sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Porque é necessária a Circuncisão do Coração, da Emoção Sensual



Ao despertar uma qualidade superior vemos a unidade do que parece disperso e há o entusiasmo da descoberta (conversão de matéria em energia). Saber não é uma memória é uma Força, sinal de ter reconhecido a Verdade, porque ela própria cria o «órgão» que permite ver a Verdade que se comprova a si-mesma 
É o conceito Grego de Thymós, a que Platão chamou força de ânimo, Hegel, o reconhecimento, ser apreciado em função de valores, Rousseau “o amor-próprio”, Hamilton “o valor da fama”, Bergson “élan vital”, os cristãos paixão, afastando-se de Vacláv Havel, com uma definição precisa: «a capacidade crítica, dignidade, sentido de rectidão.» Para este poeta e político, a recusa de Thymós é; «a relutância generalizada das pessoas orientadas para o consumo em sacrificarem determinadas benesses materiais em nome da própria integridade moral e espiritual.»


Que energia (Thymós) se liberta quando contactamos a Inteligência Espiritual, de cima! Sem a Força de Thymós, o Ego estagna, não Evolui. Timia é Força evolutiva! Não se Liberta pelo Espírito sem transformar a Substância da Alma (Lat. Res, Gr. Ousia). Libertar reporta-se às dependências dos sentidos e desejos.
“Circuncidai pois o prepúcio do vosso coração.” Deut. 10:16. O prepúcio é o «feminino» (grandes lábios) no pénis. Os Antigos receavam o contágio emocional e extirpavam o feminino do pénis, para renunciar à emoção feminina de Queda, difícil de conter. A circuncisão do coração foi convertida em circuncisão física, uma mostra da fraqueza e debilidade da mente humana.
As casas dos Romanos ainda eram assaltadas por criaturas do Hades, do mundo inferior, e havia o risco de atacarem e matarem as crianças; havia rituais de afastamento dos «espíritos malignos». Os Romanos chamavam-lhes lémures ou larvas. Em Esoterismo, o termo larva significa as «cascas» astrais (Klippoths), restos de corpos não recomendáveis, substâncias cônscias nocivas.
Os fenómenos do tipo «poltergeist», em alemão, espírito ou entidade ruidosa, violenta, ocorrem mais na presença de homens mentalmente perturbados, de mente sensual, mulheres mergulhadas em psiquismo inferior, crianças ou homens mediúnicos, ou animais sensíveis, vaca, cavalo, cão, gato, entes cuja psique tem acesso ao «portal» entre o Atómico e o Quântico. Hoje manifestam-se em estalidos nas casas, às vezes fortes. A evolução da mente científica tornou-a mais «imune» a influências dos mundos inferiores, o «portal» impede passagens.
Nos relatos Bíblicos, a maioria dos milagres do Mestre foi libertar pessoas do controlo dos chamados «demónios». O mesmo se faz nas sessões Espíritas.
Um risco de abordar a Religião pelo lado dos afectos é centrarem-se nos mundos inferiores, reactivarem as perigosas influências das «larvas» em corpos mais longevos, todavia, mais mortais sem cultura Espiritual. Sempre que na Natureza há uma acção potencial de forças destrutivas há, ao lado, os poderes benignos e em Roma havia uma devoção aos génios, que correspondiam aos «anjos da guarda», e aos «Penates» ou «Lares», os protectores da casa, formas de Devas, Anjos. Outros são os «Numine» dos Romanos, o contacto com os «espíritos da Natureza» que os povos primitivos africanos, índios, usam nas magias.
Os neurocientistas sabem que a aprendizagem é a formação de novos neurónios e uma nova «organização» do cérebro». Quando ultrapassamos uma certa idade perde-se a capacidade de formar neurónios, novas sinapses e novos centros adequados a uma aprendizagem. Para quem conhece todo o Homo e não apenas o físico sabe que as relações com os corpos superiores tornam-se rígidas e o único modo de recuperar a «capacidade de aprendizagem» é morrer para ter acesso a um novo Quaternário da personalidade, se nascer em «tempo favorável». Nunca alguém disse que a falta de Educação ou Instrução na idade própria, leva à incapacidade definitiva de desenvolver os Dez Talentos da Mente, que ficam atrofiados.
A Instrução ou se faz à nascença ou perde-se (quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita). Os Mestres dizem que após certa idade, ou se passar fome, o poder embriogénico primordial perde-se porque afecta a capacidade espiritual dos corpos. O treino precoce em Religião-Ciência melhora os talentos da mente. O Caminho Espiritual ou do Senhor (Eu Superior) é oposto ao Caminho do Mundo, que leva à violência, egoísmo, falta de sensibilidade para o sofrimento



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A Verdade Cria o Órgão de Saber e Purifica-o. O Erro Desorganiza-o


O darwinismo nasce como oposto aos dogmas religiosos, e veio a ser o erro dos dogmas científicos. Há Evolução mas não na forma como Darwin a concebeu por análises naturalistas de fósseis e do inexplicável no Plano Físico. A Evolução não é apenas das Espécies é de tudo, incluindo a própria Matéria das coisas e Substâncias inteligentes do corpo físico e dos subtis das três almas que temos. Sugerir que Cristo ou Buddha não conhecem, directamente, o Homo e o Cosmos, é uma agressão por falta de inteligência espiritual, e outros défices.
O Homo ao operar a ligação ao Eu Superior, do Reino de Deus, passa a ter a lei escrita no coração e no entendimento e desenvolve aquilo que está acima dos sentidos físicos. O Homo é potencialmente Buddha ou Cristo, se evoluir nos Sete Reinos da Natureza, para se abrir «à Herança» do Reino de Deus em si. Os maus religiosos, cientistas e espiritualistas (apegados ao poder da crença) dão falsos testemunhos (IX Mandamento), sem Sabedoria. «Em vão me honram ensinando dogmas...» Marcos 7:7. Se o católico fosse sensato lia esta observação: jamais dependerei de dogmas e aceitarei apenas o universal religioso experimental.
O Evangelho (Ev.) de Tomé começa sempre por Jesus disse. Jesus é critério de Verdade, para qualquer religião. Aos versículos do Ev. Tomé chamam-nos Lógia, relação com Logos, o Divino; as palavras de Jesus têm o Poder, Ética e Ciência do Logos, do Divino, e o que o Mestre diz não se compara a humanos.
O discernido segue a regra: o Mestre disse e eu vou investigar. Os Gregos tinham um nome para isso, Phêsi, que significa: Ele, o Mestre, disse. Era critério suficiente, se fosse analógico do universal. As superstições do cego, surdo e coxo, desqualificam a prática do Phêsi, no cientista que vê em Phêsi a sua ignorância. Efésio, o ensinado pelo Mestre. Quando lerem a Epístola aos Efésios, saibam que é reverenciar os Mestres, com factos de prova, a quem for capaz de Verdade.
A evolução é da “roupa” (Sânscrito rupa, corpo, substância) a que os Antigos chamaram em Lat. Res”, em Gr. Ousia”. A Sabedoria por fora é uma chave dos corpos (roupa, res, ousia) para a Sabedoria do Ser. Se a chave for certa, abre a porta; se não for certa, não abre e deforma a chave que fica inoperacional. Temos uma humanidade na rua, «sem chave»!
Os caminhos exteriores servem para descobrir o Caminho Interior, que começa pelo desenvolvimento da mente objectiva. Não é o Ser que vê e cria imagens, sons, impressões tácteis, são os corpos, o físico e os da alma natural, que evoluem. O Ser, que é uma Centelha do Ser Divino, é o Eterno que aguarda a perfeição dos corpos para se poder revelar! Os eruditos de delicadas roupas, como diz Jesus, evoluem contra o Ser e, sem ”chave”, não conhecem a Verdade, e têm uma vida dolorosa por não terem acesso à Verdade purificadora de Karma. Ev. Tomé L 78. Quando a Humanidade tem corpos mais treinados mas não tem acesso ao Espírito ou Espiritual desses corpos, torna-se perigosa. Por outras palavras, a Ciência Religiosa é tão antagónico da Ciência Materialista, não podem ignorar.
Quem ignora a Árvore da Vida, os seus Dez Poderes (3 Proposições+7 Leis) não se conhece a si mesmo, limitado às sensações e percepções dos sentidos.


O Ser Divino e os Corpos do Homo têm esta Trilogia:

  1. Sabedoria do Desígnio Divino, a Coroa ou Unidade do Ser;
  2. Sabedoria da Qualidade do Ser ou Ética, da morada de Deus – Luz;
  3. Sabedoria do Conhecimento, Sofia ou Ciência de todos os níveis e Ciência do nível físico – Som.

O Mestre detém o poder, governa, orienta, dirige, é o experimentado que sabe ser To be master of one’s self, é o Homo Total, Divino, que rege. Não é o magister, pensador de doutrinas e especulações. É o Lat. Magnum, que vem dar-nos o “testemunho” da luz verdadeira (João 1) e todos os que o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”; Magnum dá o “Espírito por medida” (de”res”). João 5:37. Magnum é o Mago.
A Sabedoria do Conhecimento, das Leis da Existência, revela as outras duas Sabedorias, só transmitidas por empatia: da Qualidade e do Amor. Comiseração ou algo do mísero, desgraçado, não é humano, é um modo incorrecto de apelar o Mestre! O Homo é a manifestação de Luz, logo, é partícula e onda, substância e campo de ressonância, na linguagem de Sheldrake. Os pólos deste campo são as duas Sabedorias funcionais – da Essência e da Existência. A terceira Sabedoria, do Poder Divino, está acima, transcende as duas Sabedorias Funcionais. As Três Sabedorias são a Raiz das Sete Leis Divinas Fundamentais, na Árvore da Vida.
As Religiões fundam-se no paradigma da Árvore da Vida, dos Dez Poderes. Em nós há Trino-Sofia se tiver a «chave» da porta, de abrir para cima e fechar para baixo, que é a Sofia, Conhecimento e a Ética, Qualidade Divina. Há diferença entre Instrução (de fora para dentro) e Educação (de dentro para fora). Bater na porta com o som certo, de Serápis (Sera, batente de porta), abre a porta.
«Podemos ficar surpreendidos em ver que a principal tarefa espiritual tem muito menos (se é que tem alguma vez) algo a ver com o culto a divindades ou adorações a vários outros seres, em vez de compreensão de nós mesmos.» (...) «Portanto, o Homem sábio deve preocupar-se a nunca fixar a si prosélitos. Ele deve sentir e ensinar que a melhor sabedoria não pode ser comunicada; deve ser adquirida por cada alma, por si mesma ([i])
O conceito de Homem Novo não se refere a uma «correcção» do Homem velho centrado na sua alma natural, mas a um Homo com outra Matéria que alcançou um ponto crítico de mudança de estado mais elevado, que lhe permite reflectir o Eu Superior. Após a morte, não há misturas de faltas de talentos. ([ii])  





[i]     Stephen Morris. Let the Fog Lift. Emerson e Krishnamurti. The Light Bearer. ST Canadá. Primavera 2003, p.30.


[ii]     Laurence Peter e Raymond Hull. O Princípio de Peter. Laurence J. Peter. O Receituário de Peter. Ed. Futura




quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O Sétimo Reino Humano abre o acesso ao Reino de Deus


Os Antigos conheciam a Evolução, os cientistas desconhecem. O darwinismo, sucedâneo do igrejismo, teorizou uma Evolução imperfeita, por falta de dados. O lado duvidoso, Origin of Species (1859) foi logo aceite, o lado positivo, The Descent of Man (1871), onde se diz que o sentido moral ou consciência é de longe o factor mais importante na Evolução, com 95 referências ao Amor, e 90 aos aspectos morais; não é aceite. Darwin sugeriu-o no modo extracurricular, querendo separar duas «verdades» a religiosa e a científica.
Não há verdades religiosas que não sejam científicas; não há verdades científicas que não devam ser, por natureza, religiosas. Nem o Criacionismo é o entendimento recto da Bíblia, nem o darwinismo é fiel à Verdade, tem erros grosseiros de Sofia. ([i])  

As primeiras causas estão acima do Plano Físico; vemos sombras da realidade e nunca a Realidade. A caverna de Platão é o símbolo dos mortos que fazem a Ciência impossível, não vêem os seus défices e recusam as ajudas dos experientes. Temos de ser conscientes da nossa limitação. Não basta citar a caverna de Platão, das sombras do Real. A Ciência das causas originais é acima do Físico. A História Integral, dos Planos superiores, é a Mestra da Vida, a vossa não é.

A ocultação da Verdade aos fracos era obrigatória. No fecho do Ciclo de Tempo, a protecção foi retirada: enfrenta a Verdade e por ela é salvo, ou morre. Quarenta biliões recusam mudar a vida, vinte biliões deles ultrapassaram o limiar de recuperação. 75% de falhas! 25% de sucesso é um péssimo resultado. A causa foi a recusa do Homo em ser Divino e se tornar inimigo do seu Pai. A Ciência materialista é uma projecção do Erro original, onde o Homo tinha tal poder que ousou substituir-se a Deus pela prática do Mal, o que o tornou poderoso mas destrutivo.

O Homo é o 7º Reino: alcançou a «Individualização» e foi-lhe dado o acesso ao Ser Divino que o habita. Sendo Divino, difere dos outros Reinos porque pode ser Consciente de si-mesmo e em si-mesmo. É uma Centelha Divina, tem um Pai Divino, tem em si Sete Qualidade Divinas, com uma que lhe é própria; não é Animal.

Neste 4º Período de Vida na Terra, o Homo desenvolve o emocional. Faltam milhões de anos para ser Emocional completo. A Teoria da Ciência Espiritual era conhecida da Tradição Antiga. Dizem que Copérnico (1543) corrigiu o erro de que a Terra não está no centro do Universo. Pitágoras e os Filósofos Divinos, em todos os tempos, ensinaram isso. Galileu, em 1632, nada trouxe de novo. Nos primórdios da Ciência cometeram a maldade de fazerem como os políticos, convenceram o povo que antes nada era sabido, tudo mau, agora a Ciência iria iluminar o Mundo. A Igreja ao promover as perseguições tenebrosas, ainda não viu o Mal activo que, na falta de bondade que o converta, só com muito sofrimento vai cessar.



[i]     David Loye. Darwin’s Lost Theory of Love. A Healing Vision for the New Century. Uma análise do 2º livro de Darwin: The Descent of Man (1871)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Adam é Três Adam. O que acontece após a morte?


Ao morrer o corpo físico, o centro da mente sobe para o duplo-astral, cruza a interface chamada “rio”, na Barca do Caronte (car de carne e de carro quaternário), do timoneiro da cabeça de falcão dos Egípcios. Para baixo, vai à autodestruição, para as Klippoths, as cascas de corpos perversos. O mau fica retido no filtro (face) e é destruído. Se alguém for só mau, nada fica de si mesmo! É como se nunca tivesse existido! Para cima, vai o aproveitável da alma natural.
Mais tarde, a alma é abandonado pelo Ser e há outra transferência e «filtração» em que só o Bem passa, do Mundo Temporal para o Espiritual. Entra-se na barca de Rá (o Sol) que é símbolo de Deus do Sistema Solar (e Apolo), o capaz de atravessar o rio da morte e «ver» a sua realidade! No processo de morte, com três mortes (1ª. Corpo, 2ª. Duplo-astral e 3ª Kama-Manas), a terceira morte é a da Alma temporal, o Eu inferior, o centro transfere-se para o Eu Superior, o Homo Espiritual. Se algum bem se fez, deixa-se o Gémeo de baixo e vive-se no Gémeo de cima. Se não houve qualquer bem a salvar, perde-se a consciência.
Para unir os Gémeos, de libertação das 84 mil emoções perturbadoras temporais. As emoções nascidas no Mundo Espiritual, e não no baixo Temporal, são mais Inteligentes e portadoras da Paz e de uma grande felicidade. Foi tão difícil que 60 anos Buddha pediu ajuda a Shankârâchârya, um Kumara de Vénus, e mais tara Cristo e aos seus Discípulos avançaram a «Ascensão». O cientista cego, surdo e coxo nunca alcançará, não poderá ter experiência dos outros Planos, nem entende.
O Homo não é um animal, há Sete Planos e três Almas e vários Veículos das almas. No Diagrama há os Sete Reinos da Natureza mais o Reino de Deus, a encontrar no próprio Homo, o Amor Divino. Sabhâ significa: casa, morada. Ser a casa de Deus, tanto como Ética do Gr. «Ethikós» é moral, costumes e «Ethos», morada. O Ser não evolui; os veículos, o ethos têm de se aperfeiçoar. ([i])
Os Sete Reinos Naturais (e não os três da ortodoxia) têm evoluções separadas mantendo entre si relações horizontais em que o Homo trinitário (de três Mundos) é o marca-passo da Evolução das Espécies. O Homo, vivo em todos os Planos, traz à Manifestação, as Eras Geológicas e o paradigma comum de Vida de cada Era. O Homo não pode ser classificado no Reino Animal, logo, há quatro Reinos visíveis. Os três Reinos precedentes ao Mineral são de Descida da Vida, em Planos Cósmicos acima do Físico, não acessíveis à Ciência dos cinco sentidos. ([1])
Não estamos apenas a corrigir a ideia de que vivemos num Plano mas em Sete e a Evolução faz-se em Cinco Planos (ou Quinas). Estes Planos constituem três Mundos do Ser distintos entre si. Além disso, havendo quatro níveis de Manifestação há um total de Sete Globos, três de Vida Descendente e três de Vida Ascendente; o intermédio é de Harmonia entre os dois movimentos.
Cada Cadeia Evolutiva de Sete Globos na Manifestação percorre os degraus das quatro perguntas naturais, Atias. A Vida evolui em Ciclos e passa toda de um para o Globo seguinte. O tempo passado fora do Planeta Terra é superior ao passado na Terra. Em Cada Ronda da Vida pela Cadeia, cada Globo recebe a Vida para evoluir: A, B, C, D, E, F, G, sendo D o único Planeta Físico visível. No Sistema Solar encontram planetas sem vida, Marte, ou pouca vida, Mercúrio, porque estão a percorrer os outros Seis Globos da Cadeia de Sete Globos.
O Ser Divino de Amor que nos habita é prisioneiro em nós, como Prometeu no Cáucaso (mental concreto), até o manifestar. Partilhamos com os nossos Pais Divinos essa Essência e Eles ficam prisioneiros em nós, da sua dádiva.
São enormes os Erros do Conhecimento de si e do Cosmos que a Humanidade precisa de corrigir para saber responder às Quatro Atias ou perguntas naturais, que a Evolução começa de cima para baixo – Inteligência, Mente e Mental. A Inteligência vem primeiro e não o corpo biológico, o último a ser formado. A Vida permanece muito mais tempo a Evoluir nos outros Quatro Planos da Evolução do que no Plano Físico. Vive mais nos Planos superiores da Terra quando aqui está ou nos Planos dos Seis outros Globos, nos períodos de inactividade da Terra. Os 60 biliões do total da Humanidade vivem cerca de dez, doze vezes mais tempo fora do Plano Físico da Terra, do que no Plano Físico. A Evolução é mais grandiosa e cheia de «promessas Divinas», do que o naturalista Darwin podia ver.


[1] Prometeu trouxe a Chama Divina e o Mental. Disse nos Planos que existem três Homens no Homo, correspondentes aos Três Mundos da Manifestação. Os nossos Pais Divinos partilharam connosco o Mental que é parte inseparável d’Eles mesmos, para sermos Homens completos. É uma dádiva pôr o mental em comum, partilhar a Substância d’Eles. Vivemos Substâncias comuns. Logo, os nossos Pais Divinos ficam”amarrados” ao Temporal, pelo Mental II ou mental concreto, enquanto necessitarmos. A metade superior, Espiritual, do mental é o racional ou abstracto; o de baixo, é o mental concreto, o Temporal. Por Amor de nós, os nossos Pais ficam presos nas trevas connosco. Cáucaso significa endurecer a mente individualizada, como na frase “Caucasum mente induere”. É a diferença entre o mental superior, Espiritual e o mental inferior ou concreto, Temporal. É preciso saber o significado dos dois mentais Gémeos, o Mental Temporal e o Mental Espiritual! Quando diz caucasiano saiba porquê. Purusha, a Centelha Divina, dos Vedas, completa o Mito de Prometeu. Purusha é «o Homo celeste»; Prakriti é a «matéria», os dois pólos.



[i]     Aquilino Ribeiro. S. Banaboião, anacoreta e mártir. Liv. Bertrand.
 

Acaso é Ilusão. Há um Desígnio Divino para os Sete Corpos do Homo


O Universo é Sete Planos. Para fazer observações objectivas é necessário despertar a mente. Existem Sete Planos Cósmicos investigados por quem despertou os órgãos de Saber nesses Planos. Pelo pólo de Ciência ou Sofia, a Grande Trombeta da Árvore da Vida (Matérias são vibrações), a Ciência dos Sete Raios e Sete Planos Cósmicos. Os anjos com trombetas representam tipos de matéria. O Real são Sete Planos, Sete Trombetas, e as causas são de cima para baixo. ([i])
Planos Cósmicos
1. Plano Adi. Raiz
2. Plano Monádico
3. Plano Átmico. Vontade
4. Plano Búdico.        
 Intuicional
5. Plano Mental superior e inferior
6. Plano Astral, Emocional
7. Plano Físico. Sensações. Biológico
Sem experiência dos Planos, o Homo comum não vê, e necessita de Mestres, referências: o Homem é complexo e «a casa do Pai tem muitas moradas» João 14:2. «O Homem tem muitas peles que cobrem a profundidade do seu coração... as peles que revestem a sua alma.» Eckhart. Existem três almas: Alma natural (Kama-Manas, emoção-pensamento 6-5); Alma humana (Buddhi-Manas, intuição-pensamento 4-5; e Alma crística (Atma-Buddhi, Vontade-Intuição 3-4).
O Homo vive nos Sete Planos Cósmicos, em Três Mundos do Ser, acessíveis a quem desenvolve os «talentos» da sua mente. Sem «talentos» da mente é inconsciente nesses Planos, ao transferir o centro de consciência «cego», é como se não existissem. A Evolução não é por Acaso, é Direccional – o Télos (Desígnio) é o Anthropos, o começo e fim da Evolução. Somos inconscientes do Ser, antes de alcançar o estádio de perfeição. Jesus curou cegos, surdos e coxos, não físicos mas das insuficiências das substâncias da mente, dos veículos da «alma».
O Homo é Sete Princípios e Sete Corpos em cinco Planos Cósmicos. ([ii]) As personalidades são constituídas por:
 
1º. Físico;
2º. Vital;
3º. Duplo-astral, a Matriz do corpo biológico, corpo de alimentos.
4º. Kama-Manas, emoção-pensamento, o núcleo da Alma Natural que recebe influências do Eu Superior; o que liga a Personalidade ao Eu Superior.
 
E os Três Níveis Espirituais do Ego Superior, o Senhor:
 
Alma Humana, Buddhi-Manas, da razão, do Filho do Homem, Corpo causal;
Alma Crística, da Intuição e Unidade da Vida;
Espírito, Atma.
 
As «Faces» são fronteiras de Mundos e indicam que os Planos Físico, Mental e Átmico partilham de dois Mundos contíguos: Átmico I e II, Mental I e II e Físico I e II. Se disser Físico I estou a incluir a metade inferior do Astral. Ao caracterizar a alma natural no Astral e Mental inferior, concreto, dizemos Kama-Manas (Kama = Astral; Manas = Mental) dois Planos integrados. Ao espaço-tempo de poderes que separam a margem de baixo, da margem de cima chamam-na Face de Deus entre dois mundos. As Faces separam os Três Mundos de Consciência Manifestada, são Três Mundos do Ser ligados pela interface àDar a outra Face, no ensino de Jesus, pode ser a alusão às faces de Jano no mental: face temporal e espiritual. O Homo Evolutivo são os dois Egos: a Personalidade inferior; o Ego Superior, o Senhor.
A alma natural integra corpos de três Planos (Físico, Astral e Mental inferior e, no Homo desenvolvido são Três homens distintos, de três Mundos do Ser em Sete Planos. Jesus ensina: se são cegos (luz) e surdos (som) e incapazes de se movimentarem num vasto Cosmos (coxos), como querem conhecer? O Homo fica inconsciente quando o pêndulo dos Ciclos o faz oscilar entre o Mundo Temporal e o Mundo Espiritual, que é o significado da morte; quando após a morte devia passar ao Ego superior é incapaz. É cego dos Planos Espirituais! ([1])


[1] As almas são Substâncias e há dois Mundos da Evolução – o Temporal a res (coisa) extensa, em baixo e o Espiritual res (coisa) cogitans, em cima. (Descartes). No de cima, domina a energia; no de baixo, a matéria. O Homo tem três almas: Natural, Humana, Crística. O “peso” de substância da alma no momento da morte, o último pensamento dos arrependidos, piora ou melhora o nível onde vão viver. A relação entre o Mundo Superior e o Inferior reflecte a relação entre matéria e energia (E=mc2). No sXIX os físicos insultavam os Teósofos, nem sabiam das partículas e da cisão atómica! Quando explodiu Hiroshima ficaram calados; nunca confessaram que sabiam pouco, contra a Ciência dos Mestres. É uma desonestidade intelectual para destruir a verdadeira Sabedoria. As teorias de suporte do Materialismo científico são em parte ou no todo, falsas. Deviam ter vergonha do erro darwinista!
Do Bardo Thödol, Livro dos Mortos Tibetanos: “Filho, agora vais experimentar três estados intermediários, o da hora da morte, o da verdade em si e o do devir. Até ontem, tu estavas no bardo do momento da morte e, embora a luminosidade da Verdade em si te tenha aparecido, tu não a reconheceste. Deves portanto errar de novo aqui... Reconhece sem distracção tudo o que te mostro. Bardos são as barcas de átomos pós morte.



[i]     José Manuel Anacleto. Transcendência e Imanência de Deus. Ed. CLUC.
[ii]     Geoffrey A. Farthing. Deity Cosmos & Man. Point Loma Pub.

FILOSOFIA DAS ESCOLAS ESOTÉRICAS


Sê a lâmpada de ti mesmo” (Sutra Buddhista)
“Ai de vós, doutores de lei que tiraste a chave da Ciência” (Lucas 11:52)
 

SOBRE O CAMINHO QUE O MUNDO PERDEU


 

 

A Evolução é das Substâncias dos Corpos. A Consciência é Divina

O nosso Conhecimento devia começar pelo Conhecimento do Homo Natural que, segundo os Mestres evolui em Cinco Planos das Funções da Mente ou Cinco Quinas: 1). Sensações e percepções; 2). Emoções; 3). Pensamento; 4). Intuição; e 5). Vontade. No Plano Físico, apenas podemos conhecer as sensações e percepções que levam à Emoção nas suas várias formas. Em termos práticos, a Alma Natural corresponde a 1, 2, e 3. As duas Almas Espirituais, a Alma do Filho do Homem é 4, e a Alma Crística é 5.
Repito, o Mestre Eckhart, a excelência da maior Sabedoria do Cristianismo, dizia que a «mente pobre», da grande maioria da humanidade, devia despojar-se de todo o saber sobre Deus. Os Erros impedem o reconhecimento da Verdade. Os religiosos e os cientistas têm de eliminar da mente a má herança e procurarem os que revelam Qualidades Divinas, os Nazares, apartados do mundo.
A Ciência mostrou que posso Conhecer de modo exacto, comprovado, experimental, posso repetir as experiências e obter sempre os mesmos resultados objectivos, seguros, os Bons Testemunhos, opostos aos Maus Testemunhos religiosos, de crenças infundamentadas, e de Ciência com falta de dados.
Os Mestres fizeram aqui uma recomendação experimental: Deus não pode ser conhecido, nunca alguém viu Deus. Logo, a única experiência que podemos ter sobre Deus é pelas Qualidade Humanas: o Homo é Filho de Deus e as suas Sete Qualidades Divinas são a prova da Existência de Deus. Há um transvaze de substâncias, Energias de Sabedoria do mais cheio para o mais vazio. Sabe que Deus existe quando revelar as Qualidades Divinas em si mesmo. Se não as revelar, Deus não existe para si. A Consciência Eterna não evolui; as substâncias sim.
O Senhor Buddha começa o seu Decálogo ensinado aos Anjos (para que os Seres de Luz o dessem aos homens), assim: o primeiro Dever Supremo é não se juntar aos néscios, procurar os Sábios e Bons e, por essa via, ganhar a única experiência que pode ter de Deus, a Qualidade Humana que é a mesma Qualidade Divina. O segundo Dever é ser experiente em Ética, através de sociedades onde os Valores sejam cultivados, e haja um ambiente favorável à sua prática. O terceiro Dever é ser proficiente em Ciência e ofícios. São os três primeiros Mandamentos!

Aos mais embotados ou menoscabados dão ordens religiosas: Amar a Deus, não fazer falsas imagens, não invocar o Nome de Deus, a Ciência, em vão.
Os únicos com experiência Perfeita dos outros Planos de Matéria são os Mestres. O Caminho Justo choca com vinte séculos de terrorismo religioso. A Ciência, descobrir a verdade por nós mesmos, dos que desprezam a palavra Divina das Religiões, fomenta as «trevas», obriga os que sabem a serem muito reservados. Chamaram-lhe Nazarenos, Nazares, Nazareus. ([1])
Há aqui um grande Mistério – deixo de falar em crença no Ser que não pode ser conhecido fora de mim – mas pode ser conhecido em mim mesmo e em todos os Seres Humanos. Qual é o Mistério? O Mistério das Substâncias, dos Cinco Pães que estão a evoluir, é o símbolo Cristão das Cinco Quinas. O problema do Conhecimento de Deus depende das substâncias dos nossos corpos, também chamados os Sete Véus do Espírito, como Princípios. O que evolui é o Véu e aí podemos fazer a transferência das Boas Substâncias alcançadas para aqueles que não têm ainda o Pão (cinco Pães) da Vida. Sem Substâncias não se pode Evoluir. A Educação é dar o pão da Vida e levedar a «massa», as substâncias que cada um tiver alcançado em vidas anteriores. Educar é revelar o que lá está, mas também corrigir os défices de substâncias ou «massas» por panificar.
A Bandeira das Cinco Quinas de Portugal é de Cinco Pães ou «Massas». Todos querem sentir o coitadinho crucificado na cruz que é uma grande comoção, mas não querem conhecer, através das Cinco Quinas, a Inteligência de Deus. Há mais gente a crucificar os inocentes do que gente a sentir a sua dor e a querer libertá-los. Estou a treinar-me numa Evolução menos tormentosa, resolver os martírios através do Conhecimento das Sete Qualidades e Leis Divinas. O conceito de Nazar impõe: não mergulhar em meios sujos, não dar Substâncias espirituais a quem as não possa assimilar, habitar em locais harmoniosos e puros.
Começar pelas Sensações e Percepções é o primeiro passo, falta dar os seguintes, sem os quais não há mente científica; é escravo dos sentidos, é um fariseu (Gr. Pharisaîos), um separado da Sabedoria, por excesso de materialidade. Acreditar e não acreditar é ser vítima da falta de substância nos corpos da Alma.
Há aqui grandes Mistérios, nunca ditos: a atrofia da mente humana nega-lhe a capacidade de Saber para o Bem e, «cego» pela Matéria, não é sensível aos Sete Planos Cósmicos, nem sequer aos Cinco Planos, as Cinco Quinas onde evolui, como se fosse dois Gémeos: o Gémeo Imperecível ou Espiritual da cima, o Abel, e o Gémeo Mortal, de baixo, o Caim. Os dois Gémeos são Siameses, não os separem pois funcionam como um Todo. Se cortar a ligação entre os Gémeos, o de cima é o regente e, na pratica, condena-se à Morte Eterna as personalidades.
Quando dizemos Gémeos estamos a vê-los como Almas, a Alma de Abel, o Ego superior, do Sião, e a alma de Caim – de corpo físico e Alma Natural, do Ego inferior, de Sinai. O Espírito é acima. As almas são corpos correspondentes às Cinco Funções da Mente no Mundo Temporal e Espiritual. Não é Espírito é «coisa», «res» e, por favor, sem Ciência dos Mestres não andem a criticar Descartes ou Platão. Sem a Ciência dos Mestres, a «Filosofia» do materialismo científico é letal.
A dificuldade em compreender o ensino Esotérico da Filosofia e Religiões deve-se à falta de Transubstanciação: melhorar as substâncias do corpo físico e dos corpos da alma natural. Conhecem a magia da hóstia – o acesso ao corpo de Cristo. O Sacramento da Comunhão devia ser compreendido e praticado nas condições ideais que Cristo ensinou. A Ciência de Cristo é Perfeita.
A nova Raça, a 6ª Raça, em gestação, facilitará a mudança Substancial dos veículos do Ser e permitirá o retorno à Utopia de Sabedoria, que vigorou no início da Humanidade. ([i])
O apócrifo não é o ilegítimo, como os lóbis religiosos caluniam, é o Sagrado que não deve cair em mãos profanas. O materialismo científico investiga o Plano físico mas cegou-nos para outros Planos e Mundos do Ser onde existimos. A Ciência não é importante pelos dados rigorosos e pela tecnologia, é importante para o actual desenvolvimento emocional, passar das emoções ligadas às sensações, para emoções racionalizadas e intuitivas. É a «chave» da nova Era. ([ii])
A presença do Mestre na Terra é necessária:
A). Dá-nos as Substâncias dos seus corpos, dos «cinco pães»;
B). É catalisadora da Evolução;
C). É a referência de Sabedoria nos níveis a que não temos acesso, por subdesenvolvimento, e não teremos antes de evoluirmos;
D). Purifica as nossas substâncias do Karma-Nemesis passado. A Verdade dos Mestres quando for vista por nós liberta-nos dos erros do nosso passado; é uma esponja de limpeza dos males que nos assolam.
O conceito de Nazares, os separados por causa do Poder de Sabedoria relaciona-se com as substâncias dos corpos – não dar poder a quem o mal use, para não lhe agravar mais o Destino. Entre Salvar-se ou condenar-se corro riscos.


[1]O termo nazar significa os “mantidos aparte”, do Heb. nazir porque tinham entrado em Escolas de Mistérios! S. Paulo, um Mestre de Ciência, foi o criador das doutrinas e rituais do Cristianismo Esotérico mas, como comenta HPB, Ele nada teve a ver com as igrejas cristãs. (HPB, CW 14).Quando disser - Jesus, o Nazareno -, diz Jesus o Magno Filósofo, Mestre da Escola de Mistérios. O Nazar ou Nazareno é tanto mais perfeito quanto mais se libertou em relação ao povo. Não ajuda quem não se Liberta e carece de um poder aumentado para criar condições para a sua “cidade” de 7 casas ver. Liberta-se quem for perfeito e progredir. Muitos não conhecem a Ciência da Árvore da Vida e das Leis do Hermetismo, apenas vos posso apontar as falsas imagens. Igualdade espiritual não é a dos loucos de sensualidade, mergulhados em excitantes “prazeres” corporais. Em vez de dizerem para ser filósofo estudem Espinosa, digam estudem os Mestres de Espinosa. O Cristo crucificado na Igreja de S. Tomé, Adyar, Índia, é cheio de Poder, e radioso de Paz para todo o Mundo.


[i]     Aldous Huxley. La Filosofia Perene. Trad. Espanhol. Ed. Edhasa Barcelona.
[ii]     E. Lester Smith. Intelligence Came First, & Our Last Adventure. Quest Book
      Gina Cerminara. Muitas Moradas. Ed. Pensamento. Trad. Brasil