terça-feira, 14 de abril de 2020

Idade de Ouro. A Unidade Trinitária de Adam. As Sete Inteligências


As teorias científicas, ao copiarem o modelo religioso, moldam os factos à estrutura da mente. Veja-se o transporte de animais de abate e o modo cruel como são tratados. A viagem das vacas e as torturas e crueldades que sofrem até serem mortas, do modo mais desumano, deixa-nos aterrados. Quem faz aquilo a uma vaca não pode ser Espiritual – nem instruído, nem educado. O modo de vida cruel foi estimulado pela religião no poder – tudo o que existe é para ser explorado! Ficamos com a «impressão» de que a humanidade precisa do sofrimento e da crueldade para evoluir e tem a vida de infelicidade, doença e sofrimento, solidão, remorso, uma plêiade de complexos da psique, em «guerra» no inconsciente.
O Homo natural formou-se no início da vida na Terra a partir das ínfimas vidas ardentes”, construtoras e destruidoras da vida, anabolismo e catabolismo, em equilíbrio, que permitem a renovação incessante das substâncias, em ciclos ordenados; qualquer desequilíbrio perturba a vida. Esse Homo Temporal nasce no ponto mais baixo, entre opostos (Eros e Tanatos) de vida e não-vida.
Freud disse isso mas sem ir às causas! O Caminho Espiritual não é vencer outros mas a si mesmo, não leva ao sucesso social e causará dificuldades aos que o ignoram e vivem das «dependências» da «bioquímica comportamental». O ébrio de desejos gosta que as religiões sejam falsas porque o alijam de todas as responsabilidades. Não usem o «falar ao coração» como «droga» sem Ciência.
A primeira Raça Humana era de «corpo unicelular» apenas astral/etérico, ou Físico I. Era um campo de ressonância circular gigantesco, herdado da Cadeia anterior, a Lunar. Era uma imagem Divina de 50 metros, sem mental e sem corpo denso, as poderosas «Rodas» da Tradição espiritual, geradas nos primórdios da Vida e que apenas se concretizaram no Período Devónico, em Esoterismo há 150 milhões de anos, tempo mais curto do que a Ciência ortodoxa. Foi no tempo dos bivalves que o Homo completou o seu núcleo, a primeira célula. Os peregrinos levavam a concha da Vieira, que tinha, pelo «link», elo, o valor mágico de retorno à origem do Homo. Os bivalves são uma evolução do Devónico, da Era Primária. ([i])
Os seus Sete tipos (sub-raças) foram gerados pela Vontade dos nossos Pais (Pitris) da Cadeia Lunar. Ela reproduz-se por partenogénese, divisão ao meio. O duplo-astral é assim chamado por ter luz própria. É o núcleo de vida ao redor do qual se gerou a Personalidade, o Quaternário de Corpos Temporais. Em cada nova Raça (vamos na 5ª Raça) repete-se a génese do Homo Temporal: o Ser Divino (Manu) que traz a Vida à Manifestação espécies e Continentes tem de a dotar do duplo-astral e sobre ele gerar e, depois activar, as outras «camadas» do Homo. Por herança Divina ficámos Homens completos temporais, espirituais e divinos.
Podemos destruir o Homo temporal, nunca a Herança Divina, o Homo Espiritual, o Eu Superior e o Filho de Deus, o Divino, a Mónada que em nós habita! A Antropogénese e as Espécies dela emanadas fez-se por degraus: Raças e Sub-raças. A Utopia Divina foi o nascimento do Homo cretaceus, algo que existiu e perdemos; não é um sonho do futuro, é uma memória ainda viva. ([1])
Mudar de ideias sem mudar de substâncias nada muda. Endireitar os caminhos do Senhor é limpar as Substâncias! Jesus disse: quem estiver perto de mim está perto da chama (purificadora de Karma), o Fogo Divino purificador.
Qual é a Filosofia que os Romanos aceitaram para fundar a Civilização Ocidental? - A Filosofia Estóica. Em 310 Zenão de Cício (332 AC–262 AC) e outros instituíram em Atenas uma Escola de Filosofia onde eram ensinados alguns princípios da Trino-Sabedoria, sintetizada pelos Mestres de Sabedoria. É importante por a Filosofia Estóica, Filosofia do Pórtico (Stoa em Grego), ser a filosofia que permite «bater» à porta ou pórtico, que relaciona o Eu inferior (da caverna) com o Eu Superior, da Luz. Ainda não vi um estudo comparativo entre a Filosofia Estóica, da Porta (Stoa de Jano, de Serápis), e a Filosofia do Dharma, de Krishna, no Gitâ.
O Estoicismo Romano foi representado por Séneca (início da Era Cristã, vítima de Nero), Epitecto (50 a 125, 130), Marco Aurélio (121-180), o Imperador Filósofo. As verdadeiras imagens que vos indico, segundo o ensino dos Mestres, desfazem as falsas imagens que corrompem a Cultura e vos impedem de ver, por exemplo, a Filosofia do Pai-nosso.
Resumo a Filosofia Estóica coincidente com o ensino dos Mestres:
A) A Filosofia é sistemática. A palavra Systema, em Gr., significa: o mundo é um todo, deriva de um Princípio Único, não existem parcelas separadas. Cada parte (nós) é solidária com o Todo e, em consequência, há uma simpatia (um estóico) entre tudo o que existe. O Estoicismo é uma filosofia Una – ou se entende o Todo ou a Unidade Essencial do Pai-nosso nos escapa. É o Monismo Vedanta; é o sentido da Fraternidade Universal dos Mestres.
B). A Lógica Estóica é uma ciência para ensinar a pensar correctamente e assegurar a coerência das ideias, porém os Estóicos verificaram que a Verdade não pode ser encontrada nas sensações (como os epicuristas e a Ciência moderna admitem) nem nas proposições (concepção aristotélica), mas nas representações. Elas diziam que as almas pouco evoluídas tendem a fixar-se em representações falsas, o «sage», o cientista de hoje, tem de as iniciar na árdua procura das representações ou imagens justas. ([2])
C). O mundo não é governado por um Deus mas é o próprio Deus. Esta é a experiência da Sabedoria Antiga dos Mestres: «nada acontece na Natureza que seja contra a razão; as monstruosidades, a doença, o sofrimento e a morte, só aparentemente são males»: o filósofo holista, reconhece a ordem universal, tal como uma parte de um quadro só faz sentido se a relacionarmos com o todo. ([ii])
D). A «multiplicidade das qualidades» é produzida e mantida por um fluxo e refluxo que se estende primeiro do centro para os limites exteriores, depois quando atinge a superfície extrema, retorna sobre si próprio. Teoria da expansão e retracção do Universo! Uma teoria certa na generalidade, não na especialidade.
«Os Estóicos quiseram que a virtude e a felicidade fossem acessíveis a todos; eles quiseram que o fosse neste mundo (...). Mas é necessário para isso que o mundo em que vivemos seja o mais belo e o melhor possível, que não se oponha a um mundo superior (...)», diz Rodier na citada História da Filosofia, de Châtelet. Eles falavam do Eu Superior.
«Zenão promulga que a antiga ideia da Humanidade, em cuja valorização ética dos homens se não conhecem diferenças de classes sociais, nem de povos (inclusive no tocante a escravos ou bárbaros). (...) Zenão entende por virtude: a justiça, a inteligência, a valentia. Para ele o mundo é belo e cheio de possibilidades reais.» «A alma humana é uma parte da alma da própria alma da divindade...»
Os Estóicos procuram distinguir entre o que depende e não depende de nós, por outras palavras, entender o que é Karma fixo e o Karma possível de mudar, adoptando uma vida de rectidão e indiferença a suscitações de fora. Eles sabem que: «Assim o Homem será livre até na servidão, pois só há uma verdadeira servidão no império das paixões, do qual ele se libertou; ele será feliz mesmo naquilo a que a opinião chama, impropriamente, infelicidade.» Esta é a circuncisão do coração, o abandono da dependência dos sentidos e da bioquímica dos afectos.
Há conceitos filosóficos Romanos a recuperar: Pietas, a obediência aos superiores terá se ser substituída pela obediência ao Eu Superior que pode estar presente na mente temporal; Homonoia, a «família humana», herdado de Alexandre que queria instituir o Império de todos os povos da Terra, é possível com a globalização, o Holismo, o todo está contido em cada parte; Oikouminé, toda a terra habitada, pensar na terra como um Todo; Kosmopolites ou Kosmopolitai (plural), cidadão do mundo, o mundo como «cidade de Deus» uma antiga referência à humanidade; Autárkes, o que se basta a si-próprio que era uma auto-realização espiritual de início, reflectiu-se na concepção do autarca e autarquia «espiritual».
Os Três símbolos da Estátua da Liberdade são a Trino-Sabedoria: a Coroa, o Facho de Luz e a Lei Divina. HPB usou o termo Trino-Sofistas, os da verdadeira Libertação. (CW 11, p.272). Trino-Sofia não é revoluções políticas. A «Ciência da Estátua da Liberdade», «Estátua da Ciência Religiosa», foi dada ao mundo como caminho de auto-realização. Criaram uma porta de esperança na América, no “novo mundo” de oportunidades, da 6ª Sub-Raça Ariana, e da 6ª Raça, e colocaram à entrada de New York um símbolo que diz o que é necessário saber! A Estátua da Liberdade é a Estátua da Verdade, a que os sábios da Antiguidade chamavam as Três Supremas, as Três Cognições, o símbolo da Santíssima Trindade.
O Eterno manifestado em Sete Raios de Luz e de Som, Sete Trombetas dos Anjos, da Substância do Universo que, na Unidade do Ser, da Libertação. ([iii])
F. Pessoa e os estudantes de Ciência Espiritual, não aceitam a revolução política: o grupo da revolução tem «a mesma mentalidade e carácter que o grupo que essa revolução derruba e substitui. A revolução é um modo violento de deixar tudo na mesma. Fazem revoluções os incapazes de reformar que desde a Revolução Francesa (…) com as ideias de liberdade, de igualdade e de fraternidade, como as têm entendido desde Babeouf aos bolchevistas, não são mais que restos laicos da ideologia cristã.» Admiro como F. Pessoa viu isso, no seu tempo.
O Cosmos manifesta-se através de Sete Poderes ou Raios, os Sete Raios da Coroa Divina, o Menorah, sete velas, dos Judeus, pelas Sete Trombetas do Apocalipse (a matéria é vibração, Som). Uma Coroa é uma representação simbólica do Divino Manifestado. São os Sete Espíritos ante o Trono Divino, as Sete Qualidades do Ser. As Sete Forças, os Raios de Luz, à direita, e as Trombetas, equivalentes, à esquerda, as Vibrações de Luz e de Som. ([iv])
A Estátua da Liberdade ensina que não há Liberdade de pensamento, como liberdade de opinião. No dicionários é: juízo ou crença formada sem dados; um sentimento maior do que conhecimento positivo. Isto não é Ciência.


[1] Sabedoria não é só de ler mas “comer”, assimilar na alma a Substância de Saber: Abri a boca e ele fez-me engolir o livro dizendo-me: Filho do Homo, alimenta-te e sacia-te com este rolo que te dou.... era tão doce como mel.” (Ezequiel 2). A imagem de comer o livro significa que não foi lido mas assimilado como parte do Homo. A vida após a morte é longa (média, doze vezes a biológica). Na vida física, os mais egoístas ocupam o poder; após a morte, não há misturas, nem falsa igualdade, cada um ocupa o lugar equivalente ao peso das Substâncias das almas, se for denso vive entre os piores e é inconsciente nos níveis espirituais. A morte tem efeito de “densímetro”: separa e hierarquiza as almas pelas qualidades espirituais (peso das substâncias subtis). Que é o inferno? Como há duplos astrais das coisas materiais e os de maior densidade ficam em baixo na superfície da Terra ou nos submundos, o inferno corresponde aos lugares degradados e às entidades mais horrorosas.
[2] Tendo as grandes Religiões uma origem única são formuladas segundo a Árvore da Vida. Não é desejável uma religião universal de afectos, sem a tornar Inteligível por Ciência.



[i]     Daniel C. Dennett. A Ideia Perigosa de Darwin. Evolução e sentido da vida. CL 1995
[ii]     François Châtelet. A História da Filosofia. Ed. CL. 4 Vol.
[iii]    R. T. Wallis. Neoplatonism. Ed. Bristol Classical.
[iv]    Dicionário Houssais da Língua Portuguesa: para os Antigos e Neoplatónicos, Hipóstases eram as Três Substâncias Fundamentais do Mundo Inteligível; a Trindade.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Porque é necessária a Circuncisão do Coração, da Emoção Sensual



Ao despertar uma qualidade superior vemos a unidade do que parece disperso e há o entusiasmo da descoberta (conversão de matéria em energia). Saber não é uma memória é uma Força, sinal de ter reconhecido a Verdade, porque ela própria cria o «órgão» que permite ver a Verdade que se comprova a si-mesma 
É o conceito Grego de Thymós, a que Platão chamou força de ânimo, Hegel, o reconhecimento, ser apreciado em função de valores, Rousseau “o amor-próprio”, Hamilton “o valor da fama”, Bergson “élan vital”, os cristãos paixão, afastando-se de Vacláv Havel, com uma definição precisa: «a capacidade crítica, dignidade, sentido de rectidão.» Para este poeta e político, a recusa de Thymós é; «a relutância generalizada das pessoas orientadas para o consumo em sacrificarem determinadas benesses materiais em nome da própria integridade moral e espiritual.»


Que energia (Thymós) se liberta quando contactamos a Inteligência Espiritual, de cima! Sem a Força de Thymós, o Ego estagna, não Evolui. Timia é Força evolutiva! Não se Liberta pelo Espírito sem transformar a Substância da Alma (Lat. Res, Gr. Ousia). Libertar reporta-se às dependências dos sentidos e desejos.
“Circuncidai pois o prepúcio do vosso coração.” Deut. 10:16. O prepúcio é o «feminino» (grandes lábios) no pénis. Os Antigos receavam o contágio emocional e extirpavam o feminino do pénis, para renunciar à emoção feminina de Queda, difícil de conter. A circuncisão do coração foi convertida em circuncisão física, uma mostra da fraqueza e debilidade da mente humana.
As casas dos Romanos ainda eram assaltadas por criaturas do Hades, do mundo inferior, e havia o risco de atacarem e matarem as crianças; havia rituais de afastamento dos «espíritos malignos». Os Romanos chamavam-lhes lémures ou larvas. Em Esoterismo, o termo larva significa as «cascas» astrais (Klippoths), restos de corpos não recomendáveis, substâncias cônscias nocivas.
Os fenómenos do tipo «poltergeist», em alemão, espírito ou entidade ruidosa, violenta, ocorrem mais na presença de homens mentalmente perturbados, de mente sensual, mulheres mergulhadas em psiquismo inferior, crianças ou homens mediúnicos, ou animais sensíveis, vaca, cavalo, cão, gato, entes cuja psique tem acesso ao «portal» entre o Atómico e o Quântico. Hoje manifestam-se em estalidos nas casas, às vezes fortes. A evolução da mente científica tornou-a mais «imune» a influências dos mundos inferiores, o «portal» impede passagens.
Nos relatos Bíblicos, a maioria dos milagres do Mestre foi libertar pessoas do controlo dos chamados «demónios». O mesmo se faz nas sessões Espíritas.
Um risco de abordar a Religião pelo lado dos afectos é centrarem-se nos mundos inferiores, reactivarem as perigosas influências das «larvas» em corpos mais longevos, todavia, mais mortais sem cultura Espiritual. Sempre que na Natureza há uma acção potencial de forças destrutivas há, ao lado, os poderes benignos e em Roma havia uma devoção aos génios, que correspondiam aos «anjos da guarda», e aos «Penates» ou «Lares», os protectores da casa, formas de Devas, Anjos. Outros são os «Numine» dos Romanos, o contacto com os «espíritos da Natureza» que os povos primitivos africanos, índios, usam nas magias.
Os neurocientistas sabem que a aprendizagem é a formação de novos neurónios e uma nova «organização» do cérebro». Quando ultrapassamos uma certa idade perde-se a capacidade de formar neurónios, novas sinapses e novos centros adequados a uma aprendizagem. Para quem conhece todo o Homo e não apenas o físico sabe que as relações com os corpos superiores tornam-se rígidas e o único modo de recuperar a «capacidade de aprendizagem» é morrer para ter acesso a um novo Quaternário da personalidade, se nascer em «tempo favorável». Nunca alguém disse que a falta de Educação ou Instrução na idade própria, leva à incapacidade definitiva de desenvolver os Dez Talentos da Mente, que ficam atrofiados.
A Instrução ou se faz à nascença ou perde-se (quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita). Os Mestres dizem que após certa idade, ou se passar fome, o poder embriogénico primordial perde-se porque afecta a capacidade espiritual dos corpos. O treino precoce em Religião-Ciência melhora os talentos da mente. O Caminho Espiritual ou do Senhor (Eu Superior) é oposto ao Caminho do Mundo, que leva à violência, egoísmo, falta de sensibilidade para o sofrimento



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A Verdade Cria o Órgão de Saber e Purifica-o. O Erro Desorganiza-o


O darwinismo nasce como oposto aos dogmas religiosos, e veio a ser o erro dos dogmas científicos. Há Evolução mas não na forma como Darwin a concebeu por análises naturalistas de fósseis e do inexplicável no Plano Físico. A Evolução não é apenas das Espécies é de tudo, incluindo a própria Matéria das coisas e Substâncias inteligentes do corpo físico e dos subtis das três almas que temos. Sugerir que Cristo ou Buddha não conhecem, directamente, o Homo e o Cosmos, é uma agressão por falta de inteligência espiritual, e outros défices.
O Homo ao operar a ligação ao Eu Superior, do Reino de Deus, passa a ter a lei escrita no coração e no entendimento e desenvolve aquilo que está acima dos sentidos físicos. O Homo é potencialmente Buddha ou Cristo, se evoluir nos Sete Reinos da Natureza, para se abrir «à Herança» do Reino de Deus em si. Os maus religiosos, cientistas e espiritualistas (apegados ao poder da crença) dão falsos testemunhos (IX Mandamento), sem Sabedoria. «Em vão me honram ensinando dogmas...» Marcos 7:7. Se o católico fosse sensato lia esta observação: jamais dependerei de dogmas e aceitarei apenas o universal religioso experimental.
O Evangelho (Ev.) de Tomé começa sempre por Jesus disse. Jesus é critério de Verdade, para qualquer religião. Aos versículos do Ev. Tomé chamam-nos Lógia, relação com Logos, o Divino; as palavras de Jesus têm o Poder, Ética e Ciência do Logos, do Divino, e o que o Mestre diz não se compara a humanos.
O discernido segue a regra: o Mestre disse e eu vou investigar. Os Gregos tinham um nome para isso, Phêsi, que significa: Ele, o Mestre, disse. Era critério suficiente, se fosse analógico do universal. As superstições do cego, surdo e coxo, desqualificam a prática do Phêsi, no cientista que vê em Phêsi a sua ignorância. Efésio, o ensinado pelo Mestre. Quando lerem a Epístola aos Efésios, saibam que é reverenciar os Mestres, com factos de prova, a quem for capaz de Verdade.
A evolução é da “roupa” (Sânscrito rupa, corpo, substância) a que os Antigos chamaram em Lat. Res”, em Gr. Ousia”. A Sabedoria por fora é uma chave dos corpos (roupa, res, ousia) para a Sabedoria do Ser. Se a chave for certa, abre a porta; se não for certa, não abre e deforma a chave que fica inoperacional. Temos uma humanidade na rua, «sem chave»!
Os caminhos exteriores servem para descobrir o Caminho Interior, que começa pelo desenvolvimento da mente objectiva. Não é o Ser que vê e cria imagens, sons, impressões tácteis, são os corpos, o físico e os da alma natural, que evoluem. O Ser, que é uma Centelha do Ser Divino, é o Eterno que aguarda a perfeição dos corpos para se poder revelar! Os eruditos de delicadas roupas, como diz Jesus, evoluem contra o Ser e, sem ”chave”, não conhecem a Verdade, e têm uma vida dolorosa por não terem acesso à Verdade purificadora de Karma. Ev. Tomé L 78. Quando a Humanidade tem corpos mais treinados mas não tem acesso ao Espírito ou Espiritual desses corpos, torna-se perigosa. Por outras palavras, a Ciência Religiosa é tão antagónico da Ciência Materialista, não podem ignorar.
Quem ignora a Árvore da Vida, os seus Dez Poderes (3 Proposições+7 Leis) não se conhece a si mesmo, limitado às sensações e percepções dos sentidos.


O Ser Divino e os Corpos do Homo têm esta Trilogia:

  1. Sabedoria do Desígnio Divino, a Coroa ou Unidade do Ser;
  2. Sabedoria da Qualidade do Ser ou Ética, da morada de Deus – Luz;
  3. Sabedoria do Conhecimento, Sofia ou Ciência de todos os níveis e Ciência do nível físico – Som.

O Mestre detém o poder, governa, orienta, dirige, é o experimentado que sabe ser To be master of one’s self, é o Homo Total, Divino, que rege. Não é o magister, pensador de doutrinas e especulações. É o Lat. Magnum, que vem dar-nos o “testemunho” da luz verdadeira (João 1) e todos os que o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”; Magnum dá o “Espírito por medida” (de”res”). João 5:37. Magnum é o Mago.
A Sabedoria do Conhecimento, das Leis da Existência, revela as outras duas Sabedorias, só transmitidas por empatia: da Qualidade e do Amor. Comiseração ou algo do mísero, desgraçado, não é humano, é um modo incorrecto de apelar o Mestre! O Homo é a manifestação de Luz, logo, é partícula e onda, substância e campo de ressonância, na linguagem de Sheldrake. Os pólos deste campo são as duas Sabedorias funcionais – da Essência e da Existência. A terceira Sabedoria, do Poder Divino, está acima, transcende as duas Sabedorias Funcionais. As Três Sabedorias são a Raiz das Sete Leis Divinas Fundamentais, na Árvore da Vida.
As Religiões fundam-se no paradigma da Árvore da Vida, dos Dez Poderes. Em nós há Trino-Sofia se tiver a «chave» da porta, de abrir para cima e fechar para baixo, que é a Sofia, Conhecimento e a Ética, Qualidade Divina. Há diferença entre Instrução (de fora para dentro) e Educação (de dentro para fora). Bater na porta com o som certo, de Serápis (Sera, batente de porta), abre a porta.
«Podemos ficar surpreendidos em ver que a principal tarefa espiritual tem muito menos (se é que tem alguma vez) algo a ver com o culto a divindades ou adorações a vários outros seres, em vez de compreensão de nós mesmos.» (...) «Portanto, o Homem sábio deve preocupar-se a nunca fixar a si prosélitos. Ele deve sentir e ensinar que a melhor sabedoria não pode ser comunicada; deve ser adquirida por cada alma, por si mesma ([i])
O conceito de Homem Novo não se refere a uma «correcção» do Homem velho centrado na sua alma natural, mas a um Homo com outra Matéria que alcançou um ponto crítico de mudança de estado mais elevado, que lhe permite reflectir o Eu Superior. Após a morte, não há misturas de faltas de talentos. ([ii])  





[i]     Stephen Morris. Let the Fog Lift. Emerson e Krishnamurti. The Light Bearer. ST Canadá. Primavera 2003, p.30.


[ii]     Laurence Peter e Raymond Hull. O Princípio de Peter. Laurence J. Peter. O Receituário de Peter. Ed. Futura




quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O Sétimo Reino Humano abre o acesso ao Reino de Deus


Os Antigos conheciam a Evolução, os cientistas desconhecem. O darwinismo, sucedâneo do igrejismo, teorizou uma Evolução imperfeita, por falta de dados. O lado duvidoso, Origin of Species (1859) foi logo aceite, o lado positivo, The Descent of Man (1871), onde se diz que o sentido moral ou consciência é de longe o factor mais importante na Evolução, com 95 referências ao Amor, e 90 aos aspectos morais; não é aceite. Darwin sugeriu-o no modo extracurricular, querendo separar duas «verdades» a religiosa e a científica.
Não há verdades religiosas que não sejam científicas; não há verdades científicas que não devam ser, por natureza, religiosas. Nem o Criacionismo é o entendimento recto da Bíblia, nem o darwinismo é fiel à Verdade, tem erros grosseiros de Sofia. ([i])  

As primeiras causas estão acima do Plano Físico; vemos sombras da realidade e nunca a Realidade. A caverna de Platão é o símbolo dos mortos que fazem a Ciência impossível, não vêem os seus défices e recusam as ajudas dos experientes. Temos de ser conscientes da nossa limitação. Não basta citar a caverna de Platão, das sombras do Real. A Ciência das causas originais é acima do Físico. A História Integral, dos Planos superiores, é a Mestra da Vida, a vossa não é.

A ocultação da Verdade aos fracos era obrigatória. No fecho do Ciclo de Tempo, a protecção foi retirada: enfrenta a Verdade e por ela é salvo, ou morre. Quarenta biliões recusam mudar a vida, vinte biliões deles ultrapassaram o limiar de recuperação. 75% de falhas! 25% de sucesso é um péssimo resultado. A causa foi a recusa do Homo em ser Divino e se tornar inimigo do seu Pai. A Ciência materialista é uma projecção do Erro original, onde o Homo tinha tal poder que ousou substituir-se a Deus pela prática do Mal, o que o tornou poderoso mas destrutivo.

O Homo é o 7º Reino: alcançou a «Individualização» e foi-lhe dado o acesso ao Ser Divino que o habita. Sendo Divino, difere dos outros Reinos porque pode ser Consciente de si-mesmo e em si-mesmo. É uma Centelha Divina, tem um Pai Divino, tem em si Sete Qualidade Divinas, com uma que lhe é própria; não é Animal.

Neste 4º Período de Vida na Terra, o Homo desenvolve o emocional. Faltam milhões de anos para ser Emocional completo. A Teoria da Ciência Espiritual era conhecida da Tradição Antiga. Dizem que Copérnico (1543) corrigiu o erro de que a Terra não está no centro do Universo. Pitágoras e os Filósofos Divinos, em todos os tempos, ensinaram isso. Galileu, em 1632, nada trouxe de novo. Nos primórdios da Ciência cometeram a maldade de fazerem como os políticos, convenceram o povo que antes nada era sabido, tudo mau, agora a Ciência iria iluminar o Mundo. A Igreja ao promover as perseguições tenebrosas, ainda não viu o Mal activo que, na falta de bondade que o converta, só com muito sofrimento vai cessar.



[i]     David Loye. Darwin’s Lost Theory of Love. A Healing Vision for the New Century. Uma análise do 2º livro de Darwin: The Descent of Man (1871)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Adam é Três Adam. O que acontece após a morte?


Ao morrer o corpo físico, o centro da mente sobe para o duplo-astral, cruza a interface chamada “rio”, na Barca do Caronte (car de carne e de carro quaternário), do timoneiro da cabeça de falcão dos Egípcios. Para baixo, vai à autodestruição, para as Klippoths, as cascas de corpos perversos. O mau fica retido no filtro (face) e é destruído. Se alguém for só mau, nada fica de si mesmo! É como se nunca tivesse existido! Para cima, vai o aproveitável da alma natural.
Mais tarde, a alma é abandonado pelo Ser e há outra transferência e «filtração» em que só o Bem passa, do Mundo Temporal para o Espiritual. Entra-se na barca de Rá (o Sol) que é símbolo de Deus do Sistema Solar (e Apolo), o capaz de atravessar o rio da morte e «ver» a sua realidade! No processo de morte, com três mortes (1ª. Corpo, 2ª. Duplo-astral e 3ª Kama-Manas), a terceira morte é a da Alma temporal, o Eu inferior, o centro transfere-se para o Eu Superior, o Homo Espiritual. Se algum bem se fez, deixa-se o Gémeo de baixo e vive-se no Gémeo de cima. Se não houve qualquer bem a salvar, perde-se a consciência.
Para unir os Gémeos, de libertação das 84 mil emoções perturbadoras temporais. As emoções nascidas no Mundo Espiritual, e não no baixo Temporal, são mais Inteligentes e portadoras da Paz e de uma grande felicidade. Foi tão difícil que 60 anos Buddha pediu ajuda a Shankârâchârya, um Kumara de Vénus, e mais tara Cristo e aos seus Discípulos avançaram a «Ascensão». O cientista cego, surdo e coxo nunca alcançará, não poderá ter experiência dos outros Planos, nem entende.
O Homo não é um animal, há Sete Planos e três Almas e vários Veículos das almas. No Diagrama há os Sete Reinos da Natureza mais o Reino de Deus, a encontrar no próprio Homo, o Amor Divino. Sabhâ significa: casa, morada. Ser a casa de Deus, tanto como Ética do Gr. «Ethikós» é moral, costumes e «Ethos», morada. O Ser não evolui; os veículos, o ethos têm de se aperfeiçoar. ([i])
Os Sete Reinos Naturais (e não os três da ortodoxia) têm evoluções separadas mantendo entre si relações horizontais em que o Homo trinitário (de três Mundos) é o marca-passo da Evolução das Espécies. O Homo, vivo em todos os Planos, traz à Manifestação, as Eras Geológicas e o paradigma comum de Vida de cada Era. O Homo não pode ser classificado no Reino Animal, logo, há quatro Reinos visíveis. Os três Reinos precedentes ao Mineral são de Descida da Vida, em Planos Cósmicos acima do Físico, não acessíveis à Ciência dos cinco sentidos. ([1])
Não estamos apenas a corrigir a ideia de que vivemos num Plano mas em Sete e a Evolução faz-se em Cinco Planos (ou Quinas). Estes Planos constituem três Mundos do Ser distintos entre si. Além disso, havendo quatro níveis de Manifestação há um total de Sete Globos, três de Vida Descendente e três de Vida Ascendente; o intermédio é de Harmonia entre os dois movimentos.
Cada Cadeia Evolutiva de Sete Globos na Manifestação percorre os degraus das quatro perguntas naturais, Atias. A Vida evolui em Ciclos e passa toda de um para o Globo seguinte. O tempo passado fora do Planeta Terra é superior ao passado na Terra. Em Cada Ronda da Vida pela Cadeia, cada Globo recebe a Vida para evoluir: A, B, C, D, E, F, G, sendo D o único Planeta Físico visível. No Sistema Solar encontram planetas sem vida, Marte, ou pouca vida, Mercúrio, porque estão a percorrer os outros Seis Globos da Cadeia de Sete Globos.
O Ser Divino de Amor que nos habita é prisioneiro em nós, como Prometeu no Cáucaso (mental concreto), até o manifestar. Partilhamos com os nossos Pais Divinos essa Essência e Eles ficam prisioneiros em nós, da sua dádiva.
São enormes os Erros do Conhecimento de si e do Cosmos que a Humanidade precisa de corrigir para saber responder às Quatro Atias ou perguntas naturais, que a Evolução começa de cima para baixo – Inteligência, Mente e Mental. A Inteligência vem primeiro e não o corpo biológico, o último a ser formado. A Vida permanece muito mais tempo a Evoluir nos outros Quatro Planos da Evolução do que no Plano Físico. Vive mais nos Planos superiores da Terra quando aqui está ou nos Planos dos Seis outros Globos, nos períodos de inactividade da Terra. Os 60 biliões do total da Humanidade vivem cerca de dez, doze vezes mais tempo fora do Plano Físico da Terra, do que no Plano Físico. A Evolução é mais grandiosa e cheia de «promessas Divinas», do que o naturalista Darwin podia ver.


[1] Prometeu trouxe a Chama Divina e o Mental. Disse nos Planos que existem três Homens no Homo, correspondentes aos Três Mundos da Manifestação. Os nossos Pais Divinos partilharam connosco o Mental que é parte inseparável d’Eles mesmos, para sermos Homens completos. É uma dádiva pôr o mental em comum, partilhar a Substância d’Eles. Vivemos Substâncias comuns. Logo, os nossos Pais Divinos ficam”amarrados” ao Temporal, pelo Mental II ou mental concreto, enquanto necessitarmos. A metade superior, Espiritual, do mental é o racional ou abstracto; o de baixo, é o mental concreto, o Temporal. Por Amor de nós, os nossos Pais ficam presos nas trevas connosco. Cáucaso significa endurecer a mente individualizada, como na frase “Caucasum mente induere”. É a diferença entre o mental superior, Espiritual e o mental inferior ou concreto, Temporal. É preciso saber o significado dos dois mentais Gémeos, o Mental Temporal e o Mental Espiritual! Quando diz caucasiano saiba porquê. Purusha, a Centelha Divina, dos Vedas, completa o Mito de Prometeu. Purusha é «o Homo celeste»; Prakriti é a «matéria», os dois pólos.



[i]     Aquilino Ribeiro. S. Banaboião, anacoreta e mártir. Liv. Bertrand.
 

Acaso é Ilusão. Há um Desígnio Divino para os Sete Corpos do Homo


O Universo é Sete Planos. Para fazer observações objectivas é necessário despertar a mente. Existem Sete Planos Cósmicos investigados por quem despertou os órgãos de Saber nesses Planos. Pelo pólo de Ciência ou Sofia, a Grande Trombeta da Árvore da Vida (Matérias são vibrações), a Ciência dos Sete Raios e Sete Planos Cósmicos. Os anjos com trombetas representam tipos de matéria. O Real são Sete Planos, Sete Trombetas, e as causas são de cima para baixo. ([i])
Planos Cósmicos
1. Plano Adi. Raiz
2. Plano Monádico
3. Plano Átmico. Vontade
4. Plano Búdico.        
 Intuicional
5. Plano Mental superior e inferior
6. Plano Astral, Emocional
7. Plano Físico. Sensações. Biológico
Sem experiência dos Planos, o Homo comum não vê, e necessita de Mestres, referências: o Homem é complexo e «a casa do Pai tem muitas moradas» João 14:2. «O Homem tem muitas peles que cobrem a profundidade do seu coração... as peles que revestem a sua alma.» Eckhart. Existem três almas: Alma natural (Kama-Manas, emoção-pensamento 6-5); Alma humana (Buddhi-Manas, intuição-pensamento 4-5; e Alma crística (Atma-Buddhi, Vontade-Intuição 3-4).
O Homo vive nos Sete Planos Cósmicos, em Três Mundos do Ser, acessíveis a quem desenvolve os «talentos» da sua mente. Sem «talentos» da mente é inconsciente nesses Planos, ao transferir o centro de consciência «cego», é como se não existissem. A Evolução não é por Acaso, é Direccional – o Télos (Desígnio) é o Anthropos, o começo e fim da Evolução. Somos inconscientes do Ser, antes de alcançar o estádio de perfeição. Jesus curou cegos, surdos e coxos, não físicos mas das insuficiências das substâncias da mente, dos veículos da «alma».
O Homo é Sete Princípios e Sete Corpos em cinco Planos Cósmicos. ([ii]) As personalidades são constituídas por:
 
1º. Físico;
2º. Vital;
3º. Duplo-astral, a Matriz do corpo biológico, corpo de alimentos.
4º. Kama-Manas, emoção-pensamento, o núcleo da Alma Natural que recebe influências do Eu Superior; o que liga a Personalidade ao Eu Superior.
 
E os Três Níveis Espirituais do Ego Superior, o Senhor:
 
Alma Humana, Buddhi-Manas, da razão, do Filho do Homem, Corpo causal;
Alma Crística, da Intuição e Unidade da Vida;
Espírito, Atma.
 
As «Faces» são fronteiras de Mundos e indicam que os Planos Físico, Mental e Átmico partilham de dois Mundos contíguos: Átmico I e II, Mental I e II e Físico I e II. Se disser Físico I estou a incluir a metade inferior do Astral. Ao caracterizar a alma natural no Astral e Mental inferior, concreto, dizemos Kama-Manas (Kama = Astral; Manas = Mental) dois Planos integrados. Ao espaço-tempo de poderes que separam a margem de baixo, da margem de cima chamam-na Face de Deus entre dois mundos. As Faces separam os Três Mundos de Consciência Manifestada, são Três Mundos do Ser ligados pela interface àDar a outra Face, no ensino de Jesus, pode ser a alusão às faces de Jano no mental: face temporal e espiritual. O Homo Evolutivo são os dois Egos: a Personalidade inferior; o Ego Superior, o Senhor.
A alma natural integra corpos de três Planos (Físico, Astral e Mental inferior e, no Homo desenvolvido são Três homens distintos, de três Mundos do Ser em Sete Planos. Jesus ensina: se são cegos (luz) e surdos (som) e incapazes de se movimentarem num vasto Cosmos (coxos), como querem conhecer? O Homo fica inconsciente quando o pêndulo dos Ciclos o faz oscilar entre o Mundo Temporal e o Mundo Espiritual, que é o significado da morte; quando após a morte devia passar ao Ego superior é incapaz. É cego dos Planos Espirituais! ([1])


[1] As almas são Substâncias e há dois Mundos da Evolução – o Temporal a res (coisa) extensa, em baixo e o Espiritual res (coisa) cogitans, em cima. (Descartes). No de cima, domina a energia; no de baixo, a matéria. O Homo tem três almas: Natural, Humana, Crística. O “peso” de substância da alma no momento da morte, o último pensamento dos arrependidos, piora ou melhora o nível onde vão viver. A relação entre o Mundo Superior e o Inferior reflecte a relação entre matéria e energia (E=mc2). No sXIX os físicos insultavam os Teósofos, nem sabiam das partículas e da cisão atómica! Quando explodiu Hiroshima ficaram calados; nunca confessaram que sabiam pouco, contra a Ciência dos Mestres. É uma desonestidade intelectual para destruir a verdadeira Sabedoria. As teorias de suporte do Materialismo científico são em parte ou no todo, falsas. Deviam ter vergonha do erro darwinista!
Do Bardo Thödol, Livro dos Mortos Tibetanos: “Filho, agora vais experimentar três estados intermediários, o da hora da morte, o da verdade em si e o do devir. Até ontem, tu estavas no bardo do momento da morte e, embora a luminosidade da Verdade em si te tenha aparecido, tu não a reconheceste. Deves portanto errar de novo aqui... Reconhece sem distracção tudo o que te mostro. Bardos são as barcas de átomos pós morte.



[i]     José Manuel Anacleto. Transcendência e Imanência de Deus. Ed. CLUC.
[ii]     Geoffrey A. Farthing. Deity Cosmos & Man. Point Loma Pub.