois Egos do Homo:
 
  1. O Ego inferior, da margem inferior ou temporal, e da alma natural ou perecível que morre e se desagrega, ficando a Semente, o Átomo-permanente e o Campo de Ressonância que atrai as Substância que vão formar o Eu da personalidade seguinte. É a res extensa, a Existência material. A Persona é "per Som".
     
  2. O Eu Divino, Eu Superior, o Senhor. Ego da margem superior que rege a Evolução e se esforça para que respondamos à qualidade e responsabilidade de sermos Filhos do Divino. É o Eu do perdoai-nos Senhor, do Senhor tenha piedade de nós, etc. É a res cogitans, a Essência. O Eu Espiritual é Luz.
     
    O Mito da formação de Roma, das muralhas da personalidade separada [Romã é a Maçã (“mala”) em evolução], por Rómulo e Remo, filhos de Rheia, a Matéria Virgem, uma Titânida filha do céu (Urano) e da Terra (Geia), que casou com Cronos, o Tempo, que é um movimento incessante que traz o Universo à Manifestação e come os seus filhos que, sujeitos a Ciclos, são mortais. É mais profundo do que o Mito da Eva que teve como filhos os gémeos Abel e Caim, e Caim matou Abel tal como Remo matou Rómulo, porque a Personalidade ficando isolada dentro das muralhas, bloqueia o Eu Superior que permanece no Mundo Espiritual, clamando pelo outro Eu, pela Voz do sangue (o Eu Superior). Remo e Rómulo, os dois filhos de Rheia, a Virgem fecundada por Marte (Espírito Santo), foram postos na margem de um rio (representam as duas faces de Jano), e salvos pela loba, que significa a vida instintiva, que ensina a sobreviver. «Salvaram» o Rei de Alba, Ilha Branca, que representa os Kumaras, os Senhores da Chama, Prometeu. ([1])
    De Mestre Eckhart (1260-1328), dominicano alemão: «As Sagradas Escritura dizem dos seres humanos que existe um Homem externo e, junto com ele, um Homem interno. Ao Homem externo correspondem as coisas que dependem da alma mas estão associadas à carne e misturadas com elas... As escrituras chamam a este todo o Homem velho, o Homem terreno, a pessoa externa, o inimigo, a serva. Dentro de nós está o outro, o Homem interno, a que as Escrituras chamam o Homem novo, o Homem celeste, o jovem, o amigo, o senhor
    Estamos orientados para o prazer sensual e de bens materiais, do Homo externo ou velho, e o caminho espiritual do Homo interno ou novo não é ensinado. Quando o Homo nasce na caverna como ser Divino fala-se na 1ª Iniciação, da alma natural; depois vem Baptismo da Água (rio), de acesso à alma humana, 2ª Iniciação; o baptismo de Fogo, alma Crística, 3ª Iniciação. As duas finais, 4ª e 5ª, são a Crucificação e a Ressurreição. Na Tradição, citam os «rios» que separam níveis de Consciência nos Planos Átmico, Mental e Físico. Dois rios nos separam do Reino de Deus, o de água e o de fogo, os dois Baptismos iniciáticos.
    Os que têm o mau hábito de emitir opiniões sobre temas Espirituais exigentes de Saber profundo, saibam que Rheia Sílvia (o cognome de Rheia significa que a nossa Mãe Divina é a mãe dos muitos, dos silvas, e das sementes que caiem nas silvas e se perdem sem acesso à terra de boa cultura, de cultura espiritual; saibam que Rheia foi condenada a ser Vestal, que significa Chama. Seremos salvos se formos consagrados pelos Senhores da Chama, os Kumaras, os nossos Pais Divinos, que são Andróginos Divinos, o Prometeu.
    É importante o símbolo do rapto das Sabinas que é apropriar-se das substâncias elementais criadoras. As Sabinas serão Elementais dos Três Reinos que organizam as estruturas. Digo «elementais» porque no sXVII, sabino era o «que tem cavalo branco» (Dic. P Machado). Cristo virá neste cavalo puro. ([i])
    Na Evolução, cada Era Geológica é uma Vaga de vida, uma Raça – Raiz. Na 6ª Raça, a mente humana receberá Poderes e Conhecimentos da 6ª Vaga de Vida. A 6ª Sub-raça da 5ª Raça e a 6ª Raça que esta Sub-raça trará, leva à «ligação» do «Eu Superior» ao «eu inferior», do gémeo de cima ao gémeo de baixo.
    No início da encarnação dos Egos humanos houve dois tipos de erros: 1. formas que ficavam vazias de Egos e eram ocupadas por criaturas inferiores, e 2. Cruzamentos com animais. Faz-se referência às Liliths dos Judeus ou Dâkhinî em Sânscrito, corpos de mulheres não ocupados por humanos e se animalizaram; «voavam» porque eram da linhagem dos anjos, perversas mas simpáticas para os humanos. Na Bíblia é feita a referência aos que entraram às filhas do Homo, mas não se diz que o pecado dos cruzamentos com animais, origem aos antropóides sem cauda (chimpanzés, gorilas, etc.) foi a recusa de Egos humanos em entrar em formas primitivas. É um fenómeno passado na mente: o diferendo entre as Sabinas e o Eu Superior que as recusou. ([2])
    Na Antiguidade, a mulher tinha o estatuto de criança e era não imputável. S. Paulo confirma em I Timóteo 2, «não permito à mulher que ensine nem mostre autoridade», o cérebro era dominado por emoções e continua a ser no séc. XXI, nas sem treino científico. O Mestre, enquanto a Ciência não estiver estabelecida, protege-a contra a exploração emocional, por ser uma perda de liberdade indesejável. A mulher será Sofia, Ciência Divina, ao se libertar da emoção sensual.
    A Vinda do Filho do Homo, conceito trazido da Pérsia pelo Cristianismo, é a transformação que mudará a Vida; a união da alma natural (Kama-Manas) no Mundo Temporal, à alma humana, no Mundo Espiritual (Buddhi-Manas).
    O conceito de Filho do Homem, alma humana, completa o de Filho de Deus, a alma Crística, nas três Almas que um dia revelaremos. É o Renascimento do Homem (ideal do sXV), que os historiadores (Ibid. Simon, Benoit, p. 67, 87, 245) citam mas não entendem. Os corpos são estruturas inteligentes que decidem por si mesmos. A criança é uma mente apenas dévica, elemental, a ser desenvolvida até aos 5 ou 7 anos, por via afectiva, sobre o Certo-Errado, depois, sobre o Bem-Mal que é próprio do Homem. Ignorar este facto da investigação oculta, apesar do povo saber que a criança é um anjo, distorce as soluções eficientes para Educar e Instruir. A diferença entre mente de criança e mente de adulto não é de grau, é de outro tipo de «consciência» que ocupa os corpos: – primeiro, a angelical ou dévica, do Certo-Errado, depois a humana, do Bem-Mal. É importante saber isto!
    A Idade de Kali Yuga, começou em 3 108 AC e termina em 428 894 DC, é a Idade das Ghiâdes, dentro e fora de cada criatura. É urgente devolver aos homens a Esperança: transformar os factores de Queda em factores de Ascensão – assegurar a Salvação pela Verdade. Grandes erros dos “spin doctors”, doutores de torcedelas mediáticas ou torcionários culturais, sedutores que destroem a vida. ([ii])
A intervenção de Jesus-Cristo é parte da grande transformação cósmica para facilitar a Demanda do Reino de Deus, no Homo. Graal do Lat. «gradale», tem relação com «gradiens», o que caminha, «gradatio», por ordem dos degraus ou iniciações. Pathos, o Caminho relacionam-no com paixão, sofrer, a qualidade que toca o coração. Lat. «Patientia», de «patiens», paixão. Patena da consagração eucarística. Também «patens», aberto, uma abertura à Luz. Patmos a ilha onde foi escrito o Apocalipse (Revelação) tem relação com Atmos, Atma.
A condição humana foi intuída por José Régio: «O Homem actual está impando de pequenas crenças e ordem social, política, estética, moral – e em razão delas age, e na medida em que se lhe esquiva só pode abraçar o vazio, o caos, a inactividade, o suicídio, o nada. (…)A crença na Ciência e na Técnica é certamente uma das pequenas crenças das religiões contemporâneas
Buddha dizia que havia 100% de doentes mentais. O número de doenças mentais cresce sem cessar, todos estamos doentes, porque não existe uma anátomo-patologia para as justificar nas doenças dos corpos Quânticos. Apareceram os especialistas em acompanhamento filosófico, “Mais Platão, Menos Prozac”. ([iii])  
F. Pessoa, depois de chamar à Justiça «a mais estúpida das ilusões», deu pistas: «temos estes pobres homens acreditando ainda no dogma cristão do livre arbítrio; julgam que um Homem é livre, quando a primeira coisa que a ciência aponta é que um Homem é escravo; julgam que podem alterar a face da natureza humana e acabam com o velho Homem humano – porco, sensual, estúpido, patriota e proprietário...»·([iv])
A vida não é a reencarnação do Ser. É a reencarnação do Eu Temporal, por efeito das qualidades dos Karmas que nos amarram à «roda do Destino» da vida e morte temporal. Os Karmas Nemesis reencarnam. A Evolução faz-se entre os dois Egos, os dois Gémeos: o Ego inferior da Personalidade (Caim, Rómulo), o mortal, perecível; e o Ego Superior, o imortal, Imperecível (Abel, Remo).
O Ev. da Vida Perfeita, The Gospel of the Holy Twelve, foi trazido de um mosteiro tibetano para o Ocidente, pelo Reverendo Gider J. R. Ousley, 1892, é o Evangelho dos vegetarianos. Jesus considerou ilegítimos os sacrifícios animais e falhada a boa-vontade, usou a força, para nos ensinar que o Mal se extingue pela força activa, imperativa contra o Mal, reestruturando a sociedade. ([v])
O vegetarianismo de Jesus é uma forma de transubstanciação, com objectivos analógicos ao sacramento da comunhão. Quando come o bife já pensou que isso o torna”denso”, animal e pouco Homo?! O Evangelho da Vida Perfeita mostra que a Igreja amputou o seu Mestre naquilo que não queria fazer.
Recusem o sofrimento desnecessário. Cozinhar iguarias vegetarianas, deliciosas, sem os efeitos nocivos à Vida e à saúde física e mental, degradada pelo alimento feito de dor. Servir pratos agradáveis, difundir a cozinha vegetariana!
A Hierarquia de Compaixão, o Governo Interno do Mundo, substituiu os grosseiros sacrifícios animais pela dádiva na cruz que representa os dois Mundos da Evolução – Temporal e Espiritual –, e pelos sacramentos: comer o corpo de Cristo e beber o seu sangue, a transubstanciação.
As Três Distinções do Ser reflectem-se nas Três Almas da Humanidade: Crística, Humana, Natural. A conquista da Liberdade não é, seguramente, a de revolucionários ideólogos sem Sabedoria, de partidos políticos. Há três Distinções do Divino que originaram os Sete Raios de Luz, Sete Poderes (Trombetas), Sete Planos em Três Mundos: da Mónada, do Eu Superior e Personalidade. O Universo é um paradigma chamado a Árvore da Vida com Dez Poderes (Sephiroth).
Os Três Mundos do Ser, da Fé, Esperança e Caridade (S. Paulo) e as suas transversais ou fronteiras, tanto podem ser vistos no sentido descendente ou no ascendente! A transversal da Fé ou sentimento é «a casa de Deus». Sentimento do Lat. «Sententia» é ciência, prudência, Sofia. A Ética do Gr. Éthos significa também residência, morada. A nossa Qualidade é a do Ser Divino que nos habita. O Direito só é válido se houver Leis Éticas que não podem ser infringidas. Se a sociedade duvida da existência de Leis Divinas fica reduzida ao direito de regulamentos, normas para se defender da repressão, em que os X Princípios Fundamentais, os Decálogos religiosos são substituídos por regulamentos, que os poderosos não cumprem e os outros, por imitação, tendem a safar-se pela letra de códigos.
«A maioria dos homens, Símias, imaginam que, quando não se sente prazer (...) não vale a pena viver, não se andando longe de estar morto quando não se tem qualquer cuidado com os comprazimentos corporais. (...) Mas a alma nunca raciocina melhor do que quando nada a perturba, nem o ouvido, nem a vista, nem a dor, nem qualquer prazer, mas, pelo contrário, quando se isola mais completamente em si mesma, mandando passear o corpo e rompendo, tanto quanto se consegue, todo o tráfico e todo o contacto com ele para tentar captar o real.» Platão.  ([vi])
A América do Norte é a zona geográfica onde está a formar-se a 6ª Sub-Raça da 5ª Raça Ariana  ([vii]), que incluirá todos os homens de todas as raças que possam activar os «poderes» da intuição na perspectiva das emoções (Kama). A actual «variedade de superstições tende a desaparecer de dia para dia, fundindo-se numa religião única, que parece muito mais racional do que as outras.» ([viii])  
Direito à Felicidade é o direito de ser ensinado desde a nascença em Religião-Ciência, através do ”leite materno”, para ser protegido do império da superstição. Os Gregos esclarecidos por Ciência e Ética viam o Cristianismo como superstição. «Tudo indica que o Império se ocupou apenas de reprimir e conter uma “superstitio nova ac malefica”, uma religião não reconhecida que perturbava a ordem pública. (...) Em 202 (Septímio Severo, fiel de Apolónio-Cristo), promulga um édito que proíbe o proselitismo, quer judaico, quer cristão (...) o regime de interdição é completado pela interdição da propaganda e do proselitismo.»  ([ix])  
O estabelecimento da Ciência (Newton, 1642-1727) representa a Força do 7º Raio através do Iluminismo do séc. XVIII: iluminar a vida, libertar da Ignorância e Superstição igrejista. Criou a necessidade de iluminar as ruas o que levou à luz eléctrica, mas também as almas, Instrução pública, o Naturalismo que gerou Darwin, a Revolução política da Estátua da Liberdade que nasceu da Revolução (1789-99), a Revolução Industrial Inglesa. No sXVIII apareceu na Europa o Iluminismo profano, a ruptura com os igrejismos cristãos acusados de ignorância e superstição, que era preciso erradicar apoiado na Ciência, em Newton, nos utilitaristas de Stuart Mill, no racionalismo de Adam Smith, em Inglaterra, e Voltaire, em França.


[1] Porquê Karma-Nemesis e não apenas Karma, causa e efeito? Porque Nemesis é a cólera Cósmica contra o orgulho, o egoísmo, a impiedade. É o Karma da Qualidade ou Ética. No Mito do V Império vertido em Cartas Cabalistas, vemos acima do carro das conquistas ou descobertas do Poder Divino material, e das bênçãos eucarísticas do hierofante, o Poder Divino Espiritual, que desperta Sofia, Ciência, da Magia do Poder do Amor.
[2] Encontram referências à Vida Elemental, ao facto da criança ser apenas consciência dévica ou elemental e não poder ser educada e instruída do mesmo modo que será após os 5 ou 7 anos, quando a consciência humana ocupar as formas. A relação com as «Sabinas»!



[i]     Platão. O Banquete. Fedro. Apologia de Sócrates. Critón. Colecção Os Grande Filósofos. Ed 70. 2008, Fedro, pág. 182
[ii]     The Geeta. Trad. Shri Purohit Swâmi. Ed. Faber & Faber.
[iii]    Lou Marinoff. Mais Platão, Menos Prozac! Ed. Presença 2001
[iv]    Fernando Pessoa. Sobre Portugal. Recolha de Textos, Org. Joel Serrão. Ed. Ática.
[v]     H. Álvares da Costa. Os Evangelhos dos Essénios. Portugal Teosófico. N º 77, 2000
[vi]    Platão. Diálogos III. Pub. Eur. Am., p. 79
[vii]   Francis Bacon. Nova Atlântida. Ed. Minerva. A Utopia da próxima 6ª Raça Raiz.
[viii] Tomás Morus. A Utopia. Guim. Ed., p. 160
[ix]    Marcel-Simon-André Benoit. Le Judaísme et le Christianisme antique. Ed. PUF