quarta-feira, 15 de abril de 2020

Sete Qualidades Essenciais. Sete Leis Divinas, Sete Maravilhas


Não há Iluminismo sem a «Sabedoria Efesina dos Mestres. Buddha deu a Trino-sofia no Tripitaka, três cestas, do Gr. Kisté, cesta em Lat., que deu ”cesteiro” guarda de cofres. Ver «questor», o guardador da riqueza do povo em Roma; é o sentido espiritual do Inglês «Quest». Não deixe cair o sagrado em cesto roto! O Saber é fechado a Sete Chaves! Demonstre por Lei que é certo e verdadeiro.
«Muitos chamados Homens de ciência... invadem os domínios da pura metafísica, embora escarneçam dela. Deleitam-se em conclusões precipitadas e chamam a isso ‘uma lei dedutiva a partir de uma lei indutiva” da teoria baseada no que extraiu das profundidades da sua própria consciência; essa consciência foi pervertida e estruturada em favos pelo materialismo unilateral. Tenta explicar a origem das coisas dando relevo apenas às suas próprias concepções. Ataca as crenças e tradições religiosas velhas de milénios e denuncia tudo, menos os seus passatempos favoritos que são superstições. Sugere teorias do Universo, uma Cosmogonia desenvolvida a partir apenas de forças mecânicas cegas, de longe mais miraculosas e impossíveis do que a tese do fiat lux ex nihilo (que haja luz a partir do nada) – e procura deslumbrar o mundo com tal teoria irreflectida, a qual, tendo emanado de um cérebro científico, é aceite por fé cega como muito científica e um sucesso da Ciência.» HPB, D.S. II, 664.
Abordo o que é essencial, embora divulgue certas relações para vos dar confiança na descoberta do ensino por Mitos. O conhecimento dos Sete Raios de Luz e das Qualidades específicas do seu número relaciona-se com os as Sete Trombetas, Sete Qualidade. O Raio precedente induz o Raio seguinte ([*]):
 
1.º Vontade. O Poder da Lei Divina;
2.º Amor-Sabedoria, Analogias;
3.º Adaptabilidade (Ordenação), Hierarquismo;
4.º Harmonia, Subordinação do inferior ao superior;
5.º Conhecimento exacto;
6.º Devoção à Qualidade Divina, multiplicadora, Karma-Nemesis;
7.º Transformação (moderno, Evolução). ([1])
 
Os Sete Raios de Luz que sustentam o Universo são Sete Qualidades Divinas distintas, cuja interacção harmoniosa faz nascer as Imagens Divinas, depois Criadas, Formadas e Geradas na Descida Temporal, de Três Planos Cósmicos. As Sete Forças Cósmicas ao serem reveladas no Homo podem mudar a Vida para a Verdade do Bem (Qualidade) e Lei Divina. A Vida obedece à Lei de Lavoisier: nada se perde, nada se cria, tudo se transforma (termo Hermético, agora evolui).
Quem alguma vez admitiu que as Sete Maravilhas são as Sete Leis Divinas? Dou um exemplo: a 6ª Maravilha é o Templo de Diana Efesina, a Glória de Deus, a sabedoria da causa eficiente, de Phêsi, da Palavra do Mestre. Diana é a Divina Sofia, relacionada com o episódio Dina Desflorada do Gén. 34, que levou os filhos de Jacob (guardiães da Sabedoria) a destruírem a cidade (Atlântida) para que a Sabedoria (Dina) não fosse prostituída. Hoje é prostituída em poderes políticos, «ghiâdes», ideologias científicas... É óbvio que tenho de proteger a Ciência Espiritual dos Mestres mantendo-me nos limites do que é suposto Eles aceitarem.  ([2])
Em cada Idade Sideral de 2 155,6 anos (2156 anos), há uma sucessão de Ciclos dos Sete Raios subsidiários do Raio da Idade. São Ciclos Históricos de 308 anos (2 156:7=308 anos) divididos em períodos de 77 anos, o paradigma das Quatro Atias (alfa, beta, gama e delta). O início da Era dos Peixes deve ser qualificado pelos factos históricos. Em factos temporais deve andar à vota de 212 AC ou 211 AC no fim da Filosofia Grega; terminou em 1945. Ashoka (264 AC-227 AC) foi um dos que fez a sementeira da Idade. Outra data bem qualificada ocorreu no ano de 188 AC., em que os Cipiões, depois das guerras Africanas, criaram um centro cultural na Campânia, com os melhores cérebros Gregos, para pensar a nova Civilização, no seu Período Alfa (212 AC-135 AC).
Em 1969 os americanos levaram o primeiro Homo à Lua, sinal de Era do Aquário. Isto é a Idade Devocional terminara e íamos para a Idade da Tecnologia.
A Evolução processa-se em quatro Planos, há quatro passos algorítmicos: da imagem divina (Búdico), da criação (Mental), da formação (Astral ou do Éden onde o Homo é formado antes de ser gerado), da geração (Física). São as quatro Atias, Causas, dos Gregos. É de esperar que em cada Ciclo haja um reflexo do processo algorítmico de Manifestação, em Quatro Planos de Causas.
Investiguei os Ciclos Históricos, e confirmei, a partir das «evidências» da historiografia moderna, que posso definir os momentos dos inícios e fins dos Ciclos, todas as Qualidade da Força presente e da falta de Qualidade, muito visível no período de apogeu do Ciclo, as chamadas «Renascenças», que correspondem na Era Devocional aos séculos: I AC, III DC, VI, IX, XII, XV, XVIII e (talvez) XXI (?).
Em todas as Renascenças há uma renovação, por mudança da Qualidade Divina. O Ciclo com maiores repercussões foi o séc. XV por ter havido uma «mutação cultural» produzida pela peste e guerras, eliminação dos velhos. Um manuscrito de 1442 de um religioso de Constantinopla diz que “os Turcos, no espaço de seis anos, roubaram, em terras dos cristãos, mais de quatrocentos mil cristãos, todos eles feitos seus escravos, que mataram e degolaram velhos e doentes, porque os não podiam levar.” Foi o reacender da escravatura que os Árabes praticaram.
O interesse do Mito Sebastianista, melhor chamado Mito da Saudade, da Utopia, é a esperança que o Português tem de alcançar o seu glorioso Destino Espiritual. Obviamente, um acontecimento deste tipo acontece num tempo cósmico fértil. D. Sebastião (1554-78) é usado como símbolo da libertação.
O Renascimento deve ser global, e um reconhecimento: 1. das Leis Divinas; 2. da Qualidade de Vida e Desígnio Divino. Renascimento é substituir o Perecível pelo Imperecível, da Satisfação dos sentidos, à Solidariedade e Unidade Divina, as vidas fúteis ao Acaso, pela vida Ordenada, com Desígnio. Se a morte é uma inevitabilidade, o renascimento, nascer de novo, recapitular, é outra inevitabilidade, diz o Baghavad Gîtâ. Os cristãos substituíram o tempo cíclico Grego, pelo tempo linear.
Há platónicos e uma Academia Platónica patrocinada por Lourenço de Médicis que foi um centro de Esoterismo apoiado em Platão e nos Neoplatónicos. Marcílio Ficino traduziu, por volta de 1471-95, os Diálogos de Platão e João Picco de La Mirandola, tendo aprendido o árabe, o hebreu e caldaico, trouxe o conhecimento da Cabala (c. 1484). Ele apresentou, em 1487, as 900 proposições de Filosofia Divina ao Papa, que esclarecia, e muito, as doutrinas Cristãs e os dogmas absurdos da propaganda igrejista. As religiões fundam-se na Árvore da Vida.  ([3])
 
Caracterizei o tipo de mortos em cada Ciclo da Idade Devocional (212 AC-1944):
 
1º Raio:   Vontade Régia. Matam-se os Imperadores.
2º Raio:   Sabedoria, Filosofia. Matam-se os gnósticos, os detentores do Saber, os do outro credo, os espiritualmente mais válidos.
3º Raio:   Sincretismo, Ecletismo, Adaptabilidade, matam-se os agentes de intercâmbio, estrangeiros, Bárbaros e Monges, por o serem.
4º Raio:   Harmonia e da Subordinação Hierárquica. Poder dos símbolos. Luta contra a hierarquia ou conflitos de hierarquias, entre a classe civil e religiosa, povo e nobres. Revolta entre agricultores e donos das terras.
6º Raio:   Devoção, luta por ideal ou Qualidade Divina. Combate-se o infiel e o herético. (Idade Devocional o Ciclo do 6º Raio veio antes do 5º Raio).
5º Raio:   Ciência exacta. Persegue-se e matam-se cientistas.
7º Raio:   Serviço ordenado, Transformação. É a luta política e económica do capital contra o trabalho, a supremacia da tecnocracia, ditaduras.
 
Na Luz sobre o Caminho diz-se: «Procura o Caminho pelo estudo das leis do ser, das leis da Natureza e das leis do sobrenatural.» O fim dos tempos é a Grande Mudança. A regra é: «se permanecerdes na minha palavra, conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará». João 8:31,2. O erro cega para a Verdade. Aproveite a «janela de oportunidades» da 6ª Raça, – com mais Energia Espiritual.
Matéria menos densa é mais Energia. É diferente andar a passo ou controlar um carro fórmula um; sem boa condução, morre! Os corpos actuais são mais leves que os do início do sXX, os corpos da alma serão mais leves pela cultura de Ciência! A cultura demasiado académica corrompe a Verdade, como na Ep. I Timóteo, 20: «tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada Ciência». Estamos «condenados» a ser Deuses ou a perecer.
Abundam os nominalismos, palavras esvaziadas de verdade. Chamam amor ao mais vil egoísmo e sensualidade. Ao libertarem-se da escravidão dos sentidos e emocional, libertem-se também dos «spin doctors», do marketing político, religioso, cultural e espiritual, sedutores por torcedelas (“spin”) da verdade. Entre a Verdade e o marketing escolham a Verdade. «O que conquistou a sua natureza inferior com a ajuda do Eu Espiritual é nosso amigo; quem não fez isso é um inimigo.» Disse Krishna (Cristo no Oriente). ([4])
Distinga o Ser e Ter (ter erudição): «Quando o tiverdes gerado em vós, o que sois vos salvará; se não o tiverdes gerado em vós, o que não sois vos matará.» Ev. Tomé L 70. É um Lógion importante. Julga-se que dos 60 biliões que a Humanidade é, entre 20 a 40 biliões de homens (2/3) podem não ter condições para evoluir no planeta, nas duas novas Raças. Thomas Paine (1737-1809) escreveu The Age of Reason. ([5])  A ausência de um «Deus» cristão na Declaração de Independência e na Constituição dos Estados Unidos é devida à influência de Thomas Paine.
A Liberdade religiosa onde as seitas prosperam, entende-a em Thomas Paine. (...) O poder educativo de «Age of Reason» deu, como ele previu, «uma certidão de óbito à religião revelada». (pp. 686-7). Se melhorarem o caminho do Senhor, pela Ciência Perfeita de todas as religiões, como se deduz do facto de terem uma origem Divina, os dois cavalos que temos para evoluir, como ensinou Platão no Fedro, o cavalo do Bem dominará o cavalo do Mal e leva-nos para o Caminho do Mestre. A Ciência das Religiões dos Mestres é a cura dos males.
As coisas, a “mater”, em relação com a Existência, simbolizam-na na Trombeta (som), em relação à Matéria, e na Candeia que ilumina o Caminho. ([6])
Não se justifica discutir a sua opinião de faz de conta, tagarelice (adoleskheia diz Platão), se não for fundamentada em experiência. «Enquanto fores isto ou aquilo ou tiveres isto ou aquilo, não sois tudo, nem tendes tudo. Sê puro até que não sejais nem tenhais isto ou aquilo; então serás omnipresente e, não sendo isto ou aquilo, sereis o todo.»
A Humanidade está reduzida ao «corpo de alimentos» e aos «cinco sentidos» e somos Sete Corpos, Sete tipos distintos de Cognições. Tenho mais confiança em Cristo ou outro Mestre, Eles sabem o que dizem, do que em cientistas menoscabados, por razões evolutivas graves. Quando a Ciência acerta, o ensino dos Mestres é o mesmo e tem milénios de tradição. Por experiência, não satisfaço os vossos caprichos de serem os génios que descobriram tudo. Estamos a desenvolver a Inteligência Emocional, em relação a cada uma das Sete Inteligências.
No ensino de Cristo, o falso messianismo libertador da humanidade merece este Lamento: «Ai de vós doutores que tiraste a chave da Ciência.» Em oitenta Anos de vida experimentei o Horror político e da Cultura sem Valor Espiritual, a tragédia para onde levaram o mundo pelo orgulho e ganância de poder. Sinto a crise de confiança na alma humana: gente que pratica acções nobres, desinteressadas, em favor da humanidade, ao mesmo tempo dá força às mais lastimosas ideias egoístas sobre a Natureza, a Vida Humana e o seu Fim Último. Esforcei-me por corrigir o sistema sem entrar em conflito aberto. O sofrimento é enorme e justifica a Jihad do Gitâ, não a terrorista que é falsa, mas a da Ciência Espiritual: a maldade tem de ser combatida pelas armas da verdade científica religiosa. A Cultura Ocidental é perversa, decadente, a revolta sentimental enferma desses erros. A batalha de Kurukshetra a chamada Guerra Santa, é entre a natureza inferior do homem, com os seus vícios, paixões e más tendências, contra os Princípios e Leis dos Decálogos Divinos. Este combate deve ser ganho pela Vontade imbatível desenvolvida pela Educação.

 


[*] Sete Raios, Sete Maravilhas: 1ª Pirâmides do Egipto, de pyros, fogo; 2ª Muros da Babilónia ou Jardins Suspensos, as imagens; 3ª Torre de Faro, de Far, farris, a farinha, o pão, deusa Cibele; 4ª Colosso de Rodes, estátua de bronze ao Deus Hélio, o Sol, Tiphareth, Apolo, colo, a “porta estreita” de Cristo; 5ª (VI) Mausoléu de Caria, mausoléu, o corpo físico, o sepulcro, o filho da viúva, de caro, carne e , a Moira Tecedeira; 6ª (V) Templo de Diana Efesina, Sabedoria do Conhecimento, a Moira Dobadoura; 7ª Júpiter Olímpico, revelação do Reino de Deus no Olimpo (significa quatro), gerar as Quatro “Atias”. Para decifrar os Sete Símbolos das Leis é uma vantagem ser Intuitivo.



[1]     Ernest Wood. Os Sete Raios. Trad. Brasil. Pensamento.
[2]     H. Álvares da Costa. Auto-estima e Entusiasmo. Portugal Teosófico, n.º 92, 2003
[3]     Dalai Lama e Jean-Claude Carrière. A Força do Buddhismo. Ed. C.L.
[4]     Henri Corbin. Le Paradoxe du Monotheísme. Ed. L’Herne.
[5]     Paine, T. The Age of Reason. Collected Writings. Literary Classics of the U.S. 1995
[6]     Três Iniciados. El Kybalion. Ed. Orion. México.

Ressurreição. A Aliança dos Dois Egos Evolutivos


A Evolução processa-se entre dois Mundos, dois Egos do Homo:
 
  1. O Ego inferior, da margem inferior ou temporal, e da alma natural ou perecível que morre e se desagrega, ficando a Semente, o Átomo-permanente e o Campo de Ressonância que atrai as Substância que vão formar o Eu da personalidade seguinte. É a res extensa, a Existência material. A Persona é "per Som".
     
  2. O Eu Divino, Eu Superior, o Senhor. Ego da margem superior que rege a Evolução e se esforça para que respondamos à qualidade e responsabilidade de sermos Filhos do Divino. É o Eu do perdoai-nos Senhor, do Senhor tenha piedade de nós, etc. É a res cogitans, a Essência. O Eu Espiritual é Luz.
     
    O Mito da formação de Roma, das muralhas da personalidade separada [Romã é a Maçã (“mala”) em evolução], por Rómulo e Remo, filhos de Rheia, a Matéria Virgem, uma Titânida filha do céu (Urano) e da Terra (Geia), que casou com Cronos, o Tempo, que é um movimento incessante que traz o Universo à Manifestação e come os seus filhos que, sujeitos a Ciclos, são mortais. É mais profundo do que o Mito da Eva que teve como filhos os gémeos Abel e Caim, e Caim matou Abel tal como Remo matou Rómulo, porque a Personalidade ficando isolada dentro das muralhas, bloqueia o Eu Superior que permanece no Mundo Espiritual, clamando pelo outro Eu, pela Voz do sangue (o Eu Superior). Remo e Rómulo, os dois filhos de Rheia, a Virgem fecundada por Marte (Espírito Santo), foram postos na margem de um rio (representam as duas faces de Jano), e salvos pela loba, que significa a vida instintiva, que ensina a sobreviver. «Salvaram» o Rei de Alba, Ilha Branca, que representa os Kumaras, os Senhores da Chama, Prometeu. ([1])
    De Mestre Eckhart (1260-1328), dominicano alemão: «As Sagradas Escritura dizem dos seres humanos que existe um Homem externo e, junto com ele, um Homem interno. Ao Homem externo correspondem as coisas que dependem da alma mas estão associadas à carne e misturadas com elas... As escrituras chamam a este todo o Homem velho, o Homem terreno, a pessoa externa, o inimigo, a serva. Dentro de nós está o outro, o Homem interno, a que as Escrituras chamam o Homem novo, o Homem celeste, o jovem, o amigo, o senhor
    Estamos orientados para o prazer sensual e de bens materiais, do Homo externo ou velho, e o caminho espiritual do Homo interno ou novo não é ensinado. Quando o Homo nasce na caverna como ser Divino fala-se na 1ª Iniciação, da alma natural; depois vem Baptismo da Água (rio), de acesso à alma humana, 2ª Iniciação; o baptismo de Fogo, alma Crística, 3ª Iniciação. As duas finais, 4ª e 5ª, são a Crucificação e a Ressurreição. Na Tradição, citam os «rios» que separam níveis de Consciência nos Planos Átmico, Mental e Físico. Dois rios nos separam do Reino de Deus, o de água e o de fogo, os dois Baptismos iniciáticos.
    Os que têm o mau hábito de emitir opiniões sobre temas Espirituais exigentes de Saber profundo, saibam que Rheia Sílvia (o cognome de Rheia significa que a nossa Mãe Divina é a mãe dos muitos, dos silvas, e das sementes que caiem nas silvas e se perdem sem acesso à terra de boa cultura, de cultura espiritual; saibam que Rheia foi condenada a ser Vestal, que significa Chama. Seremos salvos se formos consagrados pelos Senhores da Chama, os Kumaras, os nossos Pais Divinos, que são Andróginos Divinos, o Prometeu.
    É importante o símbolo do rapto das Sabinas que é apropriar-se das substâncias elementais criadoras. As Sabinas serão Elementais dos Três Reinos que organizam as estruturas. Digo «elementais» porque no sXVII, sabino era o «que tem cavalo branco» (Dic. P Machado). Cristo virá neste cavalo puro. ([i])
    Na Evolução, cada Era Geológica é uma Vaga de vida, uma Raça – Raiz. Na 6ª Raça, a mente humana receberá Poderes e Conhecimentos da 6ª Vaga de Vida. A 6ª Sub-raça da 5ª Raça e a 6ª Raça que esta Sub-raça trará, leva à «ligação» do «Eu Superior» ao «eu inferior», do gémeo de cima ao gémeo de baixo.
    No início da encarnação dos Egos humanos houve dois tipos de erros: 1. formas que ficavam vazias de Egos e eram ocupadas por criaturas inferiores, e 2. Cruzamentos com animais. Faz-se referência às Liliths dos Judeus ou Dâkhinî em Sânscrito, corpos de mulheres não ocupados por humanos e se animalizaram; «voavam» porque eram da linhagem dos anjos, perversas mas simpáticas para os humanos. Na Bíblia é feita a referência aos que entraram às filhas do Homo, mas não se diz que o pecado dos cruzamentos com animais, origem aos antropóides sem cauda (chimpanzés, gorilas, etc.) foi a recusa de Egos humanos em entrar em formas primitivas. É um fenómeno passado na mente: o diferendo entre as Sabinas e o Eu Superior que as recusou. ([2])
    Na Antiguidade, a mulher tinha o estatuto de criança e era não imputável. S. Paulo confirma em I Timóteo 2, «não permito à mulher que ensine nem mostre autoridade», o cérebro era dominado por emoções e continua a ser no séc. XXI, nas sem treino científico. O Mestre, enquanto a Ciência não estiver estabelecida, protege-a contra a exploração emocional, por ser uma perda de liberdade indesejável. A mulher será Sofia, Ciência Divina, ao se libertar da emoção sensual.
    A Vinda do Filho do Homo, conceito trazido da Pérsia pelo Cristianismo, é a transformação que mudará a Vida; a união da alma natural (Kama-Manas) no Mundo Temporal, à alma humana, no Mundo Espiritual (Buddhi-Manas).
    O conceito de Filho do Homem, alma humana, completa o de Filho de Deus, a alma Crística, nas três Almas que um dia revelaremos. É o Renascimento do Homem (ideal do sXV), que os historiadores (Ibid. Simon, Benoit, p. 67, 87, 245) citam mas não entendem. Os corpos são estruturas inteligentes que decidem por si mesmos. A criança é uma mente apenas dévica, elemental, a ser desenvolvida até aos 5 ou 7 anos, por via afectiva, sobre o Certo-Errado, depois, sobre o Bem-Mal que é próprio do Homem. Ignorar este facto da investigação oculta, apesar do povo saber que a criança é um anjo, distorce as soluções eficientes para Educar e Instruir. A diferença entre mente de criança e mente de adulto não é de grau, é de outro tipo de «consciência» que ocupa os corpos: – primeiro, a angelical ou dévica, do Certo-Errado, depois a humana, do Bem-Mal. É importante saber isto!
    A Idade de Kali Yuga, começou em 3 108 AC e termina em 428 894 DC, é a Idade das Ghiâdes, dentro e fora de cada criatura. É urgente devolver aos homens a Esperança: transformar os factores de Queda em factores de Ascensão – assegurar a Salvação pela Verdade. Grandes erros dos “spin doctors”, doutores de torcedelas mediáticas ou torcionários culturais, sedutores que destroem a vida. ([ii])
A intervenção de Jesus-Cristo é parte da grande transformação cósmica para facilitar a Demanda do Reino de Deus, no Homo. Graal do Lat. «gradale», tem relação com «gradiens», o que caminha, «gradatio», por ordem dos degraus ou iniciações. Pathos, o Caminho relacionam-no com paixão, sofrer, a qualidade que toca o coração. Lat. «Patientia», de «patiens», paixão. Patena da consagração eucarística. Também «patens», aberto, uma abertura à Luz. Patmos a ilha onde foi escrito o Apocalipse (Revelação) tem relação com Atmos, Atma.
A condição humana foi intuída por José Régio: «O Homem actual está impando de pequenas crenças e ordem social, política, estética, moral – e em razão delas age, e na medida em que se lhe esquiva só pode abraçar o vazio, o caos, a inactividade, o suicídio, o nada. (…)A crença na Ciência e na Técnica é certamente uma das pequenas crenças das religiões contemporâneas
Buddha dizia que havia 100% de doentes mentais. O número de doenças mentais cresce sem cessar, todos estamos doentes, porque não existe uma anátomo-patologia para as justificar nas doenças dos corpos Quânticos. Apareceram os especialistas em acompanhamento filosófico, “Mais Platão, Menos Prozac”. ([iii])  
F. Pessoa, depois de chamar à Justiça «a mais estúpida das ilusões», deu pistas: «temos estes pobres homens acreditando ainda no dogma cristão do livre arbítrio; julgam que um Homem é livre, quando a primeira coisa que a ciência aponta é que um Homem é escravo; julgam que podem alterar a face da natureza humana e acabam com o velho Homem humano – porco, sensual, estúpido, patriota e proprietário...»·([iv])
A vida não é a reencarnação do Ser. É a reencarnação do Eu Temporal, por efeito das qualidades dos Karmas que nos amarram à «roda do Destino» da vida e morte temporal. Os Karmas Nemesis reencarnam. A Evolução faz-se entre os dois Egos, os dois Gémeos: o Ego inferior da Personalidade (Caim, Rómulo), o mortal, perecível; e o Ego Superior, o imortal, Imperecível (Abel, Remo).
O Ev. da Vida Perfeita, The Gospel of the Holy Twelve, foi trazido de um mosteiro tibetano para o Ocidente, pelo Reverendo Gider J. R. Ousley, 1892, é o Evangelho dos vegetarianos. Jesus considerou ilegítimos os sacrifícios animais e falhada a boa-vontade, usou a força, para nos ensinar que o Mal se extingue pela força activa, imperativa contra o Mal, reestruturando a sociedade. ([v])
O vegetarianismo de Jesus é uma forma de transubstanciação, com objectivos analógicos ao sacramento da comunhão. Quando come o bife já pensou que isso o torna”denso”, animal e pouco Homo?! O Evangelho da Vida Perfeita mostra que a Igreja amputou o seu Mestre naquilo que não queria fazer.
Recusem o sofrimento desnecessário. Cozinhar iguarias vegetarianas, deliciosas, sem os efeitos nocivos à Vida e à saúde física e mental, degradada pelo alimento feito de dor. Servir pratos agradáveis, difundir a cozinha vegetariana!
A Hierarquia de Compaixão, o Governo Interno do Mundo, substituiu os grosseiros sacrifícios animais pela dádiva na cruz que representa os dois Mundos da Evolução – Temporal e Espiritual –, e pelos sacramentos: comer o corpo de Cristo e beber o seu sangue, a transubstanciação.
As Três Distinções do Ser reflectem-se nas Três Almas da Humanidade: Crística, Humana, Natural. A conquista da Liberdade não é, seguramente, a de revolucionários ideólogos sem Sabedoria, de partidos políticos. Há três Distinções do Divino que originaram os Sete Raios de Luz, Sete Poderes (Trombetas), Sete Planos em Três Mundos: da Mónada, do Eu Superior e Personalidade. O Universo é um paradigma chamado a Árvore da Vida com Dez Poderes (Sephiroth).
Os Três Mundos do Ser, da Fé, Esperança e Caridade (S. Paulo) e as suas transversais ou fronteiras, tanto podem ser vistos no sentido descendente ou no ascendente! A transversal da Fé ou sentimento é «a casa de Deus». Sentimento do Lat. «Sententia» é ciência, prudência, Sofia. A Ética do Gr. Éthos significa também residência, morada. A nossa Qualidade é a do Ser Divino que nos habita. O Direito só é válido se houver Leis Éticas que não podem ser infringidas. Se a sociedade duvida da existência de Leis Divinas fica reduzida ao direito de regulamentos, normas para se defender da repressão, em que os X Princípios Fundamentais, os Decálogos religiosos são substituídos por regulamentos, que os poderosos não cumprem e os outros, por imitação, tendem a safar-se pela letra de códigos.
«A maioria dos homens, Símias, imaginam que, quando não se sente prazer (...) não vale a pena viver, não se andando longe de estar morto quando não se tem qualquer cuidado com os comprazimentos corporais. (...) Mas a alma nunca raciocina melhor do que quando nada a perturba, nem o ouvido, nem a vista, nem a dor, nem qualquer prazer, mas, pelo contrário, quando se isola mais completamente em si mesma, mandando passear o corpo e rompendo, tanto quanto se consegue, todo o tráfico e todo o contacto com ele para tentar captar o real.» Platão.  ([vi])
A América do Norte é a zona geográfica onde está a formar-se a 6ª Sub-Raça da 5ª Raça Ariana  ([vii]), que incluirá todos os homens de todas as raças que possam activar os «poderes» da intuição na perspectiva das emoções (Kama). A actual «variedade de superstições tende a desaparecer de dia para dia, fundindo-se numa religião única, que parece muito mais racional do que as outras.» ([viii])  
Direito à Felicidade é o direito de ser ensinado desde a nascença em Religião-Ciência, através do ”leite materno”, para ser protegido do império da superstição. Os Gregos esclarecidos por Ciência e Ética viam o Cristianismo como superstição. «Tudo indica que o Império se ocupou apenas de reprimir e conter uma “superstitio nova ac malefica”, uma religião não reconhecida que perturbava a ordem pública. (...) Em 202 (Septímio Severo, fiel de Apolónio-Cristo), promulga um édito que proíbe o proselitismo, quer judaico, quer cristão (...) o regime de interdição é completado pela interdição da propaganda e do proselitismo.»  ([ix])  
O estabelecimento da Ciência (Newton, 1642-1727) representa a Força do 7º Raio através do Iluminismo do séc. XVIII: iluminar a vida, libertar da Ignorância e Superstição igrejista. Criou a necessidade de iluminar as ruas o que levou à luz eléctrica, mas também as almas, Instrução pública, o Naturalismo que gerou Darwin, a Revolução política da Estátua da Liberdade que nasceu da Revolução (1789-99), a Revolução Industrial Inglesa. No sXVIII apareceu na Europa o Iluminismo profano, a ruptura com os igrejismos cristãos acusados de ignorância e superstição, que era preciso erradicar apoiado na Ciência, em Newton, nos utilitaristas de Stuart Mill, no racionalismo de Adam Smith, em Inglaterra, e Voltaire, em França.


[1] Porquê Karma-Nemesis e não apenas Karma, causa e efeito? Porque Nemesis é a cólera Cósmica contra o orgulho, o egoísmo, a impiedade. É o Karma da Qualidade ou Ética. No Mito do V Império vertido em Cartas Cabalistas, vemos acima do carro das conquistas ou descobertas do Poder Divino material, e das bênçãos eucarísticas do hierofante, o Poder Divino Espiritual, que desperta Sofia, Ciência, da Magia do Poder do Amor.
[2] Encontram referências à Vida Elemental, ao facto da criança ser apenas consciência dévica ou elemental e não poder ser educada e instruída do mesmo modo que será após os 5 ou 7 anos, quando a consciência humana ocupar as formas. A relação com as «Sabinas»!



[i]     Platão. O Banquete. Fedro. Apologia de Sócrates. Critón. Colecção Os Grande Filósofos. Ed 70. 2008, Fedro, pág. 182
[ii]     The Geeta. Trad. Shri Purohit Swâmi. Ed. Faber & Faber.
[iii]    Lou Marinoff. Mais Platão, Menos Prozac! Ed. Presença 2001
[iv]    Fernando Pessoa. Sobre Portugal. Recolha de Textos, Org. Joel Serrão. Ed. Ática.
[v]     H. Álvares da Costa. Os Evangelhos dos Essénios. Portugal Teosófico. N º 77, 2000
[vi]    Platão. Diálogos III. Pub. Eur. Am., p. 79
[vii]   Francis Bacon. Nova Atlântida. Ed. Minerva. A Utopia da próxima 6ª Raça Raiz.
[viii] Tomás Morus. A Utopia. Guim. Ed., p. 160
[ix]    Marcel-Simon-André Benoit. Le Judaísme et le Christianisme antique. Ed. PUF

terça-feira, 14 de abril de 2020

Idade de Ouro. A Unidade Trinitária de Adam. As Sete Inteligências


As teorias científicas, ao copiarem o modelo religioso, moldam os factos à estrutura da mente. Veja-se o transporte de animais de abate e o modo cruel como são tratados. A viagem das vacas e as torturas e crueldades que sofrem até serem mortas, do modo mais desumano, deixa-nos aterrados. Quem faz aquilo a uma vaca não pode ser Espiritual – nem instruído, nem educado. O modo de vida cruel foi estimulado pela religião no poder – tudo o que existe é para ser explorado! Ficamos com a «impressão» de que a humanidade precisa do sofrimento e da crueldade para evoluir e tem a vida de infelicidade, doença e sofrimento, solidão, remorso, uma plêiade de complexos da psique, em «guerra» no inconsciente.
O Homo natural formou-se no início da vida na Terra a partir das ínfimas vidas ardentes”, construtoras e destruidoras da vida, anabolismo e catabolismo, em equilíbrio, que permitem a renovação incessante das substâncias, em ciclos ordenados; qualquer desequilíbrio perturba a vida. Esse Homo Temporal nasce no ponto mais baixo, entre opostos (Eros e Tanatos) de vida e não-vida.
Freud disse isso mas sem ir às causas! O Caminho Espiritual não é vencer outros mas a si mesmo, não leva ao sucesso social e causará dificuldades aos que o ignoram e vivem das «dependências» da «bioquímica comportamental». O ébrio de desejos gosta que as religiões sejam falsas porque o alijam de todas as responsabilidades. Não usem o «falar ao coração» como «droga» sem Ciência.
A primeira Raça Humana era de «corpo unicelular» apenas astral/etérico, ou Físico I. Era um campo de ressonância circular gigantesco, herdado da Cadeia anterior, a Lunar. Era uma imagem Divina de 50 metros, sem mental e sem corpo denso, as poderosas «Rodas» da Tradição espiritual, geradas nos primórdios da Vida e que apenas se concretizaram no Período Devónico, em Esoterismo há 150 milhões de anos, tempo mais curto do que a Ciência ortodoxa. Foi no tempo dos bivalves que o Homo completou o seu núcleo, a primeira célula. Os peregrinos levavam a concha da Vieira, que tinha, pelo «link», elo, o valor mágico de retorno à origem do Homo. Os bivalves são uma evolução do Devónico, da Era Primária. ([i])
Os seus Sete tipos (sub-raças) foram gerados pela Vontade dos nossos Pais (Pitris) da Cadeia Lunar. Ela reproduz-se por partenogénese, divisão ao meio. O duplo-astral é assim chamado por ter luz própria. É o núcleo de vida ao redor do qual se gerou a Personalidade, o Quaternário de Corpos Temporais. Em cada nova Raça (vamos na 5ª Raça) repete-se a génese do Homo Temporal: o Ser Divino (Manu) que traz a Vida à Manifestação espécies e Continentes tem de a dotar do duplo-astral e sobre ele gerar e, depois activar, as outras «camadas» do Homo. Por herança Divina ficámos Homens completos temporais, espirituais e divinos.
Podemos destruir o Homo temporal, nunca a Herança Divina, o Homo Espiritual, o Eu Superior e o Filho de Deus, o Divino, a Mónada que em nós habita! A Antropogénese e as Espécies dela emanadas fez-se por degraus: Raças e Sub-raças. A Utopia Divina foi o nascimento do Homo cretaceus, algo que existiu e perdemos; não é um sonho do futuro, é uma memória ainda viva. ([1])
Mudar de ideias sem mudar de substâncias nada muda. Endireitar os caminhos do Senhor é limpar as Substâncias! Jesus disse: quem estiver perto de mim está perto da chama (purificadora de Karma), o Fogo Divino purificador.
Qual é a Filosofia que os Romanos aceitaram para fundar a Civilização Ocidental? - A Filosofia Estóica. Em 310 Zenão de Cício (332 AC–262 AC) e outros instituíram em Atenas uma Escola de Filosofia onde eram ensinados alguns princípios da Trino-Sabedoria, sintetizada pelos Mestres de Sabedoria. É importante por a Filosofia Estóica, Filosofia do Pórtico (Stoa em Grego), ser a filosofia que permite «bater» à porta ou pórtico, que relaciona o Eu inferior (da caverna) com o Eu Superior, da Luz. Ainda não vi um estudo comparativo entre a Filosofia Estóica, da Porta (Stoa de Jano, de Serápis), e a Filosofia do Dharma, de Krishna, no Gitâ.
O Estoicismo Romano foi representado por Séneca (início da Era Cristã, vítima de Nero), Epitecto (50 a 125, 130), Marco Aurélio (121-180), o Imperador Filósofo. As verdadeiras imagens que vos indico, segundo o ensino dos Mestres, desfazem as falsas imagens que corrompem a Cultura e vos impedem de ver, por exemplo, a Filosofia do Pai-nosso.
Resumo a Filosofia Estóica coincidente com o ensino dos Mestres:
A) A Filosofia é sistemática. A palavra Systema, em Gr., significa: o mundo é um todo, deriva de um Princípio Único, não existem parcelas separadas. Cada parte (nós) é solidária com o Todo e, em consequência, há uma simpatia (um estóico) entre tudo o que existe. O Estoicismo é uma filosofia Una – ou se entende o Todo ou a Unidade Essencial do Pai-nosso nos escapa. É o Monismo Vedanta; é o sentido da Fraternidade Universal dos Mestres.
B). A Lógica Estóica é uma ciência para ensinar a pensar correctamente e assegurar a coerência das ideias, porém os Estóicos verificaram que a Verdade não pode ser encontrada nas sensações (como os epicuristas e a Ciência moderna admitem) nem nas proposições (concepção aristotélica), mas nas representações. Elas diziam que as almas pouco evoluídas tendem a fixar-se em representações falsas, o «sage», o cientista de hoje, tem de as iniciar na árdua procura das representações ou imagens justas. ([2])
C). O mundo não é governado por um Deus mas é o próprio Deus. Esta é a experiência da Sabedoria Antiga dos Mestres: «nada acontece na Natureza que seja contra a razão; as monstruosidades, a doença, o sofrimento e a morte, só aparentemente são males»: o filósofo holista, reconhece a ordem universal, tal como uma parte de um quadro só faz sentido se a relacionarmos com o todo. ([ii])
D). A «multiplicidade das qualidades» é produzida e mantida por um fluxo e refluxo que se estende primeiro do centro para os limites exteriores, depois quando atinge a superfície extrema, retorna sobre si próprio. Teoria da expansão e retracção do Universo! Uma teoria certa na generalidade, não na especialidade.
«Os Estóicos quiseram que a virtude e a felicidade fossem acessíveis a todos; eles quiseram que o fosse neste mundo (...). Mas é necessário para isso que o mundo em que vivemos seja o mais belo e o melhor possível, que não se oponha a um mundo superior (...)», diz Rodier na citada História da Filosofia, de Châtelet. Eles falavam do Eu Superior.
«Zenão promulga que a antiga ideia da Humanidade, em cuja valorização ética dos homens se não conhecem diferenças de classes sociais, nem de povos (inclusive no tocante a escravos ou bárbaros). (...) Zenão entende por virtude: a justiça, a inteligência, a valentia. Para ele o mundo é belo e cheio de possibilidades reais.» «A alma humana é uma parte da alma da própria alma da divindade...»
Os Estóicos procuram distinguir entre o que depende e não depende de nós, por outras palavras, entender o que é Karma fixo e o Karma possível de mudar, adoptando uma vida de rectidão e indiferença a suscitações de fora. Eles sabem que: «Assim o Homem será livre até na servidão, pois só há uma verdadeira servidão no império das paixões, do qual ele se libertou; ele será feliz mesmo naquilo a que a opinião chama, impropriamente, infelicidade.» Esta é a circuncisão do coração, o abandono da dependência dos sentidos e da bioquímica dos afectos.
Há conceitos filosóficos Romanos a recuperar: Pietas, a obediência aos superiores terá se ser substituída pela obediência ao Eu Superior que pode estar presente na mente temporal; Homonoia, a «família humana», herdado de Alexandre que queria instituir o Império de todos os povos da Terra, é possível com a globalização, o Holismo, o todo está contido em cada parte; Oikouminé, toda a terra habitada, pensar na terra como um Todo; Kosmopolites ou Kosmopolitai (plural), cidadão do mundo, o mundo como «cidade de Deus» uma antiga referência à humanidade; Autárkes, o que se basta a si-próprio que era uma auto-realização espiritual de início, reflectiu-se na concepção do autarca e autarquia «espiritual».
Os Três símbolos da Estátua da Liberdade são a Trino-Sabedoria: a Coroa, o Facho de Luz e a Lei Divina. HPB usou o termo Trino-Sofistas, os da verdadeira Libertação. (CW 11, p.272). Trino-Sofia não é revoluções políticas. A «Ciência da Estátua da Liberdade», «Estátua da Ciência Religiosa», foi dada ao mundo como caminho de auto-realização. Criaram uma porta de esperança na América, no “novo mundo” de oportunidades, da 6ª Sub-Raça Ariana, e da 6ª Raça, e colocaram à entrada de New York um símbolo que diz o que é necessário saber! A Estátua da Liberdade é a Estátua da Verdade, a que os sábios da Antiguidade chamavam as Três Supremas, as Três Cognições, o símbolo da Santíssima Trindade.
O Eterno manifestado em Sete Raios de Luz e de Som, Sete Trombetas dos Anjos, da Substância do Universo que, na Unidade do Ser, da Libertação. ([iii])
F. Pessoa e os estudantes de Ciência Espiritual, não aceitam a revolução política: o grupo da revolução tem «a mesma mentalidade e carácter que o grupo que essa revolução derruba e substitui. A revolução é um modo violento de deixar tudo na mesma. Fazem revoluções os incapazes de reformar que desde a Revolução Francesa (…) com as ideias de liberdade, de igualdade e de fraternidade, como as têm entendido desde Babeouf aos bolchevistas, não são mais que restos laicos da ideologia cristã.» Admiro como F. Pessoa viu isso, no seu tempo.
O Cosmos manifesta-se através de Sete Poderes ou Raios, os Sete Raios da Coroa Divina, o Menorah, sete velas, dos Judeus, pelas Sete Trombetas do Apocalipse (a matéria é vibração, Som). Uma Coroa é uma representação simbólica do Divino Manifestado. São os Sete Espíritos ante o Trono Divino, as Sete Qualidades do Ser. As Sete Forças, os Raios de Luz, à direita, e as Trombetas, equivalentes, à esquerda, as Vibrações de Luz e de Som. ([iv])
A Estátua da Liberdade ensina que não há Liberdade de pensamento, como liberdade de opinião. No dicionários é: juízo ou crença formada sem dados; um sentimento maior do que conhecimento positivo. Isto não é Ciência.


[1] Sabedoria não é só de ler mas “comer”, assimilar na alma a Substância de Saber: Abri a boca e ele fez-me engolir o livro dizendo-me: Filho do Homo, alimenta-te e sacia-te com este rolo que te dou.... era tão doce como mel.” (Ezequiel 2). A imagem de comer o livro significa que não foi lido mas assimilado como parte do Homo. A vida após a morte é longa (média, doze vezes a biológica). Na vida física, os mais egoístas ocupam o poder; após a morte, não há misturas, nem falsa igualdade, cada um ocupa o lugar equivalente ao peso das Substâncias das almas, se for denso vive entre os piores e é inconsciente nos níveis espirituais. A morte tem efeito de “densímetro”: separa e hierarquiza as almas pelas qualidades espirituais (peso das substâncias subtis). Que é o inferno? Como há duplos astrais das coisas materiais e os de maior densidade ficam em baixo na superfície da Terra ou nos submundos, o inferno corresponde aos lugares degradados e às entidades mais horrorosas.
[2] Tendo as grandes Religiões uma origem única são formuladas segundo a Árvore da Vida. Não é desejável uma religião universal de afectos, sem a tornar Inteligível por Ciência.



[i]     Daniel C. Dennett. A Ideia Perigosa de Darwin. Evolução e sentido da vida. CL 1995
[ii]     François Châtelet. A História da Filosofia. Ed. CL. 4 Vol.
[iii]    R. T. Wallis. Neoplatonism. Ed. Bristol Classical.
[iv]    Dicionário Houssais da Língua Portuguesa: para os Antigos e Neoplatónicos, Hipóstases eram as Três Substâncias Fundamentais do Mundo Inteligível; a Trindade.